Técnica
Canon EOS 5D Mk III: gamos a 25600 ISO
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- Publicado em 24-04-2012
Fotografar a elevadas sensibilidades é algo que poucos pensam fazer. Mas com tempo cinzento, bosques fechados e animais em movimento, 25600 ISO da EOS 5D MK III podem ser uma solução.
Os resultados do meu segundo dia a fotografar com a EOS 5D Mark III são interessantes. Com tempo coberto, até as sensibilidades de 400/800 ISO que tento usar por norma são coisa sem grande margem de manobra. Portanto, depois de um dia no estúdio a experimentar o aparelho e o novo flash e sistema de rádio, eis-me a usar a luz que há, para fotografar animais em movimento.
Os gamos e javalis não esperam que se decida qual a melhor luz e exposição, portanto acabei por usar o modo automático de selecção de ISO da EOS 5D Mark III parte do tempo, um dia inteiro a fotografar, e contar com essa muleta para resolver a generalidade das situações. Claro que prefiro os meus resultados a sensibilidades mais baixas, e mesmo se esta nova Canon sobe a 102400 ISO, a verdade é que me parece que para lá dos 25600 ISO só mesmo alguém que precise de ter uma foto a qualquer preço vai premir o obturador. E mesmo o valor intermédio de 51200 ISO não é o meu território. Mas estes 25600, como a imagem junto prova, ainda são capazes de me convencer.
A foto com o gamo mostra a dimensão do ficheiro original, 5760 x 3840 pixéis, e o 600x400 mostra uma secção do original (na zona do olho), para as pessoas terem a ideia do que se pode esperar. Duas notas importantes: a secção de 600x400 não foi modificada, sendo uma pedaço do JPEG original com ruído e tudo. E o registo foi feito em JPEG, o formato que escolhi para o segundo dia de testes.
Além das fotos realizadas a 25600 ISO, de que esta é exemplo, fotografei durante parte do dia a valores até 12800 ISO, em bosques densos, zonas sem luz, descobrindo as vantagens de poder fotografar animais com elevados valores de obturador e boa profundidade de campo, algo que de outra forma seria impossível. Efectivamente, apesar de eu preferir valores baixos de ISO, as situações encontradas no decorrer do dia de hoje revelaram-se impossíveis de registar de forma correcta de outro modo. E nunca baixei dos 400 ISO.
O meu primeiro contacto com a EOS 5D Mark III, em Lisboa, na apresentação, já me dera uma ideia do que era possível fazer, mas agora começa a tornar-se evidente a razão porque a Canon decidiu não passar dos 22 milhões de pixéis num sensor que estreia - a par com a EOS-1D X - uma nova disposição dos fotocaptores, sem intervalos entre cada célula. Isso eleva a capacidade de captação da luz deste sensor, que aliado ao novo processador DIGIC 5 faz da EOS 5D Mark III, efectivamente, uma boa aposta para fotografia de vida selvagem em condições difíceis. Não parece haver situação em que o AF não encontre forma de focar. Se juntarmos a isso a cadência de disparo de 6 fotogramas por segundo, nesta versão fullframe, diria, da EOS 7D, o resultado é bem interessante para quem usa Canon.









































































