Profissional
7 pecados em fotografia de nu
- Publicado em Domingo, 17 Julho 2011 20:50
Michael Charles, o autor de Money Shots: Insider’s Guide to the World of Nude & Erotic Photography, revela à FD os 7 erros mais comuns que se devem evitar em fotografia de nu, quer se trate da primeira sessão com a vizinha do lado ou a mais profissional modelo. São como que pecados capitais da arte.
Michael Charles, um fotógrafo profissional com base em Los Angeles, tem uma vasta experiência na área da fotografia erótica, de nu e para adultos. Começou na Moda, mas cedo achou que preferia trabalhar com menos gente por perto... e menos roupa. Isso levou-o a fazer uma carreira que colocou o seu nome em grande número de revistas da especialidade ao redor do mundo. Daquelas revistas que costumam estar na prateleira de topo em muitos locais. E em websites da Hustler a Karups...
Eis, pela voz e punho do autor, alguns dos pecados que um fotógrafo nunca deve cometer.
Pecado capital 1 : NÃO MOSTRAR CONFIANÇA
Não interessa o que se faz, é importante mostrar um certo grau de segurança, confiança, sempre que possível. E isso é muito verdade em fotografia erótica. Uma atitude confiante inspira confiança aos modelos. E quando se trata de modelos nus, um pouco de confiança pode significar muito.
Felizmente não é necessário ter anos de experiência e toneladas de conhecimento fotográfico para se sentir segurança numa sessão de fotografia erótica. Tudo aquilo de que necessita é manter-se dentro dos limites que conehce, em termos de técnica, e resistir á tentação de fazer mais do que o que conhece bem. Se usar unicamente as técnicas com que está familiarizado não terá dificuldade em manter um elevado nível de confiança durante as sessões. No meu livro Money Shots cubro muitas das técnicas que o ajudarão a estabelecer um bom ponto de partida para trabalhar.
Claro que se pretende melhorar como fotógrafo sentirá a necessidade de uma ou outra vez experimentar uma técnica nova com os seus modelos. Da minha experiência na área aprendi que a melhor altura para testar novas ideias é quando trabalhamos com um modelo com o qual desenvolvemos uma boa relação de trabalho ao longo do tempo.
Pecado capital 2: NÃO SER PRECISO NAS INDICAÇÕES DADAS
Uma sessão de fotografia de nu exige que o fotógrafo saiba dirigir os modelos de diversas formas. O momento mais óbvio é durante o registo de fotos. É uma altura em que é necessário indicar os movimentos a realizar e interagir de forma a produzir as melhores imagens possíveis.
No entanto essa não é a única altura em que a capacidade de dirigir se torna necessária. Para que cada sessão corra da melhor forma possível é o tempo seja aproveitado é necessário ter uma ideia precisa do que se pretende. Isso obriga a dar indicações precisas sobre cabelo, makeup, vestuário e um milhão de outras pequenas coisas.
Enquanto a quantidade exacta de instruções depende do estilo pessoal de cada fotógrafo, é evidente que cada sessão necessita sempre de algum controlo por parte do fotógrafo. Sem essa coordenação pode acabar com uma bela rapariga passeando-se nua pela cada durante horas. E se bem que isso não seja mau de todo, vamos deixar esse tópico para outro dia.
Pecado capital 3: FINGIR QUE SABE MAIS DO QUE REALMENTE SABE
Não interessa que nível de experiência tem - de completo amador a profissional experiente – vai descobrir que quase todos os modelos com que se trabalha são bem divertidos de ter por perto.
No entanto, uma palavra de aviso: modelos de nu têm um sexto sentido quando se trata de descobrir impostores. Por causa disso, sugiro que não se tente enganar um modelo dando-lhe a ideia de que se é um fotógrafo mais experiente do que realmentre se é.
Há, contudo uma boa notícia: tente simplesmente ser você, seja sincero, honesto quanto às capacidades. Garanto que os modelos gostam disso.
E o melhor de tudo é que vai acabar por descobrir que muitos modelos gostam de ajudar fotógrafos que estão a começar. De facto, se lhes der a oportunidade vai ficar impressionando com a quantidade de coisas que um modelo pode dividir consigo. Acredite, é uma forma de tutorial durante a sessão que não vai querer perder.
Pecado capital 4: NÃO TER UM PLANO PARA A SESSÃO
Não me interprete mal, sessões de fotografia erótica não têm de ser planeadas com a precisão de uma parada militar. No entanto é uma boa ideia ter algunas linhas condutoras e metas que pretende atingir durante a sessão.
É natural que comece uma sessão com uma ideia do número e dos conjuntos de imagens que pretende obter. Para atingir mais facilmente esse fim é bom ter alguma espécie de plano de acção.
Como prémio extra para essa preparação antecipada não terá de escutar a jovem modelo a bater as unhas nervosamente contra a parede mais próxima, enquanto espera que você saiba o que pretende fazer a seguir.
E embora eu admita que há coisas piores do que escutar uma jovem nua fazer um sapateado com as unhas, posso garantir que se torna aborrecido passado um pedaço de tempo.
Tap tap tap tap...tap tap tap tap...tap tap tap tap...
Pecado capital 5: NÃO COMENTAR A APARÊNCIA DA MODELO
Um erro comum a muitos fotógrafos é manterem um ar frio ante os modelos, julgando, talvez, que isso lhes dá um ar mais profissional. No entanto, não importa quão atraente o modelo, seja a verdade é que estará sempre um pouco nervosa ao despir-se para um fotógrafo pela primeira vez.
Faça pelo menos um comentário ao bom aspecto dela e como é perfeita para o tipo de fotografias que pretende fazer. Não deve ser muito difícil fazer esse cumprimento: afinal a escolha inicial partiu do fotógrafo.
Mas atenção: não exagere no cumprimento partindo na direcção oposta.
Com estas notas em mente tente encontrar o equilíbrio perfeito entre parecer distante e “excessivamente entusiástico”. Os extremos tendem a fazer com que os modelos fiquem pouco à vontade.
Encontrar a combinação certa exige alguma prática. Como David St. Hubbins, de Spinal Tap, disse: “Existe uma linha ténue entre ser-se estúpido e esperto.”
Pecado capital 6: FAZER MÁS INTERPRETAÇÕES
Descobri que é uma má ideia fazer assunções sobre a vida das pessoas baseadas no que fazem para viver. E quando se trata de modelos de nu, acho que é uma ideia terrivelmente má.
Embora possa parecer lógico que os modelos têm uma imensa carga de “drama” nas suas vidas pessoais, não é necessariamente assim. A minha experiência diz-me que a carga de confusão na vida das modelos não é diferente da que têm todas as outras pessoas.
E já que estamos no tópico das más interpretações deixe-me salientar um aspecto muito importante: o facto de um modelo estar disponível para despir-se para si não significa que esteja disponível para mais do que isso.
E embora deva dizer que não posso garantir que essa situação nunca sucede, estou a salientar que não se deve pensar que isso acontece por norma. Se o fizer, vai ficar muito desapontado.
O meu melhor conselho: parta para uma sessão com o menor número possível de expectativas. Se deixar que tudo flua naturalmente ficará muitas vezes surpreendido com o curso dos acontecimentos.
Pecado capital 7: NÃO SER ORGANIZADO
A falta de organização em torno de uma sessão é um erro que muitos fotógrafos cometem. Se pretende ter sucesso criativo e comercial com a sua fotografia erótica é uma boa ideia não proceder desse modo.
É importante ter alguma espécie de organização, sem que isso signifique que cada peça de equipamento está devidamente posicionada para a sessão ou que exista um calendário preciso do que vai acontecer.
Significa somente que quando a modelo chegar, deve sentir que o fotógrafo dedicou algum tempo a organizar a sessão e que tem uma ideia clara sobre o que pretende fazer e como atingir essas metas.
Por outras palavras, não a receba à porta com uma taça de cereais na mão e somente em meias!










































































