Técnica
Fujifilm X50 ou X10, e a confusão de sensores
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- Publicado em 22-08-2011
Já não nos bastavam as confusões de sensores existentes, nova leva de variedades pode estar a caminho. Nem o Washington Post escapa a referir os rumores de uma nova câmara da Fujifilm, a X10, ao jeito da X100, mas compacta, com um sensor maior que o da Canon G12 e menor do que o de Micro Quatro Terços.
A democracia é a confirmação da diferença de opiniões entre pessoas. Mas é de anarquia que se trata quando se chega ao universo dos sensores. Como se não fossem já suficientes as variações existentes no APS-C (que não é igual entre Canon, Nikon e os outros...) temos também compactas com sensores maiorizinhos, mais pequeninos, ao gosto do construtor ou de acordo com as dimensões da caixa onde o colocam. Depois temos o Quatro Terços/Micro Quatro Terços, que queria ser universal mas não é, e as promessas de uns quantos outros sensores. E nem sequer me meto na esfera dos sensores de médio formato e afins, que jogam noutro campeonato.
A confusão reinante é uma realidade. Por isso mesmo 16 milhões de pixéis numa câmara não significam exactamente o mesmo que numa outra. Mas pelo menos por algum tempo havia uma quase regra: as compactas tinham sensores a que costumo chamar unha-de-gato, com dimensões na ordem dos 5x8mm, mais coisa menos coisa. A Canon G12, por exemplo, que pode ser apontada como um referencial nestas coisas, usa um sensor de 1 1/7 polegadas, com diagonal de 9.5mm e lados de 7.6x5.7mm. Desde que o Micro Quatro Terços apareceu, com as dimensões de sensor de 21.6mm de diagonal e lados de 17.3x13mm que se diz que aparelhos como a Canon G12 têm de ganhar um novo sensor ou estão condenados. A Canon tem resistido, reduzindo isso sim a contagem de pixéis na sua série G, de modo a oferecer melhores resultados, na prova evidente de que menos pixéis pode significar mais qualidade.
Os rumores de uma eventual novidade da Canon e Nikon na área dos aparelhos "sem espelho", tem sido gorada sucessivamente e nem mesmo quando a Fujifilm apresentou a sua X100, um ensaio recebido com paixão e algumas cautelas mudou. Mas agora a Fujifilm volta a investir, tudo parece, criando mais uma variante no mercado, com uma Fujifilm X10 que pode ganhar a designação de Fujifilm X50 em alguns mercados segundo os rumores. É um aparelho que parte da ideia da X100 mas a aplica numa compacta com um zoom de 4x, diafragma de f/2.0 e... um sensor de 2/3 poelgadas, o que significa que é algto menor do que o Micro Quatro Terços mas acima do que as compactas usam correntemente. De facto este sensor tem as dimensões de 11mm de diagonal, com lados de 8.8x6.6mm, o que representa uma área útil de imagem de 58,1mm2 contra os 43.3mm2 do sensor da G12 (veja a gravura que mostra as dimensões relativas, os sensores reais são bem mais pequenos). É um ganho que pode traduzir-se por melhores resultados na guerra dos pixéis e sinal/ruído.
É evidente que esta nova variante vem abrir mais uma frente na anarquia reinante, tornando ainda mais difícil ao consumidor escolher. Mas isso não parece preocupar os fabricantes, que continuam a conceber e mesmo implementar novos produtos sem uma padronização que se julgaria de todo conveniente... como existia no tempo do filme. Pode parecer um pedido algo limitador, mas efectivamente não é: seria mais fácil para todos se existissem somente algumas medidas padrão e depois todos trabalhassem em torno delas. Economicamente seria, aparentemente, mais lógico.
Não me preocupa que os sensores das compactas cresçam, por mim até podem ter a mesma dimensão dos sensores APS-C. Assim todos teriam a mesma área útil de trabalho, e depois caberia a cada um mostrar se sabia ou não "tocar guitarra" dentro do formato. Afinal era isso que já sucedia no filme: com excepção por algumas experiências desgarradas, o 35mm era o referencial para possuidores de aparelhos reflex e compactas.









































































