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Flash da Olympus E-PL1 controla outros sem fios

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Olympus PEN E-PL1A Olympus atinge a terceira geração da sua gama PEN com o reconhecimento pelo fabricante de que não fez o melhor trabalho na fase inicial: esta E-PL1 tem um flash integrado, abrindo assim a porta para outros voos. De facto até controla outros sem fios.

Alegam alguns que a dimensão pequena e potência do flash presentes neste tipo de aparelhos é insuficiente para se justificar assim tanto penalizar um aparelho pela sua ausência. Pois, a teoria é bonita mas na prática a ausência de um flash significa que quando a luz falta... falta mesmo. Neste caso há ainda outra razão de peso. O pequeno flash de bordo da E-PL1 serve para controlar unidades externas, numa "conversa" feita sem fios que torna apetecível a ideia de fotografar com esta miniatura do formato Micro Quatro Terços. E que de facto abre novos horizontes ao uso de uma compacta deste tipo.

Pode parecer coisa de pouca importância, mas dado que estas compactas começam a tornar-se sérias alternativas a uma reflex mais pesada, a ideia de poder controlar unidades externas como os modelos FL-36R e FL-50r da Olympus é bem interessante. Ainda hoje, ao usar uma Canon PowerShot G11 para fotografar algumas peças para um trabalho, recorri a um flash externo da Canon, ligado por um cabo, e pensei em como seria bom se o flash de bordo da G11 pudesse controlar sem fios a unidade externa, como a Canon EOS 7D faz. Afinal parece que doravante vamos ter essa opção, porque nestas coisas o bom é um fabricante começar. E a Olympus acaba de dar o sinal.

A E-PL1 é, portanto, a primeira com "luz integrada", o que talvez explique o L que este modelo recebe. Pequenina, esconde no bojo um sensor de 12.3 milhões de pixéis que continua a família Live MOS, com os restantes atributos tecnológicos habituais na Olympus. Com capacidade de vídeo HD ( 720p e botão dedicado para activar a função), a E-PL1 continua a não apresentar um visor integrado, recorrendo, em alternativa ao ecrã traseiro, a um visor acoplável no topo (sapata do flash) que oferece uma cobertura de 100 por cento da área enquadrada (melhor do que alguns aparelhos reflex, portanto) e uma ampliação de 1.15x, aliadas a uma capacidade de rotação a 90 graus que permite olhar de cima para o visor, interessante em algumas situações, como com motivos ao nível do solo. Ou "tabletop photography"...

Cheia de filtros criativos, programas predefinidos, reconhecimento de faces e todas aquelas coisas que já são corriqueiras, estabilização de imagem no corpo como regra, a E-PL1 pretende também tornar a fotografia fácil, com um Live Guide que supostamente encaminha o utilizador pelos meandros da técnica fotográfica aplicada a diferentes situações. Ao sugerir que deixemos de pensar em coisas como diafragmas, obturadores ou equilíbrio de brancos, a marca está a empurrar os novos fotógrafos para uma iliteracia das técnicas fotográficas que causa algum receio, mas isso é algo que cada utilizador resolverá à sua maneira. Os mais espertos vão descobrir que por mais software que uma máquina fotográfica tenha nada substitui o olhar de um ser humano. Mas isso é conversa para outro dia.

A pequena E-PL1 tem, claro, objectivas intermutáveis. Esse é o fascínio destas MFT (ou MQT se quiser em português). E com este aparelho a Olympus mostra duas novidades: uma M.ZUIKO DIGITAL ED 9-18mm F4.0-5.6 (equivalente a 18–36mm no formato de 35mm) e a M.ZUIKO DIGITAL ED 14-150mm F4.0-5.6 (28-300mm no formato de 35mm). Este par de objectivas que praticamente se arruma num bolso cobre tudo o que um fotógrafo normalmente precisa. A promessa do Micro Quatro Terços continua a criar raízes fortes no panorama fotográfico mundial.

 

 

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