Câmaras
Sony SLT-A65 tem 24MP... e ruído
- Publicado em Segunda, 21 Novembro 2011 15:30
Subir a parada a 24 milhões de pixéis no sensor significa ter de prescindir de outras coisas, como a qualidade da imagem logo acima de 100 ISO. Mas isso não impede a Sony de seguir esse caminho, com mais uma reflex moldada a partir da herança Minolta. Feita para quem quer muitos pixéis.
Para os que contam os milhões de pixéis no sensor como o elemento chave de qualquer compra, esta é a escolha a fazer. São 24 milhões. Mais do que qualquer equipamento do mesmo segmento oferece de momento. Ou oferecerá no futuro, se o sinal dado pela Canon ao fazer uma câmara profissional de 18 milhões quer dizer algo. Ou a guerra dos pixéis devia ter acabado ou a Sony sabe algo que nos escapa.
A verdade é que nem a DPReview, que por vezes nem sabe bem o que escrever face a alguns lançamentos, como sugerem os comentários dos que por lá passam a vida a tentar ler nas entrelinhas de cada considerando, consegue deixar de reflectir sobre o que estes 24 milhões significam: a exigência de usar RAW para tirar o maior proveito dos ficheiros e de ficar pelas sensibilidades baixas (muuito baixas, dizem alguns). É esse o preço a pagar para ter ficheiros e fotos grandes. É verdade que para alguns, tamanho é qualidade, portanto talvez seja para essa clientela que a Sony aponta.
Aqui na FD não se sabe. Efectivamente, a Sony não parece existir em Portugal, pelo menos no que me toca. Portanto limito-me a olhar para o que se escreve lá por fora, tirando uma média ponderada de tudo isso e sem me deixar empolgar pelas reflexões de sites generalistas, que não sabem, por norma, do que falam, e para quem uma foto de telemóvel é tão boa quanto uma foto de reflex. E depois temos os "fanboys" e os que escrevem... sem saber minimamente do que falam. Seguem a corrente.
Dito isto, ficam por aqui alguns quadros dos testes realizados pela DIWA Labs a um equipamento da Sony, a A65, para os que gostam de olhar tabelas.Há alguns dados interessantes para olhar e reflectir. Não é toda a verdade, mas é um dado a usar em qualquer apreciação.
Numa conclusão feita a partir do que foi lido em vários espaços na web, a Sony SLT-A65 parece ter um sensor maior do que necessitarão os eventuais compradores do equipamento, que não terão interesse em processar imagens RAW mas mais em usar ficheiros JPEG directamente da câmara. O que sugere que fariam melhor em ter um equipamento com menos pixéis e menos ruído, mesmo dentro da gama Sony. Esse parece ser o problema desta opção, o que obriga a colocar a pergunta: a quem se destina um equipamento que se dá melhor com sensibilidades muito baixas, aparentemente adequado para paisagem, com boa luminosidade, para usar baixos valores de ISO, mas que aponta a um público que muito provavelmente prefere outro tipo de fotografia?
Para que serve um aparelho de tantos MP se o púiblico a que se destina não faz, por norma, mais do que um 20x25, isto quando imprime fotos? É evidente que não faz sentido encher cartões com ficheiros da dimensão destes quando o que se pretende são fotos para a web. Será que as pessoas pensam nisto quando compram uma câmara? Ou será que ficam tão excitadas com a ideia de 24 milhões de pixéis que se deixam levar na conversa dos fabricantes?
Não estará na altura de, todos, fazermos um exercicio de matemática e vermos quantos pixéis são efectivamente necessários para fazer um, vamos lá até tão longe, 40x50, que só esporadicamente será impresso, e calcular quantos pixéis chegam para tal? A partir daí podemos pedir aos fabricantes que melhorem esses pixéis, em vez de os multiplicarem como se fosse, não um milagre mais um pesadelo.
A Fujifilm é capaz de andar a fazer isso, quase em segredo. Mas isso é história para outro dia.









































































