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Exilim EX-H10, o “coelhinho” imparável da Casio

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Casio Exilim H10A ideia de que a bateria de uma câmara nunca mais acaba parece materializar-se na Exilim H10 da Casio, uma compacta com zoom de 10x que é boa companheira de viagem, com um zoom 24-240mm num corpo compacto e um sensor de 12 milhões de pixéis.

Tem tudo o que outros modelos concorrentes têm e ainda mais algumas coisas que a Casio gosta de incorporar nos seus modelos e que podem agradar a alguns: penso num modo dinâmico que permite fotografar algo e depois remover automaticamente o fundo, para criar animações divertidas, num Best Shot que funciona bem em termos gerais, para seleccionar o melhor modo para diferentes registos, nas opções para integrar efeitos nas fotos, coisas que parecem apelar a uma camada mais jovem.

Curiosamente, apesar dessa tendência para seduzir os mais jovens, o aparelho tem um peso diria que clássico, sendo pesado para a sua classe, algo que se deve, por certo, ao corpo com áreas em metal que lhe dá um aspecto sólido. De facto esta é uma câmara ostensivamente elegante, sóbria, que se sente bem na mão, com uma área de punho que apresenta um relevo para os dedos da mão direita a segurarem bem.

Esguia mas não tanto como alguns modelos, a Casio EX-H10 tem a seu favor o facto de ser uma compacta com um segredo: a Casio conseguiu enfiar-lhe dentro um zoom de 10x, 24-240mm que a torna numa excelente escolha como companheira de viagens. Poucos modelos oferecem tanto em tão pouco espaço. Associada a um sensor de 12,1 milhões de pixéis e com uma bateria que consegue fazer mil disparos (1108 disparos registados num teste) é o sonho para quem pretende ir de viagem e não sabe se terá forma de dar energia ao aparelho. Com duas baterias é possível pensar em férias longe de qualquer tomada eléctrica. É como se dentro do aparelho tivesse um coelhinho da Duracell...

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O leque de funções habituais da Casio surge aqui, com o modo Makeup (que torna as pessoas mais bonitas...) e o Vivid Landscape para dar um colorido mais intenso a fotografias de paisagem. E nem sequer falta um modo de filme HD (1280x720) que só peca por ser em AVI (ocupa muito espaço no cartão) e estar limitado à focal escolhida, sem opção de reajuste da distância focal. Ah, sim, pode usar o zoom digital, mas esqueça-o... sempre. É um bom conselho.

Usada em fotografia de Natureza e paisagem, a área onde me sinto mais à vontade, a câmara revelou uma limitação ao nível das capacidades macro. Contrariando o que é habital numa compacta desta dimensão não oferece um macro digno desse nome, ao  focar somente a 7cm na focal mais curta, pelo que se torna impossível fazer planos muito aproximados de motivos pequenos, como sucede em compactas. Mas  como provo com a foto da flor na série de fotografias, uma boa escolha da dimensão do elementos fotografado consegue oferecer bons resultados. Claro que tentei o mesmo truque com cogumelos minúsculos e descobri que não havia mesmo nada a fazer. Outra má notícia é o sistema de controlo de zoom, que não facilita a procura de um enquadramento fino/perfeito quando ele é necessário. É algo habitual em compactas mas dado o longo curso deste zoom isso parece tornar-se ainda mais evidente.

Uma boa notícia é que o flash de bordo se porta muito bem e tem mesmo um modo “suave” (soft) que reduz de forma automática a sua potência, resultando bem com motivos muito aproximados, que assim deixam de ficar parecidos com um queijo suiço (todos brancos...). A primeira imagem do interior do frigorífico prova-o, assim como a primeira imagem da fruta. A segunda (da fruta) foi registada com a luz ambiente, que por ser fluorescente criou a dominante verde não corrigida. Na do frigorífico o flash entrou em acção. Duas soluções distintas para o mesmo "boneco".

As imagens publicadas são, aliás, resultados saídos do aparelho com ligeiro ajuste mas que representam o que se pode esperar da Casio EX-H10. As sensibilidades usadas na generalidade das imagens correm entre 64 e 400 ISO. Apesar de ser possível fazer fotos a valores superiores, achei que era no limite de 400 ISO (a foto da flor com o pormenor é disso exemplo) que  devia parar para evitar os problemas de ruído, o que é habitual em compactas. Deixada em automático, a câmara selecciona muitas vezes valores nessa faixa, desde que se fotografe em situações de luz ambiente com alguma intensidade. E que se use, se necessário, o flash de bordo, como fiz na foto da guitarra.

Em exteriores e com boa luz os resultados são de bilhete postal (Palácio e Parque da Pena), desde que se procurem enquadramentos sem grandes contrastes na área coberta. Céus brilhantes com zonas de arvoredo mais denso são um convite ao desastre. Este aparelho fez-se para registos de férias, de sabor turístico,  despreocupados, para fotos cheias de cor.

Analisada aqui quando a Casio já anunciou no CES (Consumer Electronic Show)  de Las Vegas, recentemente, um novo modelo, a EX-H15, esta proposta de 2009 é uma boa escolha se não quer esperar mais. A bateria que dura, dura, dura é o seu ponto mais forte, mas como as fotos demonstram, a EX-H10 cumpre a preceito com o que se espera de uma câmara fotográfica deste tipo.


Exilim EX-H10

Prós - Resultados do flash, cobertura de zoom, duração da bateria

Contras - Difícil controlo da focal do zoom, função macro limitada

 

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