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Arte e segurança

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pintura de Luís ValenteA arte como forma de alertar as populações para a necessidade de empenhamento em programas de segurança é o eixo orientador da exposição Arte Numa Cultura de Segurança que pode ser vista em Setúbal, no Museu de Arqueologia. Fotografia pintura e instalação jumtam-se no projecto.

Patente no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, de 16 de Junho a 15 de Setembro, o presente projecto expositivo pretende alertar as populações para a necessidade do seu empenhamento no programa nacional de prevenção de incêndios florestais e de segurança rodoviária. Insere-se, assim, no contexto das políticas de segurança dos cidadãos e do ambiente e em um conceito de arte socialmente comprometida. Através do poder comunicativo e força persuasiva, consequência da imediata percepção do seu conteúdo pela inteligência emotiva, espera-se que cumpra o papel de motor da acção…

A arte em sentido lato (arte + facto), cujas materialidades produzidas integram as dimensões ética e estética, possui uma origem muito anterior à da linguagem. No sentido estrito, a arte enquanto processo e sistema de representações, interpretação e apropriação cognitiva do cosmos pela sociedade humana, talvez possa ser considerada a primeira escrita. Dessa expressão codificada e permanente da interpretação do mundo, surgida há cerca de 20 000 anos, esperamos reter a virtude da interacção, sempre ao serviço da sobrevivência, transversal às múltiplas formas ditadas pela modelação do tempo e retoque da História.
Metodologicamente, optou-se, na presente exposição, por uma fórmula de arte expandida, que inclui diversas perspectivas, distintos suportes e técnicas: vídeo-projecção, fotografia, pintura e instalação.

Embora subordinada a um tema comum, a exposição comporta quatro intervenções autónomas, bem diversas nos pressupostos teóricos, suportes e estilos autorais:
I - Imagens para um álbum de desassossego (incêndio na Arrábida, 2005). Foto-reportagem de António Marques;
II - Arrábida: a vida secreta da serra (macrofotografia de insectos). Fotografia de José Costa;
III - Escalas (Arrábida: o relevo da serra confrontado com o corpo feminino, em transgressão de escalas). Fotografia de Rosa Nunes;
IV - Morte ou vida na estrada: a escolha é sua. Intervenção plástica de Ana Férias, Luís Valente e Rita Melo.

 
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