Câmaras
Canon S100 e SX40 HS: o sensor é a notícia
- Publicado em Sexta, 16 Setembro 2011 23:14
A Canon apresentou um novo leque de aparelhos compactos, mas a estrela destas novidades é um sensor: o CMOS que integra as PowerShot S100 e SX40 HS, baseado em tecnologia usada nos sensores das câmaras reflex EOS da marca. O ensaio começou em 2008.
Lançada na esteira da bem sucedida S95, a nova S100 não é a continuação da gama, representando efectivamente um salto para a frente no que à Canon respeita.
Efectivamente, mesmo se a lógica dos modelos S90 e S95 está presente em muita coisa, como o anel de controlo na objectiva, a S100 é uma pesquisa numa outra direcção, com recurso a um sensor CMOS da Canon que foi buscar tecnologia aos modelos usados nas câmaras reflex da marca.
É uma mudança drástica, porque a Canon costuma usar sensores CCD da Sony nas suas compactas e só num modelo anterior, a Powershot SX1 IS, de 2008, experimentou fazer algo com um CMOS. A promessa de continuidade na gama Powershot sucede agora, a quase quatro anos de distância, podendo significar que a marca está prestes a mudar os sensores dos seus aparelhos mais pequenos, porventura como resposta às “sem espelho”.
Efectivamente, ao olhar-se para as novidades da S100 é-se levado a pensar em algo assim. O sensor de 12.1 milhões de pixéis de elevada sensibilidade, como a Canon o identifica, é grande no que a compactas respeita (1 1/7 polegadas, cerca de 7.5x5.5mm) e é CMOS. A Canon indica que a tecnologia usada é similar à dos sensores para as suas reflex EOS. Do sistema de micro lentes que cobrem a área do sensor de modo a espalhar melhor a luz, até ao sistema de supressão de ruído integrado, este sensor sugere um passo adiante. Resta esperar pelos primeiros resultados para saber se os problemas de qualidade de imagem da SX1 IS são coisa do passado.
A Canon acha que está no bom caminho e garante que a redução do ruído é efectiva, razão porque a sensibilidade ISO do aparelho vai de 80 a 6400 ISO. O sensor faz parelha com o novo Digic 5, que a Canon afirma ser 6x mais rápido do que o Digic 4, um aumento de velocidade que explica as capacidades do novo sensor e por tabela da S100: 2.3 fotogramas por segundo contra 0.9 da S95. E no capítulo do vídeo a câmara oferece Full HD (1920x1080) a 24 fotogramas.
Capacidade de ajuste do zoom durante as filmagens e um botão específico para arrancar o vídeo marcam presença num equipamento que ostenta também um zoom de maior amplitude: 24-120mm f/2-5.9. E para quem se perde com frequência há um GPS...
A câmara tem ainda todas as outras funcionalidades esperadas num equipamento da sua classe, herdando muito da S95, até o aspecto. Sobre isso encontrará o leitor muita informação repetida mil vezes na web, e no site da Canon, pelo que me dispenso de ocupar mancha de página com ela. Há coisas mais importantes para referir.
O que escrevi acima para a S100 aplica-se também um pouco à nova PowerShot SX40 HS, que usa Digic 5 e um sensor CMOS de 12,1 MP (se bem que mais pequeno, de 1/2.3" ou seja 6.17 x 4.55 mm) para servir as necessidades de uma objectiva de 24-840mm com motor USM. É um pouco como se a Canon recuperasse, com este modelo, a promessa da SX1 HS.
Com modelos como esta SX40 HS num patamar mais elevado – ou pelo menos de GRANDE zoom – e a S100 nas compactas embolsáveis, a Canon parece querer garantir uma forma de competir com os modelos “sem espelho” e uma eventual proposta da Nikon na área, depois do anúncio da Fujifilm X10. Note-se o incremento do zoom nos modelos, a par com a aplicação de um sensor CMOS - aqui semelhante aos modelos Ixus de topo - que a marca sugere ser capaz de dar melhores resultados. São tudo formas de conseguir, pelo menos em teoria, um ganho marginal que pode levar as pessoas a escolherem estes modelos quando chegar a hora da verdade. Resta é esperar para ver os resultados.









































































