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Conversor Kenko "aumenta" EF 70-300mm
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- Publicado em 18-01-2011
A nova 70-300mm da Canon não pode ser usada com os conversores de focal da própria Canon, mas há quem encontre na Kenko uma solução, se bem que não tão linear que se aconselhe a toda a gente. Pode tornar-se numa dor de cabeça.
A Canon indica razões de ordem física para essa incompatibilidade e presumi que, a ser assim, se trataria de um problema de dimensões, dado que o elemento traseiro deste 70-300 é mais curto do que noutras objectivas da série L. Isso poderia impedir a colocação de um conversor. Confesso que não tenho um conversor da Canon ou outro para experimentar, pelo que, mesmo deixando em aberto a ideia de a limitação poder estender-se a outros, não tinha oportunidade de confirmar. Daí ter deixado alguma dúvida no ar.
Um leitor Amigo da FD fez-me chegar entretanto nota de que há quem esteja a usar o conversor da Kenko, a versão de 1.4x, em conjunto com esta objectiva. O resultado é, na focal mais longa, uma 420mm f/8 (ou uma 672mm f/8 num corpo APS-C se a gripe que tenho não me baralha a matemática...). É uma solução sedutora para alguns, até porque os conversores da Kenko são apontados como uma boa escolha por muita gente.
Pessoalmente não sei, porque só usei conversores há quatro décadas atrás, quando tive a minha primeira reflex e uma objectiva de 50mm... depois seguida de um duplicador de focal. E em anos recentes numa curta experiência com a minha 100-400mm e os conversores da Canon. A conclusão a que cheguei é que... era preferível não os usar. Efectivamente, o ganho em distância focal trazia por junto o desaparecimento do autofoco, que se desliga quando o sistema sente que o diafragma em uso é superior a f/5.6.
Esse valor de corte é mais alto nos aparelhos da série 1, que mantém o AF activo até f/8, o que seria a solução aqui, mas com corpos APS-C a primeira limitação é o diafragma. Nas objectivas compatíveis com teleconversores é possível tapar com fita isoladora três pinos do bloco de comunicação de dados, e iludir a câmara a pensar que está a usar uma objectiva a f/5.6. É possível... mas tem como resultado que o AF é incerto, lento e necessita de muito boas condições de luz e contraste para efectivamente funcionar. A minha experiência com os conversores 1.4 e 2 x da Canon na 100-400mm levou-me rapidamente a desistir da ideia de usar qualquer um deles regularmente. Prefiro ampliar a imagem no computador se for caso disso. Ou aproximar-se se puder.
Efectivamente, os conversores de focal foram concebidos para uso com objectivas fixas e diafragmas de f/2.8 ou f/4 no limite, altura em que funcionam a preceito e são uma mais valia. As pessoas têm dado a volta ao sistema e os resultados obtidos em alguns casos são suficientemente bons para que a ideia do uso desta solução se propague, mas existem condicionantes ao seu uso.
A própria Kenko indica, no que respeita o seu Teleplus Pro 300DGX, que ele foi concebido para focais fixas entre 100 e 500mm, apesar de poder ser aplicado em zooms, e que um diafragma de f/2.8 é aconselhado para operação eficaz do conversor de 2x. Com menos luz, indica a Kenko, torna-se necessário focar manualmente. A versão de 1.4x é indicada para aberturas de f/4 ou mais luminosas. O que quer dizer que a sua aplicação na objectiva 70-300mm da Canon e na focal mais longa é já uma experiência fora dos parâmetros aconselhados.
E a Kenko sinaliza mesmo que os seus conversores funcionam tal e qual os da Canon em termos de análise das condições. Quer isto dizer que se o cálculo da abertura efectiva da objectiva e teleconversor indicar um valor superior a f/5.6, o conversor da Kenko desliga o AF. E o acessório da Kenko não funciona, de todo, na EOS 350D.
Nos fóruns surgem, entretanto, sinais de que apesar de funcionar, o conversor da Kenko obriga a alguns exercícios, como o ajuste da microfocagem presente nas modernas câmaras, obrigando ainda a refazer toda a informação sempre que se retira o conversor. É um sinal evidente de que estas soluções são sempre para uma fatia exclusiva de utilizadores, e que a generalidade dos utilizadores fará bem em manter-se afastado de soluções que podem criar mais dores de cabeça do que esperam e que podem em última instância danificar-lhes o sistema. Os exemplos dos problemas dos teleconversores da Sigma em certas combinações e mesmo os problemas que levaram à “actualização” do firmware desta geração de conversores da Kenko sugerem algum cuidado no casamento. Mas cada um sabe de si.








































































