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APS-C de hoje igual a FullFrame de ontem
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- Publicado em 07-01-2013
Fico espantado quando vejo as pessoas correrem a comprar câmaras com sensores integrais, porque querem aproveitar o formato 24x36mm. Na realidade o que estão a fazer é a comprar aparelhos de médio formato, porque desde 2012 que os sensores APS-C oferecem mais qualidade que os full frame de quatro anos atrás.
Pessoalmente uso APS-C e não penso, por diversas razões, mudar de formato. Se for empurrado, talvez, mas enquanto me derem uma APS-C que funcione como a minha valiosa EOS 50D não pretendo trocar. Não preciso de milhões de pixéis e sensores maiores que tantos compram... e não sabem aproveitar.
Mas a verdade é que o mercado anda a empurrar as pessoas na direcção do formato integral, mais por necessidade de vender-lhes algo do que pela necessidade de as pessoas terem mais pixéis ou sensores maiores. Efectivamente, segundo os mais recentes dados do mercado, a DSLR Nikon D3200, que é um aparelho de entrada de gama de 2012, no formato APS-C, tem mais resolução e melhor tratamento do ruído que uma Canon EOS 5D Mark II... que muitos ainda andam a comprar em saldos agora, pensando que estão a fazer a melhor escolha. Não estão, e nem sequer sou eu que o digo.
Efectivamente, esta informação surge num artigo no Luminous Landscape (espaço que todos prezam pelos artigos que por lá passam), num longo texto que deita por terra uma série de mitos que se foram criando, também à conta do marketing das marcas, que necessitam de continuar a vender modelos como quem vende pastilha elástica.
Quem for inteligente para resistir a esse apelo dos vendedores, perceberá que efectivamente tudo está a mudar, e que quando dizemos que queremos um formato integral de 35mm, estamos efectivamente a querer subir para a equipa dos equipamentos de médio formato. Isto é, a qualidade dos actuais sensores FullFrame, como a Nikon D800E apresenta, estão ao nível do que oferece um sensor de uma câmara de médio formato. Que como se sabe continuam a ser bons a baixas resoluções mas não acompanham os sensores das reflex digitais de 35mm quando se lhes pede mais velocidade e elevadas sensibilidades. São para jogar noutro campeonato.
Ora se assim é, isso traduz-se por uma evolução do mercado que coloca os modernos sensores APS-C, mesmo de modelos de entrada de gama, no patamar dos sensores Full Frame da Canon EOS 5D Mark II, de acordo com os números. O que significa, continua o artigo da Luminous Landscape, que os modernos aparelhos com sensores mais pequenos do que o APS-C oferecem hoje qualidade idêntica aos sensores APS-C de há alguns anos atrás. Dito isto, percebe-se que para a maioria das pessoas a dimensão de um APS-C é mais do que suficiente (de facto até os sensores mais pequenos, diria eu... não fosse o não surgirem associados à versatilidade de uma vera DSLR!), pelo que a ideia de que o FullFrame é a meta a atingir cai por terra. Isto, claro, se as pessoas pensassem mais e se deixassem levar menos pelas parangonas do marketing e a necessidade de ter mais do que o vizinho do lado. Ah, a ostentação!
Efectivamente, uma coisa é ter de optar por um sensor maior porque a marca deixou de criar a continuidade lógica dentro de um patamar que se elegeu (como sucede com a Nikon ao deixar um vazio por não apresentar uma suposta D400) obrigando os que usam a marca a subirem para um modelo FF por não terem uma escolha na via da modernização dentro do formato APS-C da Nikon. Outra é correr-se a comprar uma D800 para ter mais e maior, sem sequer se saber o que fazer com o que já se tem.
A leitura do artigo da Luminous Landscape suscita ainda outras interrogações e é aconselhada. Espreite-o. E se concordar, invista menos em equipamento e mais em cultura. Visite a Livraria da Fotodigital e compre eBooks sobre fotografia.









































































