Câmaras
Canon PowerShot G12: necessitamos da G13?
- Publicado em Quinta, 25 Agosto 2011 15:34
Um mês a brincar com a Canon PowerShot G12, com uma limitação auto-imposta: usá-la para detalhes e coisas menos comuns ao uso que outros lhe dão. Eis os resultados. Que me deixam com uma pergunta: necessitamos da G13?
A Canon PowerShot G12 não necessita de apresentações. Com o zoom de 28-140mm e, em termos gerais, o aspecto da G11, confirma, no sensor, idêntico, de 10 milhões de pixéis, que a Canon recuou em definitivo de dar muitos pixéis e ruído também para um valor mais humilde mas garante de melhores resultados finais.
A Canon G12 tem sobre a G11 uma enorme vantagem. A Canon adoptou o sistema de controlo de funções da gama EOS, inscrevendo um novo disco de inserção de dados na frente do punho. Com esse novo comando e o da zona traseira, o ajuste de diafragmas e obturadores faz-se rapidamente, sem ser necessário andar a premir vários botões.
Efectivamente, a G12 é uma aparelho para quem gosta de controlar a dedo o que acontece nas suas fotografias. Do lado esquerdo do topo um anel para ajuste da compensação da exposição junta-se aos outros comandos para permitir fazer isto como “nos bons velhos tempos”. Isso não impede que a câmara tenha todos os automatismos que alguns esperam e desejam encontrar, múltiplos mnodos de exposição com resultados predefinidos e outras coisas mais que as revistas de gadgets costumam valorizar como se isso fosse o que faz da fotografia o que ela é.
Temos, portanto, uma G12 que é um camaleão, tanto se vestindo ao gosto dos “tech-boys” que se maravilham com modos como o para criação do efeito de miniaturas como se torna na fiel companheira de alguém que ajusta o anel de modos de operação no M e raramente o deixa sair dali. É evidente que muita da tecnologia actual inscrita no aparelho ajuda a tornar mais rápida a operação fotográfica propriamente dita, mas o utilizador consciente pode fazer as suas próprias escolhas e fazer com que a câmara as cumpra.
As fotos publicadas são alguns dos exemplos dos exercícios a que me votei durante este contacto com o aparelho. Deixei de lado as fotos normais, paisagens, gente, etc, e centrei-me em detalhes, usando iluminação como o flash macro MT-24EX da Canon que encontra noutro artigo, os Speedlites 580 EX II e 420 EX da Canon, ou a luz natural. Usei os modos de prioridade à abertura ou velocidade, fugi a sete pés dos automatismos, e os resultados são estes.
A Canon G12 tem tudo para fazer um fotógrafo feliz. Note-se que escrevi... um fotógrafo. Um nível electrónico, HDR “in camera”, vídeo a 720p, expansão de sensibilidade ISO a 12.800 podem dizer alguma coisa a alguns. A outros bastarão as linhas-guia no ecrã LCD e pouco mais. Inscrevo-me nesta última lista, porque o que me interessa da G12 é o lado fotográfico puro e duro. E aí esta é uma G11 mais rápida, e tenho praticamente tudo dito.
Os resultados são idênticos. A Canon não mexeu no que parece ser um aparelho vencedor. Não subiu os pixéis porque sabe que não é por aí que pode ir. Não se preocupou em integrar vídeo FullHD, ficando pelos 720p, não criou ecrãs de toque. Integrou o novo sistema híbrido de estabilização de imagem, que pode significar algo mais em termos de nitidez e no geral manteve a casa arrumada.
O que isto quer dizer é que neste final de Verão em que se anunciam novidades e todos se perguntam se uma Canon PowerShot G13 está na calha para Setembro, cumprido o ano de calendário que alguns julgam ser o tempo de fida útil para cada modelo (como tudo mudou nestes dias da Internet), me sinto mesmo na necessidade de perguntar: e necessitamos mesmo de uma G13?
O que é que as pessoas esperam encontrar, em termos fotográficos, numa eventual G13? Mais pixéis? Filmes FullHD? Um ecrã de toque? Será que é realmente isso que queremos de um aparelho que tem por vocação maior, não atrair amantes de gadgets, mas servir fotógrafos conscientes?
A única coisa que eu vejo podia acontecer a esta gama passa por um sensor de maior dimensão, que tornaria um aparelho deste tipo numa eventual boa notícia e resposta da Canon a quantos perguntam por uma EVIL (Electronic Viewfinder Interchangeable Lens). Mas não sei se isso vai acontecer, pelo que me pergunto se necessitamos, realmente, de uma G13? Ou de correr a comprar uma G12 se o que queremos é uma instrumento fotográfico flexível e – ainda – de dimensão humana, e estamos conscientes das vantagens e limitações de um sensor deste tipo?









































































