Câmaras
Centenas de objectivas para o Micro Quatro Terços
- Publicado em Terça, 27 Abril 2010 12:06
Neste momento existem centenas de objectivas para o sistema Micro Quatro Terços. De facto, ao permitir a associação de objectivas de praticamente todos os fabricantes ao sistema Micro Quatro Terços, a Olympus e Panasonic criaram o mais aberto dos sistemas fotográficos do momento. Mesmo que não seja open source como alguns julgam.
De facto, mesmo se a Olympus e Panasonic criaram o conceito do Quatro Terços como um padrão aberto, com uma norma de baioneta que todos poderiam usar, a verdade é que o Micro Quatro Terços, que deriva daquele não é um formato aberto. O que não impede que atraia bem mais a atenção, porque a ideia de câmaras pequenas com as funcionalidades - quase - das reflex parece ter atraído muita gente. E há mesmo fabricantes independentes de objectivas a produzirem ópticas para o sistema MFT, o que sugere que deve haver um negócio interessante no segmento.
O negócio é de facto uma realidade. Desde que a Panasonic lançou o primeiro modelo, a Lumix G1, no final de 2008, até ao Verão de 2009, quando a Olympus mostrou a E-P1, dando o arranque para o aparecimento da E-P2, agora a E-PL1 e do lado da Panasonic a GH1, a GF1 e este ano a G2 e G10, o formato guindou-se a uma confortável posição na tabela de vendas, representando uma percentagem de dois dígitos das vendas mundiais, um feito para um formato desconhecido e que muitos profetizaram condenado a falhar. Parece que se enganaram.
Parte do sucesso do sistema passa também pela noção de que se pode aceder, através dele, a um parque de objectivas maior do que o imediatamente visível. De facto, através do recurso a adaptadores de que os da Novoflex parecem ser a referência obrigatória, é possível usar centenas de objectivas de Leica, Canon, Minolta, Nikon, Pentax... praticamente tudo o que possa pensar-se. O facto de estes aparelhos, sobretudo nas versões como a Lumix GF1, se assemelharem a uma Leica a um preço muito mais acessível - com a vantagem de se poder usar as objectivas da Leica, se estiver para aí virado e as tiver ou quiser comprar - tem levado muita gente a dizer que o MFT é a solução dos menos endinheirados para terem uma Leica. Com vantagens evidentes em termos de qualidade de sensor e o resto que se adivinha.
No que respeita as objectivas de outros fabricantes, o panorama aberto é bem interessante. De repente torna-se possível recuperar objectivas antigas, redescobrir o prazer de pegar em velhas ópticas manuais e dar-lhes uso, alargando o potencial de possibilidades fotográficas. Isto, claro, além de existir todo um leque de objectivas da Panasonic e Olympus, e outras mais, que são especialmente indicadas para estas câmaras, e tiram proveito de todas as funcionalidades de AF e o resto.
Ora é por isso mesmo que vale a pena espreitar as listas recentes de compatibilidades, que foram apresentadas num artigo publicado no sítio 4/3 Rumors
- Compatibilidade da DMC-G2 e DMC-G10
- Compatibilidade da DMC-GF1, DMC-GH1 e DMC-G1
- Compatibilidade da DMC-L10K
- Compatibilidade da DMC-L1K
- Compatibilidade das objectivas Four Thirds
e que dão uma ideia do que pode esperar-se em termos de funcionamento de cada objectiva com cada corpo. É na lista que se descobre que a objectiva 14-42mm compacta da Olympus não funciona mesmo em modo AFC nos corpos da Lumix, numa prova evidente de que apesar da derivação de padrão aberto do MFT continuam a existir alguns problemas nas associações. É bom ter essa informação presente quando se vai às compras.
Também de visita obrigatória para quantos queiram aventurar-se por estes caminhos é a página dedicada às combinações de corpos e objectivas que permite verificar parte do parque óptico disponível e ver como cada objectiva fica no par com a câmara. Algumas sugerem que não foram feitas para tão pequenino corpo. Mas lá que se usam, usam.









































































