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Olympus Pen E-P2 em teste

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Olympus E-P2 em testeA Olympus E-P2 é a E-P1 com um visor externo opcional. É assim que se tem de definir o segundo modelo da gama Micro Quatro Terços da Olympus. Uma câmara que recupera a velha linha PEN e que nos desafia a fotografar cada vez mais, tornando a prática fotográfica divertida. Em modo automático ou tomando controlo de todos os parâmetros da exposição.

Pegar na Olympus E-P2 obriga a pensar que a Olympus deve ter pensado o mesmo depois de lançar a E-P1: necessitamos rapidamente de um visor alternativo ao ecrã traseiro. É isso mesmo que este aparelho apresenta como adição mais evidente logo que se lhe toca.

Na zona traseira, abaixo da sapata do flash, uma ranhura serve de encaixa e contacto electrónico do excelente visor, cuja dimensão bojuda se perdoa ao espreitar lá para dentro. É uma excelente obra de engenharia que nos dá uma visão quase perfeita do mundo, mesmo se não tem a pureza de um visor óptico. Mas na verdade, em muitas das situações isso quase não se nota... e até é possível perceber os detalhes do que se fotografa com a densidade de pixéis deste visor, que sobe a resolução para 1.400,000, bem mais do que o anterior visor usado pela Panasonic na GF1.

Com uma cobertura de 100%  e ampliação de cerca de 1.15x o visor electrónico é um sinal do que vem aí em termos de futuro: compete com o de uma reflex digital em termos de campo coberto. Volumoso, aparentemente mais sólido do que o da Lumix, roda a 90 graus para permitir fotografar com a câmara ao nível da cintura, se bem que aqui se esteja, até pela reduzida dimensão da abertura para espreitar, longe do vidro despolido de uma “twin lens”. Quando os fabricantes conseguirem encaixar algo assim e com ainda melhor qualidade no interior dos aparelhos será tempo de dizer adeus ao pentaprisma e espelho ainda hoje usados em aparelhos reflex.

Dito isto, consegue-se fotografar bem sem o visor electrónico usando o ecrã traseiro da E-P2, se bem que em situações de muita luz se torne por vezes difícil perceber bem os detalhes do que se fotografa. Por outro lado, se o visor electrónico for mantido  no topo do aparelho deixa de ser possível usar o flash (a E-P2 não tem flash integrado) ou associar um microfone externo ao aparelho. Ah, e se andar com o equipamento ao ombro com o visor colocado cuidado... o acessório tem tendência para deslizar e pode cair.

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Acabei (acabámos, toda a gente aqui por casa quis fazer uns bonecos...) por usar muito a E-P2 sem o visor no topo. Quando isso sucede há um aspecto a considerar, sobretudo quando se pretende fotografar motivos pequenos, como sucede em macro. Apesar da dimensão do ecrã sugerir a facilidade de utilização em tal tipo de fotografia, pessoalmente sinto a falta de um visor por onde espreitar, que tem uma outra função em simultâneo: permite apoiar melhor a câmara, algo necessário quando se trabalha com ampliações elevadas de imagem e campos de foco muito curtos. De facto, tenho tendência para querer encostar a câmara à cara, para a equilibrar melhor. É um hábito que vem do uso regular de uma reflex e que tem de facto a vantagem de criar mais um ponto de apoio, resultando em fotos mais nítidas. Noto com a E-P2 e com alguns destes aparelhos uma tendência para, por vezes, até com o movimento criado pela pressão no disparador, acabar com uma foto tremida.

De cor negra no corpo, com dois filtros artísticos extra – diorama, que não me impressionou e cross process, que reproduz o efeito de um filme de diapositivo revelado num banho de C-41 e que o meu filho usou intensivamente – a E-P2 é uma E-P1 por uma pena excepto pelos aspectos já referidos e pela inclusão de um modo autofoco AF Tracking que supostamente melhora a performance face ao que a E-P1 faz, ao seguir o motivo e actualizar o foco. É porventura uma boa ideia, mas na prática não senti diferenças... mas também não achei que devia usar este tipo de aparelho para fotografar acção. A E-P2 é um excelente bloco de notas que eleva a fasquia da qualidade quando se pensa em aparelhos compactos para levar para todo o lado. Considerada como tal é uma excelente aquisição. Que pode ser trocada pela E-P1 se dispensa o visor externo e os filtros extra, porque no resto elas são mesmo irmãs.

A ficha técnica e restantes dados do produto encontrará o leitor rapipamente no sítio da Olympus ou noutros espaços da Web. Aqui interessa-nos mais reflectir sobre a experiência prática de uso, balizado o terreno no que respeita a superioridade deste modelo face a compactas tradicionais e a versatilidade das opções contidas no seio da E-P2. Trata-se de uma ferramenta fotográfica de corpo inteiro que com a objectiva 14-42mm se torna não todo o terreno inseparável de quem gosta de não deixar escapar momentos. Faz filmes (começa a ser regra) a 720p e tira excelentes fotos, quer se lhe deixe o coração automático funcionar quer se tome as rédeas de toda a operação. O meu filho mais velho, tal como sucedeu com a E-P1, tomou-se de amores pelo ar retro e as opções dos filtros criativos. Para ele, que dispensa a passagem pelo Photoshop são uma adição importante na panóplia criativa da E-P2. Em resumo, foram dias bem divertidos cujos resultados estão à vista.

As fotos que ilustram estas linhas são, excepto pelo acerto de luz, redimensionamento para a web e ligeiro sharp o resultado saído das entranhas da E-P2. Com o mau tempo que se faz sentir por estes dias acabámos a usar o aparelho muito em casa, numa bem divertida procura de temas que revelam a variedade de coisas que se pode fazer com a objectiva de 14-42mm do kit. Maiores para quê? É um termo que vem diversas vezes à memória ao olhar para os resultados.

Prós: Dimensão do sensor, resultados, capacidades da objectiva do kit.

Contras: Preço, sobretudo face ao anúncio da nova E-PL1

 

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