Visão igual para alguns mas por certo surpresa para outros, o passeio Photowalk em Sintra é uma janela que pretende abrir-se sobre insuspeitados ângulos da vila. Junte-se a mais de um milhar de passeios am redor do mundo, fazendo uma cadeia fotográfica a 18 de Julho.
O regresso a locais de que o tempo se encarregou de afastar-me e o facto de Scott Kelby organizar por estes dias o segundo passeio da sua série (ver outros artigos já publicados sobre o tema) são boas razões para ter decidido organizar um evento da mesma cadeia na Vila de Sintra e lançar o desafio aos leitores deste espaço online: dia 18 venha a Sintra.
Não prometo surpreender toda a gente, para muitos o percurso que vai ser feito é rota habitual de caça fotográfica. Mas para outros é uma surpresa. Que promete condimentar com algumas notas de campo que ajudarão a entender que não estamos em périplo novo, antes seguindo caminhos que se faziam antes, rotas habituais dos veraneantes de Sintra. Vamos pisar território que de Eça de Queirós a Clémentine Brelaz nos dá uma visão de Sintra, do núcleo urbano e da sua relação com a Serra.
Tudo isto surgiu na sequência de um divertido mas longo trabalho para a Parques de Sintra Monte da Lua, que tem projectado o lançamento de um livro, este ano, reunindo as gravuras desenhadas por uma visitante de Sintra com as fotografias actuais dos mesmos locais. A obra está já em fase de produção de planos, tendo eu finalizado a recolha fotográfica. Ora foi essa recolha que me trouxe a espaços onde, confesso não passava há algum tempo. Fiz por aqui a meninice – nasci em Sintra, na Vila, mesmo no centro de toda a magia local – e por aqui passei em repetidas voltas fotográficas pelo puro prazer de fotografar ou ao serviço da Câmara e Turismo, para quem fiz muito trabalho nos anos 80 e 90. E sempre que tenho de experimentar um equipamento, eis-me por aqui a deambular. Ainda há dias passei uma tarde inteira com a Lumix GH1 nas mãos a fotografar, enquanto o meu filho mais velho, fotógrafo com jeito quando lhe dá a vontade, se divertia a explorar a Olympus Pen E-P1 acabada de chegar e que logo lhe atraíu a atenção. Entre os dois fizémos alguns filmes e fotos que um destes dias dão história...
Mas volto ao passeio, porque saí fora de rota. O passeio é dia 18 de Julho, demora cerca de duas horas (pode estender-se se as pessoas sentirem vontade para tal...) e é uma forma de viver em comunidade um dia que começa a ter significado no universo da fotografia: no moemnto em que escrevo mais de um milhar de passeios está marcado para todo o mundo, cinco deles em Portugal.
A foto que publico no diaporama de entrada e nesta mesma página é, portanto, um chamariz mais para os que pretendam dar à perna, dar ao obturador e dar à língua. Estou a organizar tudo para que as pessoas regressem a casa com a sensação de que valeu a pena.
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