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Colecção Polaroid morre vítima do digital
- Publicado em Segunda, 28 Junho 2010 00:22
Quando Edwin Land, fundador da Polaroid, ofereceu aparelhos fotográficos a fotógrafos de renome sabia estar a criar uma colecção única,sob o nome Artist Support Programme; agora desmembrada pela venda de inúmeras peças por ordem judicial.
O mundo da fotografia digital matou a Polaroid. A câmara símbolo da América dos anos 60 perdeu importância ante o avanço da fotografia digital, e em 2001 a empresa fundada por Edwin H. Land, em 1937, declarou falência. Adquirida pela Petters Group Worldwide e recauchutada, abriu falência de novo em 2008, aí em associação a um esquema ilegal do fundador da empresa, Tom Petters.
Essa série de acidentes levou a Polaroid a ter de desfazer-se por ordem judicial, para pagar dívidas, de parte da mais valiosa colecção do seu acervo. Na Sotheby’s de Nova Iorque, mais de 400 fotos de 72 autores e que incluem nomes como Ansel Adams, David Hockney, Robert Frank, Robert Mapplethorpe ou Andy Warhol foram dispersas num leilão que priva o público de acesso a ícones que representam muita da história visual de toda uma época.
Esta venda, polémica, representa uma segmentação da colecção que é, segundo alguns especialistas, um crime. Priva-se o público do acesso a imagens de alguns dos melhores fotógrafos das últimas décadas e decepa-se uma colecção que nasceu de um projecto colaborativo, de troca de equipamentos e consumíveis pela cedência de fotos para construir o projecto de Edwin Land: o Artist Support Programme. Para saber mais sobre a polémica em torno desta venda visite as páginas de PhotoCritic International (http://nearbycafe.com/artandphoto/photocritic/?page_id=1232) e ainda as notas de A. D. Coleman sobre o assunto. A partir dali encontra mais pistas para saber mais sobre o tema.
As vendas do primeiro dia do leilão ultrapassarem sete milhões de dólares, numa sugestão evidente do valor do acervo em causa. Este é mais um exemplo de como a fotografia continua a valer muito, mesmo se os fotógrafos recebem cada vez menos por ela.









































































