Câmaras
Fujifilm X-Pro 1: primeiras fotos em Lisboa
- Publicado em Terça, 31 Janeiro 2012 17:04
Cinco minutos a fotografar com a nova câmara X-Pro 1 da Fujifilm, no Centro Cultural de Belém foi tudo o que tive antes de um workshop ali, sobre a dita. Eis as fotos. As primeiras feitas e publicadas em Portugal, calculo.
Sem poder sair do CCB e com o tempo a contar, era difícil fazer muita coisa. Mas a possibilidade de fazer algumas fotos com a Fujifilm X-Pro1 não se podia deixar escapar e eis as primeiras imagens que fiz com o aparelho.
Realizadas no interior do CCB, junto da sala de apresentação do equipamento, e, para o exterior, através dos vidros, as imagens junto foram registadas com as duas focais extremas da câmara, 17 e 60mm respectivamente. Nem sequer houve tempo para mais. Perdoe-se o pouco interesse do tema, mas não dava mesmo para mais.
Pegar num aparelho e descodificá-lo em segundos não é fácil, mesmo quando eu estava a devolver uma Fujifilm X100 com que brinquei nas últimas semanas. E com a interface em português - com aqueles termos e abreviaturas que a mim me parecem mais chinês, achei que o melhor era apontar e disparar, achando que o aparelho estaria pronto para isso mesmo. Puro engano, a opção em uso era a de ficheiros RAW com uma imagem de dimensão normal em JPEG, isto é 2496x1664 pixéis de resolução, quase a recordar-me os 3.1 milhões de pixéis da minha Canon D30 do dealbar de 2000, que tinha 2160 x 1440.
Só já depois de ter tirado as primeiras fotos me apercebi de que não estava a tirar o máximo resultado do sensor, pelo que passei para JPEG simples - eu não tenho qualquer conversor de RAW da Fujifilm para esta máquina - e subi a resolução para o máximo permitido, isto é confortáveis 4896x3264. Agora sim...
Temos portanto que os três primeiros grupos de imagens nesta página são na resolução mais baixa, num JPEG Normal, enquanto a última surge na resolução máxima e com um JPEG Fino. O que me parece ser a escolha normal para qualquer fotógrafo. A mais alta resolução, em JPEG ou RAW. No meu caso JPEGs, pelo que já disse, para poder trazer para casa, no meu cartão, algumas provas do que a X-Pro 1 pode fazer. As imagens que usei são uma redução do original para 600x400 pixéis e, quando se passa o rato por cima, surge uma secção da imagem original na resolução em que foi feita. Isso permite ao leitor avaliar o nível de detalhe conseguido, que, recordo, no caso de imagens para o exterior foi efectuado através dos vidros do CCB.
A curta experiência com a Fujifilm X-Pro 1 permitiu avaliar a capacidade de equilibrar luzes do aparelho nesta curta sequência de fotos, algo que é visível mesmo nestas miniaturas, antecipar uma maior rapidez do AF em todas as condições de luz - testado com a 60mm em luz interior o sensor AF do aparelho "agarra bem" - e ... descobrir que não estamos ante uma câmara rápida na preparação das imagens registadas. No modo RAW a X-Pro 1 demora ainda o seu tempo, se bem que esta nota valha o que vale: estamos ainda ante um equipamento de apresentação e a Fujifilm já provou que se podem fazer reajustes no software que tornam possíveis amanhã coisas hoje julgadas impossíveis. E de qualquer modo, tal como escrevi aqui sobre a X100, isto não é uma máquina para corridas, antes um aparelho para apreciadores. E nesse capítulo, sabe bem sentir ao tacto esta XPro-1. Está tudo no sítio certo num corpo que parece antigo mas tem surpresas, como o visor híbrido, de que só vou falar depois de ter a câmara para testar algum tempo, mas que me surpreendeu pela positiva, de novo, neste breve contacto.
Entretanto, para mim, a experiência da Fujifilm X-Pro 1 estava terminada, a máquina tinha de ser entregue para o workshop que ia seguir-se. Eu, parti lesto para o outro chop chop... Já tinha visto tudo o que queria. Pelo menos até ter um aparelho de teste na mão.









































































