Com um total de 4.500 euros em prémios a Bienal de Fotografia de Sintra é um acontecimento a não esquecer no panorama da fotografia em Portugal. Ali respeitam-se direitos de autor. A exposição da II edição já pode ser visitada, as conferências são já a seguir.A entrega de prémios e inauguração da exposição, que ficará patente até 20 de Junho, sucedeu a 16 de Maio, na Quinta Nova da Assunção, em Belas, onde as fotografias podem ser apreciadas. A II Bienal de Fotografia de Sintra cumpria-se, renovando a intenção da edilidade local: reconhecer a importância da fotografia na cultura contemporânea como forma de criação plástica e testemunho.
Com tema livre, foram apresentadas nesta Bienal, 274 obras, da autoria de 151 autores, amadores e profissionais, tendo sido seleccionadas 60 imagens de 39 autores, que utilizam a fotografia como forma de expressar e retratar o mundo que nos rodeia.
Uma nota importante do regulamento desta Bienal: os direitos de autor das fotos apresentadas para a competição – pois existe um concurso subjacente - são pertença integral do autor, não exigindo a entidade organizadora qualquer direito sobre os trabalhos. Uma lição a aprender por alguns organizadores de concursos...
Talvez por isso mesmo, também, acedi a participar no evento com a abordagem de um tema que me fascina: fotojornalismo e irrealidade. É uma de três conferências que decorrem nas Salas Polivalentes dos três Museus Municipais e destinadas ao público em geral:
-“Os Arquivos de Imagens e a Conservação das Fotografias na Actualidade”, por Nuno Antunes, na Casa Museu Leal da Câmara, 27 de Maio, às 18h00
- “Fotojornalismo e irrealidade”, por José Antunes,no Museu Anjos Teixeira, 5 de Junho, às 18h00
- “A Fotografia de Viagem”, por António Nascimento, no Museu Ferreira de Castro, 19 de Junho, às 18h00
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