Profissional
Somos todos editores, diz Mark Lubell, da Magnum
- Publicado em segunda, 16 agosto 2010 21:42
Na mesma altura em Neil Burgess, antigo responsável da Magnum, vem dizer que o fotojornalismo morreu, Mark Lubell, director executivo da Magnum, diz que os jornalistas têm de adaptar-se. E que somos todos editores. Mais ou menos...
A afirmação de Mark Lubell, responsável pela criação do magazine digital inMotion da Magnum em 2004 e pela estratégia da veterana agência na Internet, surge numa entrevista de 30 minutos que integra a colecção Sortir du Cadre (Pensar fora da moldura) e que sugere pistas para o futuro do fotojornalismo.
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Trata-se de um documento a ver e rever, pelas sugestões ali lançadas e que exploram as potencialidades das actuais ferramentas digitais ao alcance dos "editores" em que todos nos tornámos... até certo ponto. De facto, a quantidade de soluções que permitem difundir, com mais controlo do que através de redes sociais, a informação criada por cada um é tremenda, oferecendo soluções para que um mesmo "editor" possa marcar presença em vários locais com um mesmo material. Mark Lubell diz que ninguém tem uma resposta precisa e que estamos todos a descobrir um mundo novo.
Para demonstrar ao leitor um pouco do potencial de disseminação de uma mesma colecção de fotos e texto, adaptada para diferentes destinos na web e impressão, junto a este artigo uma reportagem recente que desenvolvi, e que pode ser consultada em diferentes formatos.
O trabalho "Os Franceses vêm aí!" , reportagem fotográfica e de texto de uma recriação histórica das Invasões Francesas no momento em que se celebram 200 anos sobre o acontecimento foi editado em Adobe Lightroom 3 e depois montado, com música, num diaporama com o programa ProShow Producer 4 que uso para produzir este tipo de apresentações.
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A versão do YouTube foi comprimida, o ficheiro original pode ser visualizado a 1920x1080, pelo que é um produto interessante não só como memória do evento realizado como para divulgação de actividades associadas ao bicentenário das Invasões Francesas.
Para a agência Demotix realizei uma reportagem jornalística que traça a história do dia e a ilustra com fotos obtidas anteriormente do Forte do Zambujal, palco da recriação histórica, e registos do dia do evento. A reportagem pode ser vista (e adquirida) através da Demotix.
Uma colecção de imagens de maior dimensão pode ser adquirida através da agência Alamy, para fins editoriais. Essa colecção cobre uma função diferente do artigo completo disponível na Demotix, ao oferecer imagens que podem ser usadas fora do seu contexto inicial, como ilustrações singulares de diversos temas: fardas, uniformes, História, trajos tradicionais, etc... É um fundo de imagens que pode continuar a ser comercializado muito depois de o evento ter sequer deixado de ser notícia. É essa a função dos bancos de imagens.
E finalmente uma série de 10 fotos comentada foi usada para criar uma foto-história na International Guild of Visual Peacemakers. Aqui as legendas, a par com o texto original da reportagem, completam uma perspectiva que se coaduna com o espírito do sítio onde a foto-história foi publicada: a reinterpretação da História pelos povos - aqui por actores de que alguns foram recrutados entre gente da região vizinha do Forte que dá corpo ao trabalho - permite um maior entendimento dos conflitos... E talvez nos ajude a manter a paz no planeta.!
Estas diferentes utilizações de um mesmo material - e tenho em mente um pequeno livro, outra variante das soluções dos tempos que correm - são algo que seria impensável produzir há alguns anos atrás mas que hoje são viáveis, com algum esforço e capacidade de pesquisa, a qualquer um. Existem, portanto, múltiplas oportunidades para divulgação da produção jornalística e fotojornalística.



































































