A família Lumix G da Panasonic tem mais duas novas aquisições: com a Lumix G2 e a G10 a marca define a composição da gama ao mesmo tempo que começa a escalonar os equipamentos em termos de especificações. A GH1 no topo, a G2 logo a seguir e a G10 no segmento mais barato.
Afinal a Panasonic tinha duas G para mostrar, a par, claro, com uma série de novas compactas a que se dará atenção mais tarde, e que revelam um aspecto comum, algumas delas, com a Lumix G2. Usam um ecrã de toque, algo que parece estar a tornar-se na grande aposta para este ano. Temos, portanto, uma primeira reflex - se quisermos usar o termo com alguma liberdade aplicado a estas G de visor electrónico - com um ecrã de toque para controlo de funções. Será interessante ver o que se consegue retirar, de facto, em termos de funcionalidade de algo assim, mas isso a Fotodigital reserva para depois de ter acesso a um aparelho. Para já saliente-se que o ecrã de toque vai ser usado para funções como definir áreas de focagem, numa estreia de "tocar para focar" que só vendo se pode acreditar. Mas veja o segundo vídeo junto a este artigo.
Para já, olhando para os dados disponíveis, percebe-se que a Panasonic decidiu definir patamares dentro da família, e que apostou forte na continuação das sua família "reflex" encetada com a G1, deixando de fora qualquer resposta directa à Olympus E-PL1. Afinal, no género, tem a Lumix GF1, que é mais cara mas deve cumprir bem como alternativa. E agora, com a Lumix G10, pode bem estar a dar uma resposta à E-PL1, pelo menos em especificações, dado que ao nível de dimensões a G10 é um pouco maior. Resta saber o preço deste modelo de entrada de gama.
Centrando a atenção nas duas G agora lançadas percebe-se uma clara separação entre ambas, com a escolha de vídeo em formato AVCHD a 1280x720 60/50 fps como topo no modelo G2 e de Motion JPEG a 1280x720 a 30 fps na G10. Claro que a G2 tem todos os outros modos de vídeo mas destaca-se pelo uso de AVCHD. Note-se, contudo, que a Panasonic deixou de lado o FullHD (1920x1080) do modelo Lumix GH1, numa sugestão evidente de que as séries G1 e G2 vivem em andares diferentes. E mais abaixo reside a G10.
Entre ambos os modelos existe ainda uma diferença evidente em termos do visor electrónico usado, que tem, na G10, somente 202 mil pixéis, bem menos do que os 1,440 mihões pixéis da G2. E da G1, efectivamente, aparelho de estreia da família com que estes dividem o aspecto, excepto por alguns botões associados às novas funcionalidades e ao reajuste da posição de alguns comandos no corpo. Isso significa que a qualidade do visor da G10 é efectivamente inferior (até por ter uma ampliação menor, de 1.04x contra 1.4x do da G2... e G1) e um convite evidente ao uso do ecrã traseiro, que apresenta os mesmos 460 mil pixéis. Aqui vale a pena salientar que o ecrã traseiro da G10 é fixo enquanto o da G2 repete as funcionalidades do ecrã traseiro rotativo da G1.
Da G1 para os novos modelos desapareceu também o tempo máximo de exposição em Bulb, que era de 8 minutos e que que agora é de somente 4 minutos. A cadência de disparo máxima é de 3.2 fps nos novos aparelhos contra 3 fps na G1, uma diferença que não fará.. diferença. O sensor é idêntico - ou o mesmo da G1 - com 12 milhões de pixéis, mas agora associado ao processador de imagem Venus Engine HD II, a segunda geração.
Com a sensibilidade ISO elevada até 6400 contra os 3200 da G1, o novo par da Lumix oferece registo de som mono na secção de vídeo, com o estéreo como opção somente na G2, através de um adaptador e microfone externo.
Concebidas com novos auxiliares de prática fotográfica de novos utilizadores, tornando mais fácil a produção de fotografias de diverso tipo, as novas câmaras chegam ao mercado a breve trecho, com a G10 disponível somente em preto e a G2 lançada em preto, vermelho e azul. Com estes dois novos modelos o sistema Micro Four Thirds (Micro Quatro Terços) ganha uma base ainda mais sólida como alternativa, somente um ano e meio após o lançamento da primeira câmara, a Lumix G1. É um feito e um sinal de uma direcção bem marcada numa indústria que tem assistido, nos últimos tempos, a algumas apostas cujo real sentido e interesse parecem difíceis de entender.
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