Técnica
Fujifilm X10: melhor do que a X100?
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- Publicado em 01-09-2011
A Fujifilm apresentou a sua nova câmara compacta de topo de gama, a Finepix X10, uma X100 mais pequena e, aparentemente, melhor para a generalidade dos utilizadores. Saiba as razões para esta ser "a melhor escolha" e por que razão este lançamento pode mudar a forma como olhamos para as compactas.
Afirmar que uma câmara compacta é melhor do que uma com um sensor de maior dimemsão pode parecer algo estranho para os leitores que sabem o que penso, em termos gerais, de pequenos aparelhos. Mas na verdade esta Fujifilm X10 aparenta ser uma melhor escolha para a generalidade dos utilizadores que procuram mais do que uma compacta igual a milhares de tantas outras.
Existem uma razão capital para esta câmara ser mais interessante para uso quotidiano do que a Fujifilm X100: enquanto o aparelho lançado em Março de 2011 tem uma focal fixa de 23mm f/2 (equivalente ao 35mm), a X10 apresenta um zoom de 28-112mm (equivalente ao 35mm) com luminosos diafragmas de f/2-2.8. Se o leitor bem se recorda, um dos “defeitos” apontados à Fujifilm X100 foi a objectiva fixa, não intermutável, que a torna algo limitada quando se pensa num uso continuado. Ora esta X10 tem, na base, as características essenciais da X100, com um zoom que além de ser versátil e luminoso se baseia num conjunto de 11 lentes em nove grupos, com três elementos asféricos e dois de baixa dispersão da luz, para controlo de aberrações e garantir que o detalhe está presente de um a outro extremo da objectiva. A tudo isso a Fujifilm juntou um novo estabilizador óptico de imagem.
Outro elemento chave deste aparelho é o sensor, maior do que por norma presente em compactas (veja a imagem), o que coloca a X10 numa categoria própria. Este sensor EXR-CMOS de 2/3 de polegada com 12 milhões de pixéis segue a linha dos sensores da Fujifilm explorando o conhecimento da marca na área para oferecer condições de registo acima do que é habitual. Provado e público, pelo que me dispenso de mais comentários. A não ser que, apesar de mais um formato vir criar nova confusão, a Fujifilm acaba de sugerir que existe um outro caminho apra as compactas. E vai obrigar Canon e Nikon a pensarem se devem ou não criar respostas. Porque aparelhos como a Canon G12 (a que conheço) podem bem ficar para trás numa eventual comparação.
O aparelho está pejado de tecnologia, e tem uma lista de especificações ao gosto do dia. Para saber tudo isso remeto o leitor para os websites que se limitam a transcrever os press-releases sem um comentário útil. Aqui dispenso a ocupação do espaço e fico-me pelo que me parece essencial do ponto de vista fotográfico: a presença de um visor óptico a sério, brilhante, contra os sensores “tipo túnel” de muitas compactas ou a ausência, sequer de um visor.
No plano da objectiva o que me fascina é a presença de um zoom manual, que permite ajustar o enquadramento para o ponto preciso que se pretende, em vez dos zooms motorizados – power-zoom e outros – que nos tentam vender, e que por norma obrigam a lutar com o mecanismo para se conseguir um ajuste preciso do motivo a fotografar. É um sabor pretérito que prefiro, este de fazer o ajuste à mão, e quem sabe do que falo por certo sentirá o mesmo.
Capaz de fotografar a uma cadência de 7 fotogramas por segundo na resolução mais alta (L) e a 10 fotogramas no formato M, a Fujifilm X10 permite focar a apenas 1cm do motivo, numa sugestão do potencial “macro” do aparelho, usual em compactas mas interessante de explroar aqui, dada a dimensão do novo sensor. E a Fujifilm indica que o diafragma de sete lâminas oferece um “bokeh” suave para usar em retratos na focal mais longa.
Autofoco por contraste com 49 pontos e capacidade de registar vídeo a 1080p com som estéreo são ainda pontos a salientar da Fujifilm X10, que parece ser um pequeno sonho: uma compacta moderna num pacote que nos recorda os “bons velhos tempos”, com botões e selectores normais. Falta saber o preço e, claro a disponibilidade.
Não tenho ideia se vou experimentar este aparelho. Apesar de ter solicitado à Fujifilm a X100, logo que a mesma foi anunciada, nunca tive notícias da marca em Portugal. E nem sequer, a esta hora do dia (11.48 de dia 1 de Setembro), a página da marca para o nosso país reflecte o lançamento da X10.
É de facto lamentável que a Fujifilm, que por anos foi um dos principais patrocinadores da Fotodigital, num diálogo aberto, tenha simplesmente “desaparecido” do mapa, como patrocinador ou anunciante da Fotodigital online, ou sequer como marca que envia os seus equipamentos para ensaio. A Fujifilm Portugal dos anos 80, 90 e do dealbar de 2000 era muito mais aberta ao diálogo. Isso não me impede, contudo, de continuar a olhar equipamentos que efectivamente sinalizam a diferença num mercado onde tantos fazem tanta coisa igual.
De facto, a Fujifilm, que há anos surpreendeu todos ao ensaiar o seu modelo de sensor distinto de tudo o resto, o Super CCD, e que tem trilhado um caminho muito próprio, não lança equipamentos “ao quilo”, mas tem algumas propostas que deviam ser consideradas pelos fotógrafos em busca de “mais fotografia e menos gadgets”. Os fotógrafos que, espero, lêem o espaço da Fotodigital.
Descarregue o catálogo da Fujifilm X10









































































