Técnica
Canon EOS 650D: novo autofoco e panqueca
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- Publicado em 08-06-2012
A Canon apresentou a sua nova reflex da gama popular, a EOS 650D, que chega ao mercado com o primeiro ecrã de toque da marca numa reflex e uma objectiva panqueca de 40mm f/2.8. E uma 18-135mm também. Mas um sensor e focagem híbridas sugerem muito mais surpresas.
A nova EOS 650D da Canon tem um ecrã de toque, para os que gostam de... "ir pelos seus dedos". É coisa que pessoalmente dispenso, a não ser que a Canon tenha feito algma coisa melhor do que o que vi até agora. Quem sabe? Afinal a marca também consegue melhorar, pelo menos no papel (quando experimentar direi) o sistema AF, que com o Hybrid AF (detecção de fase e contraste) promete seguir o motivo de forma mais segura, focando-o como deve de ser. Se assim for, estamos a caminho de um novo passo no que toca fazer vídeo com uma reflex da marca. Alguém quer comprar a minha EOS 600D, de que gosto muito mas que ainda não faz o truque?
Verdade, parece haver muito para gostar nesta nova proposta. E com a nova capacidade de focagem para vídeo temos também uma objectiva que surge em estreia, uma EF-S 18-135mm f/3.5-5.6 IS STM que oferece uma prestação mais silenciosa do que até aqui era possível obter. O STM (Stepper Motor Technology) oferece focagem contínua ao mesmo tempo que permite o ajuste manual a par com a focagem contínua. Trata-se, portanto, de uma objectiva polivalente pensada para a nova geração de fotógrafos que querem também fazer vídeo.
E como uma coisa boa não tem necessariamente de vir só, a EF-S 18-135mm vem acompanhada de uma objectiva panqueca, a EF 40mm f/2.8 STM agora apresentada abre para outro patamar de exploração aos cineastas EOS. Eu quero uma, eu quero uma... Imaginem só o que é possível fazer com esta panqueca, tanto em termos de fotografia como vídeo.
A EOS 650D oferece ainda registo estéreo de som e, claro, vídeo FullHD (1920x1080p). E o tal ecrã de toque com múltiplas capacidades. Pois, depois vemos se é assim. Espero que tenha forma de ser desligado, para o caso de me dar mal com ele.
Com sensor de 18 milhões de pixéis de nova geração - Hybrid - a EOS 650D abre a porta ao uso de um sistema AF híbrido em fotografia e vídeo, oferecendo assim o melhor de dois mundos, compactas e reflex, no que respeita a focagem. É interessante descobrir que o novo sensor CMOS inclui pixéis com a função de ajustar a focagem, o que nos leva a um dado do passado: a Canon usa sensores CMOS no sistema BASIS para focagem AF desde os primórdios das suas câmaras EOS de filme. Será interessante ver o quanto essa introdução aqui muda a resposta da câmara face à EOS 600D. O processador DIGIC 5 presente em estreia num modelo grande público acelera todo o processo de registo, e permite à EOS 650D fazer 5 fotogramas por segundo, um valor bem interessante.
O sistema AF tem nove sensores com a disposição da EOS 60D, todos do tipo cruzado, para garantir mais eficácia, o ecrã traseiro repete as capacidades da EOS 600D. E em termos de funções esotéricas o aparelho oferece um modo que torna mais fácil aos amadores fazerem imagens perfeitas em contraluz... fazendo três fotos com variação sequencial de exposição e montando-as numa só. Pois, uma utilização do HDR, por isso a função se chama HDR Backlight Control. E a Canon parece querer acabar com os tripés, apresentando o modo Handheld Night Scene, que regista uma sequência de quatro fotos e as monta para criar uma fotografia nada tremida. Pago para ver, confesso... e não vendo o meu tripé ainda.
O sistema de controlo dos flashes Speedlite externos está presente, como era de esperar, assim como um leque de outras coisas que tornam este modelo na nova estrela no seu segmento. A EOS 600D, essa vai sentar-se onde a EOS 550D estava até agora. A EOS 650D bem merece o papel de estrela, porque é uma revolução que aponta novos caminhos. Em que os 18 milhões de pixéis continuam a ser um referencial de bom senso para a generalidade das utilizações.









































































