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Marketing para fotógrafos: 10 dicas para vender mais
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- Publicado em 16-07-2010
Os livros de fotografia não ensinam o mais importante da arte quando se quer viver dela: como a vender. Em Growing The VisionMonger, Corwin Hiebert traça em 10 passos as pistas chave para organizar esse lado da paixão. E diz: nunca trabalhe de graça. A palavra FREE deve ser removida do vocabulário de um fotógrafo.
O autor de Growing The VisionMonger, 10 Things a Manager Can Teach You About Running & Growing Your Business, Corwin Hiebert, não sabe a diferença entre um “f/ stop e um bus-stop” – seja entre um diafragma e uma paragem de autocarro - , mas percebe do negócio de marketing e de como apresentar uma ideia... e vendê-la. Quem o diz é o fotógrafo David duChemin, que tem em corwin Hiebert um amigo e... o gestor de negócios. Ou de imagem, se quisermos.
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É evidente que a afirmação tem o seu quê de exagero. Corwin Hiebert sabe de fotografia, como tantos outros sabem. Mas o que realmente faz é gerir expectativas, materializar projectos, tornar realidade as facturas no final do mês. Em dinheiro que paga novos projectos pessoais e as contas. Dele e de quem o contrata para gerir esse lado obscuro, para muitos, do processo criativo.
Porque, como diz/escreve Corwin Hiebert, uma boa foto ou ideia não são suficientes para ganhar a vida. Há que saber como usar tudo isso. Se a fotografia fosse somente tirar boas fotos e trocá-las por dinheiro o mundo estaria cheio de fotógrafos felizes. Mas numa situação em que os tostões são contados cada vez mais cuidadosamente, saber explorar um nicho de mercado não é somente fazer boas fotos. É conhecer todos os meandros do processo desde a captura até que o cliente paga. Ou entregar a alguém a metade mais aborrecida do processo.
Para Corwin Hiebert nem sequer é a mais aborrecida. Gerir expectativas é algo que faz e por que pretende ser pago. Mas aceitando o desafio de David duChemin decidiu escrever num livro para a Craft & Vision, disponível em pdf, uma trintena de páginas com os dez passos essenciais para que qualquer um possa organizar o lado mais difícil, porventura, de todo o processo. Como sugere o press-release do produto, “it’s not sexy stuff”, mas é um contributo valioso para que fotógrafos em busca de orientação deixem de perder-se em mil e um livros com promessas e... peguem o touro pelos cornos.
O que quero dizer é que este livro é “ouro”. Vale o que custa pelo que poupa a todos nós de tempo perdido em pesquisas e experiências que conduzem, tantas vezes, a lado nenhum. Corwin Hiebert escreveu a obra pensando em profissionais que necessitam de repensar a forma como se vendem, mas também com pistas para quem começa e necessita de definir que percursos percorrer. De sugestões de sistemas de facturação a dicas sobre como conquistar aliados que promovem gratuitamente – ou quase – o seu negócio, há de tudo um pouco numa obra que não perde tempo com redondilhas e vai directa ao assunto. Mais: apresenta um leque de “exercícios” que postos em prática podem dar resultados visíveis em curto espaço de tempo.
A leitura, que se faz num par de horas, com alguma reflexão pelo meio, e a que se volta depois para reorganizar o fluxo de ideias ou procurar inspiração, torna-nos proactivos e funciona, em primeira análise como um balão de energia que nos empurra para diante. Tal como um bom livro de fotografia nos faz querer pegar na câmara e sair para fotografar, este livro deixa-nos com vontade de fazer marketing. Sei-o porque na manhã seguinte a ter acabado a leitura decidi enviar um e-mail de contacto aos alunos dos meus workshops, perguntando-lhes como estão a correr os exercícios, se tinham dúvidas, sugerindo novas pistas, ideias, etc. Se não tivesse lido o livro de Corwin Hiebert não teria, provavelmente, tido esse gesto. Que pretendo tornar regular na minha relação com outros. De repente senti necessidade de fazer algo. Agora, se conseguir ter esse ânimo todos os dias, estou no bom caminho. Provando que o livro funciona.
É evidente que algumas soluções sugeridas não funcionam noutros locais que não o Canadá ou os Estados Unidos, mas exige-se do leitor alguma capacidade de adaptar os exemplos, que são isso mesmo – exemplos -, à sua realidade. Mas para quem procura uma forma de orientação no sinuoso e complicado mercado da fotografia – e noutras áreas, os ensinamentos do livro podem aplicar-se noutras profissões – e sempre tem a desculpa de que não tem tempo para ler livros de marketing porque anda a “fazer pela vidinha”, os cinco dólares e 120 minutos gastos a ler este livro podem ser a mais rápida lição de marketing de que alguém necessita. Se tudo falhar, afinal, pode sempre seguir um conselho final: contrate Corwin Hiebert. Ele está disponível.
Antes de fechar uma nota mais: este livro devia ser de leitura obrigatória pelos que actualmente gerem os destinos deste país. Talvez com o custo da obra, que todos podemos – ainda – suportar, os nossos governantes, se a lessem de fio a pavio, aprendessem alguma coisa mais do que aparentam saber. Boa leitura. E já sabe, se comprar o livro use os links da Fotodigital. A revista ganha comissão. Mas não é por isso que divulga os títulos da colecção Craft & Vision. É porque são realmente bons.

















































































