Profissional
World Press Photo desqualifica fotógrafo
- Publicado em quarta, 03 março 2010 19:24
Os organizadores do World Press Photo anunciaram hoje a desqualificação do fotógrafo Stepan Rudik, vencedor do terceiro lugar na categoria de Sports Features, devido à violação de uma regra elementar do concurso: removeu um elemento da foto vencedora.
De fotógrafos que acrescentam mísseis em fotos à conta do Photoshop - e a ferramenta não tem culpa - a lobos amestrados que passam por selvagens, aqui sem intervenção visível da edição criativa de imagens, os modernos tempos da fotografia têm de tudo um pouco.
Este ano coube a vez ao World Press Photo, que tão rigoroso foi na determinação das regras para esta edição, de ser obrigado a desqualificar um dos autores não só presentes mas até vencedor. É uma dura machadada na confiança que se pode ter nos fotógrafos, provando que nem o fotojornalismo escapa.
Segundo o júri do prémio, o fotógrafo excedeu tudo o que é prática aceite. De acordo com a revista britânica BJP, o fotógrafo ucraniano apagou um pé na imagem, algo que vai totalmente contra a regra inscrita pelo World Press Photo no regulamento desde o ano passado: nada pode ser retirado das imagens, o retoque permitido é somente o aceite pela indústria".
Quando as primeiras suspeitas sobre a autenticidade da foto surgiram, o júri solicitou o ficheiro RAW original e descobriu que existia de facto uma diferença que não se devia ao enquadramento. Rudik foi desclassificado e já não vai aparecer na lista, na exibição ou no livro a editar em torno da edição de 2009.

A integridade do concurso continua a ser a grande bandeira com que a World Press Photo acena, pelo que situações como esta são complicadas de gerir e o júri não tinha outra hipótese. O sucedido, que é uma estreia absoluta em pelo menos uma década do evento - e não há registos anteriores de algo assim - vem colocar de novo em discussão o que é a fotografia noticiosa actualmente. No entanto, as regras foram mais flexíveis na secção de retrato, indica o júri do evento, deixando no ar uma dúvida, ainda, sobre os critérios - até do que é "aceite na indústria" - usados para definir o que é ou não permitido. A verdade é que nada, jamais, será como dantes, ao ritmo a que este tipo de situações está a acontecer. Depois do caso do Wildlife Photograp+her of the Year agora é o WPP que "apanha o vírus".
Ver a galeria das fotos em http://www.en.rian.ru/photolents/20100215/157888668_4.html



































































