Exposições
Natureza e Fotojornalismo em exposições nacionais
- Publicado em quinta, 08 julho 2010 14:19
João Nunes da Silva expõe em Matosinhos a sua Natureza Portuguesa enquanto em Lisboa Alfredo Cunha diz que Estamos no Mesmo Sítio, não se sabe se referindo-se ao País. Tempo de ver estas imagens e temer, temer pelo que pode acontecer em ambas as áreas.
Numa iniciativa que vários autores tem efectuado no último ano para ajudar o comércio justo na cidade de Matosinhos, João Nunes da Silva organizou uma pequena exposição sobre a Natureza Portuguesa que pode ser vista no Espaço Ana Santos , na Rua Álvaro Castelões, em Matosinhos, até 31 de Julho de 2010.
Numa altura em que por Lisboa se parece ter descoberto que temos uma área protegida no Tejo e outras mais em redor, de Sintra ao Sado, e que se promete que tudo isso vai ser explorado, é de ver o que se expõe da Natureza Portuguesa, sob pena de um destes dias, com a exploração que por cá se faz, por norma, destas coisas, se dar cabo de tudo. Já estou a ver hotéis de cinco estrelas e golfe, condomínios fechados e o resto lado a lado com as aves... Coisa do género: Edifício Ponta da Erva (a sua vista matinal para o Tejo), Núcleo Empresarial dos Flamingos (a sua empresa voa mais alto), Campo de Golfe dos Alfaiates (em que os ditos são atingidos mortalmente por bolas quando em voo). Bem... ante o cenário é melhor ir ver as fotos de João Nunes da Silva. Podem tratar de espécies em extinção. Pelo menos em Portugal.
O que parece que nunca acaba é esta forma de sermos nós. Pelo menos é isso que sugere o título da exposição de Alfredo Cunha, Estamos no Mesmo Sítio, que traça o percurso profissional do fotojornalista entre 1970 e 2010. Quarenta anos, tantos quantos a ditadura do outro senhor. E se calhar outros tantos de uma outra, enluvada, de que por estes dias temos a mais flagrante revelação. Outras conversas...
A mostra de Alfredo Cunha, no núcleo fotográfico do Arquivo Municipal de Lisboa, na Rua da Palma 246... em Lisboa, tem ainda uma nota especial: assinalado a doação do espólio do autor ao Arquivo. Abre dia 9 de Julho e fica em cartaz até 8 de Setembro. Depois, acredita-se, merecerá mais do que uma gaveta no sotão da instituição. É para isso que autores doam as suas obras. Para serem apreciadas pelo público.

































































