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Edgar Alves, contador de histórias

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Foto de Edgar AlvesEdgar Alves tem 25 anos de paixão fotográfica, com vários condimentos na receita: paisagem, pessoas, monumentos e desporto. Muito desporto motorizado, que levou o amador à "obrigação" como freelancer na área. Futebol também, recorda este, como o definem, contador de histórias. Que tem um sonho.

A fotografia de Edgar Alves é mais um exemplo do que se pretende evocar neste espaço: o corpo de trabalho de autores de diferentes áreas, saberes e tendências, numa mostra ecléctica que é isso mesmo: um retrato da fotografia em Portugal e no Mundo. Uma muito pequena fatia, é verdade, mas todas fazem o TODO. E aqui, com o suporte do texto das respostas, tira-se uma prova mais nítida de autores e da variedade deste universo criativo. Se acha a ideia interessante e quer participar... e tem alguma coisa para mostrar, as perguntas são as que encontra abaixo. O resto pode ler algures na secção. Vamos pois à entrevista de Edgar Alves.

1 – Onde vive?
Na Maia, sendo transmontano de nascença.

2 – Há quanto tempo faz fotografia?
Tal como o desporto motorizado, a Fotografia é outra das minhas paixões. Paixões com cerca de 25 anos. Desde aí que faço Fotografia como amador, registando paisagens, monumentos, pontes, pessoas, animais, mas sempre com muitas interrupções pelo meio.
Desde 2005 para cá, o que era apenas paixão, passou a ser também “obrigação”, dado o meu envolvimento como freelancer na área de fotografia de desporto, mais concentrado no “circo” do desporto motorizado e, sempre que tenho disponibilidade de datas no futebol.
Algumas participações em concursos de fotografia, alguns prémios obtidos (Fotodigital por exemplo).
Algumas exposições públicas particulares e colectivas, alguns livros publicados, muitas revistas e jornais e ainda diversos sites onde tenho vindo a partilhar as minhas fotografias.

3 - Como descreveria o seu estilo?

Segundo dizem os meus clientes de fotografias, sou um  atento observador,  algo arrojado nos ângulos de captura e acima de tudo um contador de histórias, transmissor de “momentos”, emoções, acções e grafismos.

4 - Que fotógrafos sente que influenciam o seu trabalho?

Paul-Henri Cahier-fotógrafo francês que, acompanha a Fórmula 1. Por que razão? Porque depois de ter visto muitas fotografias dele em revistas, senti que o meu estilo era semelhante ao dele. Mais tarde, tive acesso a mais fotografias dele através da Internet e esse sentimento de semelhança foi uma constatação. Curioso foi que, tendo eu contactado mais tarde Paul-Henri Cahier, também ele reconheceu essa semelhança de estilos e teve a gentileza de me enviar um CD com fotos dele, CD esse que serviu como mais um estímulo para continuar a seguir o “meu estilo”.

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5 – Qual é o seu fotógrafo vivo favorito?

Por tudo o que atrás foi dito, Paul-Henri Cahier.

6 - Que tipo de câmaras usa?
Canon EOS 400D e EOS 40D, por enquanto.

7 – Acessório favorito além da câmara?
As lentes.

8 – Se só puder transportar uma objectiva qual será a escolha?
A EF 300mm 1:2.8L, porque me permite fazer quase tudo nas áreas em que realizo o meu trabalho.

9 – Se pudesse sair para fotografar com outro fotógrafo quem escolheria?
Só o fiz uma vez, numa maratona fotográfica. Experiência muito enriquecedora mas, prefiro andar só; todavia, não rejeitaria a companhia de um colega fotógrafo!

10 – E que local escolheria para fotografar?

Há muitos locais onde gostaria de fotografar, um é Le Mans durante as 24Horas, outro, no Mónaco, durante o GP F1.

11 - Que conselhos tem para fotógrafos que estão a começar?

Em primeiro lugar que tirem um curso de fotografia, depois adquiram muitos cartões de memória, façam muitos “disparos” em muitas situações e ambientes e depois irem aperfeiçoando. Não desistam, antes insistam. Acima de tudo tentem ser criativas. Afinal, um pouco como faço: tenho uma pista de automóveis, automóveis de corridas, corridas, pessoas, colorido, emoções… com tudo isto tento “pintar” um quadro agradável à vista e transmissor de emoções.

12 – O seu projecto seguinte?
Por estranho que pareça, o meu sonho/projecto que gostaria de poder vir a realizar, não se relaciona com fotografia de desporto… seria passar uma semana no Lar de S.José em Areias de Vilar-Barcelos e registar o dia-a-dia dos doentes mentais lá internados, não para os expor mas sim, para tentar expor as suas vivências (se, a Fotodigital me puder ajudar na realização desse sonho).

Edgar Alves
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www.edgaralves.com
Telemóvel: 96 986 01 72



 
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A ideia de realizar entrevistas com fotógrafos começou na edição em papel da Fotodigital e recupera-se aqui, num formato diferente, com uma entrevista tipo que é distribuída a diferentes autores. A ideia de ter uma série de perguntas sempre iguais feitas a fotógrafos, amadores, profissionais, com maior ou menor envolvimento com a fotografia é-me particularmente interessante, porque a partir de algo que é uma matriz e acaba por ser igual para todos se recebem respostas diferentes, de maior ou menor dimensão, que de alguma forma reflectem o que cada autor tem a dizer sobre a fotografia e a forma como ela o motiva. É uma forma de entrevista interessante por esse aspecto: porque sob a capa de uma ideia de unidade se parte em direcções muito diversas que reflectem a variedade de "visões fotográficas" existente.

Note for foreigners

This series of interviews departs from a unique set of questions made to professionals and amateurs and counts on the differences between photographers to offer a variety of visions about photography. I've tried this before on a printed magazine, Fotodigital, and was pleased with the results, although the set of questions was different.The somehow simple set of questions is enough to show us the different visions from authors and that is something I feel is really interesting: to have a "one size fits all" interview that at the very end really reflects how much each author has to say, at a certain moment in time, about their photography.
This explaining  text is here because some of the authors interviewed do not speak Portuguese.

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