Câmaras
EOS 60D versus D7000: o veredicto
- Publicado em Terça, 15 Março 2011 10:12
Qual das novas reflex do mercado, Canon EOS 60D ou Nikon D7000, é melhor? Depende da "análise" e das preferências de quem escreveu o teste que se lê. Eis a minha conclusão após uma volta pelos testes na Web. Encontram-se opiniões e conselhos para todos os gostos.
Cada vez me diverte mais ver testes de máquinas fotográficas na web. A diversidade de blogs “autorizados” que escrevem sobre tudo leva a que se misture opinião estritamente pessoal e lógica com assunções de verdade, pelo que quem procura opinião sobre uma determinada câmara pode acabar- sobretudo se for influenciável – com uma má opinião e a necessidade de procurar outra opção. Sem que isso fosse, na maioria dos casos diria, realmente necessário. Ou lógico.
Em muitos casos quem lê até pode ter acertado na escolha da opinião lida, mas receio que em muitos outros esteja a ser levado na conversa do bandido. Tenho visto de tudo. Desde idiotas que comparam o vídeo dos dois aparelhos em função da profundidade de campo obtida (ou ausência dela) com objectivas diferentes, até gente que define a D7000 como melhor por ter um visor óptico com 100 por cento de cobertura. Ou a EOS 60D por ter um ecrã traseiro rotativo. Ah, como eu adoro as coisas de antigamente, em que se mediam fotografias.
Porque, afinal, é de fotografias que tudo isto trata. Ou devia ser. Mas o que se analisa hoje são, muitas vezes, instrumentos de marketing das marcas mais do que verdadeiras peças chave da escolha que cada um faz.
Para que conste, testo cada vez menos aparelhos. Ou experimento. Na verdade, com o desaparecimento de muitas marcas de Portugal – somos governados a partir de Espanha na fotografia, cada vez mais – torna-se-me difícil experimentar aparelhos. E de alguma forma isso não me preocupa. Afinal, também o investimento das marcas na Fotodigital é praticamente nulo, todos achando que as notícias dos seus press-releases devem aparecer aqui, mas ninguém se dando ao trabalho de responder, sequer, quando se pergunta se alguma publicidade, para manter o website, existirá. É verdade, a situação é esta. Alguns que nem respondem a essas solicitações de patrocínio, conseguem telefonar (ou mandar telefonar) a perguntar se vamos estar presentes na sua apresentação xpto com as últimas novidades. Pois... mata-se o mensageiro à fome mas quer-se que o mesmo vá cobrir a festarola!
Bem... antes que perca o rumo, voltemos ao teste. Ou ausência dele. De facto, se bem que tenha experimentado a Canon EOS 60D, não usei a D7000. A Nikon deixou de querer falar comigo há mais de uma década, somente por nós na FD termos a mania de criticar o que achamos estar mal. Na Nikon ou em qualquer outra, como os que acompanham a minha escrita bem sabem.
Mas a Nikon, governada de Espanha, e na cabeça da corporação japonesa/coreana com gente que se está bem borrifando aqui para este cantinho da Europa, não me deixa tocar nos seus aparelhos. Verdade. Se bem que eu toque, pelo menos na F90 que ainda tenho aqui por casa. Mesmo que seja somente para lhe limpar o pó, velha relíquia.
Assim sendo – sem máquina para comparar – eis-me obrigado a recorrer ao que há. E o que há e posso usar são os testes da DIWA Labs, que medem aspectos mensuráveis dos aparelhos, algo que foi realizado recentemente. Apresento aqui somente alguns dados, remetendo os leitores para as páginas ondem podem encontrar todas as tabelas para uma comparação laboratorial, que prova uma coisa: o equilíbrio entre soluções.
No meu entender, é disso que estaremos a falar se não pertencermos à classe dos pixel-peepers e outros fotógrafos da modernidade. Para quem gosta de fotografia, realmente, cada um destes aparelhos representa uma boa opção. Que deve ser escolhida em função de diversas coisas, que vão, no caso de uma primeira compra, de avaliar o aparelho, com ele na mão, e tentar entender como nos adaptamos a ele, e no caso de quem já possui equipamento do sistema, num encadeado lógico: ninguém vai investir numa reflex que não se dê com as objectivas e flash que já tem. A não ser que tenha bastas razões para mudar, o que já representa outro plano de escolha.
Foi um pouco para entender o que as pessoas escolhem que lancei este mês uma sondagem sobre que máquina é preferida dos leitores, uma votação que mostra dados interessantes, ou melhor, confirma o que se pensa. É sobre isso que vou preparar, acho eu, a próxima newsletter da FD.
Dito isto, a opção por determinado equipamento é ou devia ser sempre um acto em que o coração está envolvido. Por mais testes que se analise, o que se vai concluir, se lermos nos sítios certos e dosearmos com alguns grãos de sal as opiniões muito partidárias, é que o equilíbrio entre distintas marcas, das que “puxam o comboio” é muito semelhante. Pelo que o que fica é o coração. E depois, no acto de fotografar, aquilo que realmente determina quão bom é cada aparelho: o olhar que se esconde por detrás do visor. É esse elemento que, realmente, faz a fotografia. Pense nisto quando analisar todas as provas deste duelo entre Canon e Nikon.









































































