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Teste: Panasonic Lumix G2, uma G1 com vídeo

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O teste definitivo da Lumix G2 só agora surge na Fotodigital, apesar de termos experimentado um aparelho de pré-produção em Março passado. Os resultados não diferem do sugerido então, mas ficam algumas notas mais,  resultado da experiência e opiniões pessoais e não do diz que diz...

O ensaio com o modelo de pré-produção já deixara confirmado que a Lumix estava a fazer da G2 o aparelho que a G1 devia ter sido. A inclusão de vídeo em AVCHD a 720p abre para uma experiência que nos foi negada, algo inexplicavelmente a não ser por razões de marketing, no primeiro modelo da série.

A par com essa introdução a Panasonic ajustou também aspectos da ergonomia e reorganizou a relação de algumas funções. Nada de especial que mereça um comentário mais longo que este. Não é por esse aspecto que me quero perder nesta nota sobre a câmara. Até porque em uso, não senti qualquer dificuldade em habituar-me ao novo posicionamento, dado estar habituado ao que a Lumix G1, que uso, apresenta como interface.

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Vídeo publicado em conjunto com texto sobre as Lumix G2 e G10

Do que não gostei, verdadeiramente, e já o referi anteriormente e agora confirmo, é do ecrã de toque para controlo de algumas funções. Na prática “embirrei” com ele. Se o tiver activo basta um ligeiro toque no mesmo para o sensor de foco mudar de posição, o que pode significar que na altura em que vou fotografar... tenho o sensor fora do ponto que pretendo. No meu caso – e calculo que de muitos utilizadores – em que uso um único sensor, central, para foco, em vez de confiar na decisão da câmara, este automatismo é perfeitamente dispensável.  E para o ajuste de funções previsto, também não achei que tornasse mais rápidas as operações, pelo que o deixei inactivo. Claro que alguns utilizadores vão apreciar esta função – acho eu – mas isto é um teste meu, donde tenho a liberdade de dizer o que penso. E o leitor de pensar pela sua própria cabeça e de decidir qual a sua escolha que fará.

Uma nota ainda. Uso por norma o visor electrónico para focar e enquadrar. Isso significa que encosto o nariz ao ecrã traseiro (uso o olho esquerdo), donde o meu nariz mudava o ponto de foco imediatamente. A opção seria rodar o ecrã traseiro para dentro mantendo o sensor de toque activo e rodá-lo de novo para usar em outras funções. Esqueçam... Ah, e existe uma boa razão para eu preferir usar o visor electrónico, que continua a ser o melhor que já vi, mesmo se não é igual à visão de um sistema reflex: permite segurar melhor o aparelho, uma estabilidade ganha pelo apoio que o nariz e face dão ao conjunto, permitindo usar baixas velocidades de obturação sem os problemas que se encontram quando se suporta a câmara diante de nós, olhando para o ecrã.

Uma nota – negativa – para a objectiva do kit, uma 14-42mm que é na essência uma variante da 14-45mm que acompanhou a Lumix G1. Perdeu-se na massificação que o sucesso do sistema parece ter trazido o botão de controlo do sistema de estabilização e a baioneta metálica, trocada por plástico. Sorte que tenho uma original para usar pelo que não tenho de depender desta novidade.

O valor de 800 ISO é o limite aconselhado para boas fotos, se bem que 3200 possa ser usado

Em termos de fotografia e como a ilustração junto sugere, o valor de 800 ISO é o limite aconselhável em termos gerais, o que evidencia uma redução face à Lumix GF1, que me deu melhores resultados a 1600 ISO. Vá lá a gente entender o que os fabricantes fazem em modelos que surgem com quase 9 meses de diferença entre si, tendo a GF1 surgido em Outubro de 2009...

As fotos saídas da câmara estão prontas para o fotógrafo lhes dar o seu toque pessoalAs imagens saídas da câmara – JPEGS, chegam para o que se pretende -  são regra geral boas, em termos de exposição e cor. Algumas vozes discordarão da minha, clamando que uma dominante amarelada as tinge, mas nunca hei-de perceber bem do que falam. E qual a grande preocupação, com as capacidades de ajuste que temos, depois na edição? Ou alguém espera ter fotos perfeitas, sempre, saídas das câmaras?. Não faz sentido, nunca fez, nem no filme, excepto com diapositivos, que eram (tinham de ser) feitos com a medida rigorosa da luz. É-me extremamente irritante apanhar pela frente gente que me diz: a foto está tal e qual a tirei na câmara... porque isso me sugeri que a câmara tirou a foto e o operador se limitou a carregar no botão, na generalidade dos casos.

Boa exposição sem flash  e com flash (passe o rato por cima para ver o resultado)

A foto da taça de fruta com e sem flash (passe o rato por cima para ver uma e outra) é um sinal do que se pode esperar da Lumix G2, cujo flash de bordo é eficiente, como se demonstra. E se alguém quiser mais controlo, ele está todo no aparelho, e, sucessivos menus que abrem para um ror de opções capazes de envergonhar alguns aparelhos reflex de entrada. Com que esta Lumix G2 tem de haver-se quando se pensa se será realmente uma alternativa a uma DSLR. Pessoalmente acho que sim se quem compra entender os limites com que se casa. O sensor mais pequeno, mesmo se de 12 milhões de pixéis, sugere alguns limites na ampliação, e a ausência de um visor reflex a sério pode ser um constrangimento em determinadas alturas.

Conselho: pense primeiro que fotografia quer fazer e depois decida. Se quer uma reflex a sério, isto não é uma reflex a sério, ponto final. Não encontra aqui a rapidez, mesmo se o sistema AF é bom. Dito isto, eu tenho uma Lumix G1 (e a G2 praticamente só tem a mais, que me interesse o vídeo) que adoro carregar diversas vezes atrás de mim, e em que sei que posso confiar para fazer excelentes fotos... de coisas mais calmas. Noutras alturas nada pode substituir a minha reflex. Se pode aceder a essa opção, esse pode ser um caminho.

Prós: Resultados, visor electrónico (apesar de tudo), sistema óptico já existente, lógica de funcionamento

Contra: Sensor de toque, uso em fotografia de acção

 
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