Câmaras
Teste Casio EX-H15: grande zoom em corpo pequeno
- Publicado em terça, 31 agosto 2010 18:12
O aparelho que me calhou para teste, tão cedo não o esquecerei. A Casio EX-H15 cor-de-rosa que me cederam, com o número de registo S/N 42991191A é a mesma que passara dias antes pela ilha da Madeira, onde está instalado o centro de testes de câmaras da DIWA, organização a que a Fotodigital está associada.
Se o leitor que saber o que deram os resultados do teste, pode passar pelo sítio da DIWA, onde encontra todos os gráficos necessários para saber as prestações do aparelho no plano puramente técnico. Do meu lado, fora os testes de focagem, vinhetagem, e outras “coisas” que permitem avaliar o que a Casio fez num plano... mais humano, fica a experiência de uso, a análise das fotos resultantes e a noção das possibilidades, limites e fraquezas desta compacta que sucede à H10 da marca.
A cor foi o que mais atraiu as pessoas no aparelho. Onde quer que usasse a Casio EX-H15, as pessoas olhavam para a câmara... e calculo que deviam pensar que era uma estranha escolha para um homem. Talvez, mas isso não me impediu de a usar em diversas situações. De facto, entre a H15 e uma H100 que tenho por aqui para teste, e que até chegou primeiro, a H15 venceu, e enquanto com a H100 me tenho limitado quase a fazer somente apontamentos para o teste, a H15 tornou-se em companheira de algumas viagens.
A gama de aparelhos da Casio incorpora toda o habitual Best Shot com um leque de opções que configuram o aparelho para diversas utilizações, desde as mais estranhas – como um filtro de aguarela que não se parece com nada que se chame aguarela – a coisas tão úteis como fotografar à luz de uma vela, registar objectos de uma colecção ou o curioso Whiteboard, que permite corrigir linhas num quadro de projecção, coisa ideal para quem fica num canto do anfiteatro acabar com fotos como se estivesse directamente diante do ecrã. São estas coisas que me fazem acreditar que há sempre uma mais-valia em “truques” servidos às dezenas que por vezes são difíceis de aplicar eficientemente na vida real.
Estes modos predefinidos – Best Shot – são ainda, para quem os souber usar, o atalho para controlar aspectos da exposição automática da câmara. Existem sempre limitações inerentes ao facto de tratar-se de uma compacta, mas quem souber o que se esconde sob o modo de retrato pode controlar a profundidade de campo, e subsequentemente a velocidade. É somente um exemplo do muito que se pode fazer com um aparelho assim.
Uma câmara pequena, que se leva num bolso, a Casio EX-H15 dispõe, claro, do modo de auto-retrato para uma ou duas pessoas, funcionalidades essenciais para quem viaja e se quer fotografar nos locais que visita. O aparelho permite obter boas fotos através de um processo automático que evita ter de pedir a um desconhecido que nos fotografe... e vê-lo desaparecer numa esquina com a nossa máquina e... fotos. São estas coisas, volto a dizer, que justificam toda a tecnologia que é actualmente incorporada num aparelho destes.
Dito isto, a Casio EX-H15 é uma compacta portanto não se espere dela as prestações de algo maior. É relativamente rápida mas não ganha concursos de rapidez, a não ser que se baixe a resolução, e logo a qualidade, para atingir valores que parecem espantar alguns mas a mim me deixam frio. Eu não pretendo ter um Fiat em esteróides para andar como um Ferrari, prefiro ir devagar e ver a paisagem.
Consegui, mesmo assim, fotografar alguns artistas em actuação numa feira renascentista realizada recentemente na região de Sintra. Se bem que em plena actuação, porque ninguém me levava a sério como fotógrafo dada a pequenez da câmara, um espectador sem maneiras tenha furado pela multidão para se colocar mesmo na minha frente. O que serviu para provar que mesmo com uma área branca muito forte próximo a H15 continuou a medir a luz correctamente, e nem sequer distorceu a cabeça do “obstáculo”. Se bem que a mim me apetecesse torcer-lha...
O zoom de bordo, com uma amplitude de 10x, é suficiente para uso geral, com 24-240mm associados a um sensor de 14 milhões de pixéis. Sinais de aberração cromática surgem nas imagens com maior contraste e em contraluz, mas não é nada com que não se possa viver considerando o que temos pela frente. Excepto por isso a cor é boa, com o toque habitual dos aparelhos da Casio, como o leitor descobrirá se passar em revista os testes publicados na Fotodigital.
Vídeo HD presente, se bem que sem uso do zoom durante a gravação (é possível gravar segmentos com diferentes focais e depois montar tudo...), é uma nota destacada pela Casio. Aconselha-se boa luz porque em interiores o grão torna-se evidente. E já que refiro esse aspecto, é bom salientar, e novo, que não existem milagres. A gama 100-400 ISO é a mais lógica de usar num sistema destes, mesmo se os fabricantes falam em 3200 ISO. Na verdade, a partir de 800 ISO não é boa ideia pensar em depender da Casio EX-H15. A não ser que faça trabalho de detective e necessite das fotos a todo o custo.
Para trabalho continuado a Casio H15 é uma boa escolha – detective, portanto... – porque como começa a ser regra da marca, explora a capacidade da bateria usada até ao máximo. A marca fala em 1000 fotos até mudar de bateria e teve mesmo um teste oficial realizado com a H10 que provou isso mesmo. Em uso real, com o utilizador a espreitar as fotos no ecrã, a mostrar aos amigos, num eterno “chimping”, é pouco provável que o valor se mantenha. Mas isso é a vida real e o que posso dizer depois de a usar durante alguns dias é que a bateria dura que se farta. E por cerca de 250 euros a câmara é uma pechincha na sua classe.
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Prós: Relação qualidade/resultados, facilidade de uso, amplitude de zoom Contras: Nada de especial |











































































