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Micro 4/3 representa 32.5% das vendas do mercado
- Publicado em Quinta, 08 Julho 2010 15:31
Em Junho o Micro Quatro Terços representava 32.5 por cento das vendas de câmaras no Japão e tinha seis modelos entre os 20 aparelhos mais vendidos. Um sinal do sucesso do sistema, quando rumores de novas propostas começam a surgir no período antes da Photokina.
Mesmo se não é uma surpresa absoluta, a rapidez de crescimento e continuidade do interesse do mercado pelo Micro Quatro Terços sugere que alguma coisa mudou. Estes aparelhos guindaram-se a um patamar de “coisa preciosa” que fotógrafos profissionais e amadores avançados não recusam usar, até preferindo-os a uma compacta, e que quem vem das compactas pode escolher como meio caminho para um salto para as reflex. Se alguma vez lá chegar.
A tabela de vendas do Japão em Junho pode bem ter Canon e Nikon nos cinco primeiros lugares (a Canon no topo, se bem que em termos reais tenha caído para segundo lugar no mercado, atrás da Nikon) e uma Pentax K-x no sexto lugar, algo que por cá nem se sabe se existe, mas logo a seguir a Panasonic GF-1 assinala a “invasão”, seguida da Olympus E-PL1, as duas MFT do momento. Só depois disso surgem aparelhos reflex como a Canon 7D, para no décimo primeiro lugar surgir a Panasonic G1. Em 17º, 18º e 20º surgem ainda Olympus E-P2, Panasonic G2 e Olympus E-P1.
Esta tabela mensal confirma o sucesso do modelo, mesmo se o mercado japonês não é um bom exemplo para ninguém. Por lá compra-se tudo o que é novo, o que explicará porque apesar dos avisos da DP Review a NEX5 da Sony surge no sexto lugar da tabela. Mas na Europa, no Ocidente até ao outro lado do grande mar, o Micro Quatro Terços tem-se revelado como a sedução de muitos, pelo que esta tabela faz sentido.
Pessoalmente, tenho duas Micro Quatro Terços, se bem que seja actualmente a Olympus E-PL1 que mais uso. É um aparelho apra levar para todo o lado, com a objectiva de kit, que não sendo, como se sabe, a mais rápida e outras coisas, cumpre muito bom com o desejo de fazer coisas divertidas e ousar coisas que não faria com uma reflex... tão facilmente.
Continuo a queixar-me da falta dos visores ópticos ou mesmo de um visor electrónico que me dê igual transparência, e na falta de um desses acessórios diria que ele há dias em que é melhor esquecer fotografar com uma Micro Quatro Terços, porque não se pode, pura e simplesmente, ver no ecrã traseiro o que se está a fotografar. Começo a pensar que as MFT são aparelhos para Outono, dias sombrios... e garanto qe por essa altura vou fazer coisas brilhantes com a minha Olympus. De facto, faço agora também, quando a luz me deixa.
A razão para investir no MFT é exactamente essa: a capacidade de fazer coisas brilhantes, ousadas, sem ter de pensar muito no equipamento. Afinal, não é um saco cheio de equipamento que faz o fotógrafo, mas sim a capacidade de usar o que tem na mão apra fazer as fotos que sonha. É disso que se trata e se o bom equipamento ajuda, e alguns acessórios faciliam a vida, a fotografia é também o desafio de fazer o melhor que se pode com o que há. Filosofia que instilo nas oficinas de descoberta do potencial das compactas e que mais facilmente, pela qualidade final obtida, se atinge com uma MFT. Não quer isto dizer que com uma compacta se tenha substancialmente menos opções – mas existem diferenças efectivas – mas quando se fala em realizar grandes ampliações uma MFT fica melhor do que uma compacta.
Enquanto no capítulo de rumores se começam a avolumar muitos sobre o futuro do MFT e a Photokina, esta nota serve para ilustrar a ideia de que o formato é versátil e criativamente excitante. Com uma pequena máquina pode-se partir para fotos como as dos exemplos junto. É muito essa capacidade de controlo absoluto de luz e foco que faz das MFT coisa séria que seduz o fotógrafo. E acaba por reflectir-se nas tabelas.










































































