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World Press Photo: Jodi Beiber vence com retrato
- Publicado em Sábado, 12 Fevereiro 2011 11:33
O retrato vencedor da edição de 2010 do World Press Photo, da autoria da fotógrafa sul-africana Jobi Beiber, remete-nos, de imediato, para a famosa foto de Steve McCurry registada nos anos 80. Descubra as diferenças.E recorde os finais felizes.
Ambas as fotografadas são afegãs, vítimas de uma guerra e convulsões sociais que, olhando para o calendário, parecem nunca ir parar. Este é o mundo em que vivemos e ao olhar para estes retratos e o tempo que os separa, fica-se com uma questão na cabeça: a Humanidade está a evoluir?
A foto que este ano valeu o grande prémio do World Press Photo, um registo da fotógrafa sul-africana Jodi Beiber, mostra-nos uma jovem afegã de 18 anos, Bibi Aisha, a quem o marido cortou o nariz e as orelhas quando ela o acusou de maus-tratos e regressou ao seio da família. A foto de Steve McCurry retrata igualmente uma jovem afegã, Sharbat Gula, fotografada aos 12 anos, orfã, refugiada após a invasão soviética em 1979 e a guerra que se seguiu.
É interessante verificar como o tratamento de ambas as fotos é semelhante, como se – e não vejo qualquer mal nisso – Jodi Beiber quisesse recuperar a ideia de Steve McCurry expressa na fotografia publicada na edição de Junho de 1985 da National Geographic.
A orfã de Steve McCurry foi descoberta 17 anos mais tarde, encontrou-se com Steve McCurry e recebeu apoio familiar e para a educação das filhas da National Geographic. A jovem Bibi Aisha fotografada por Jodi Beiber foi ajudada por uma organização de apoio a mulheres vítimas de violência que a conseguiu levar para os Estados Unidos, onde foi operada, recuperando o nariz.
A muitos anos de distância, ambos os retratos mostram o que vai mal pelo Mundo, mas demonstram também o papel importante do fotojornalismo como revelador das variadas facetas desse mesmo mal. Se não fosse o empenho destes fotógrafos que arriscam a pele no terreno, muitas vezes, e são cada vez mais mal pagos por publicações que perderam a noção da importância destas histórias, talvez estes dois casos humanos tivessem outro desfecho. Mais terrível ainda, quem sabe?
Independentemente dos aspectos sociais que estas duas imagens retratam, as semelhanças entre ambas são evidentes, se bem que exista uma questão que fica no ar: em 1985 os editores teriam publicado a foto que agora dá capa à Time?
Vejas as fotos vencedoras e leia mais informação sobre o tema no site da World Pres Photo











































































