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Arco-íris de luz: teste aos filtros da Rogue
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- Publicado em 23-11-2011
Os filtros de cor pareciam ter deixado de fazer sentido, mas estão de volta em força, muito por causa do uso crescente de flashes por muitos fotógrafos. Os novos conjuntos Rogue Gels da ExpoImaging são um bom exemplo, a um preço acessível.
Com a introdução da fotografia digital os filtros pareciam estar condenados e com eles as empresas fabricantes. A possibilidade de efectuar correcções de cor na câmara, através do Equilíbrio de Brancos, e de no computador ajustar praticamente tudo, tornava dispensável a aquisição de muitos filtros. E mesmo os efeitos especiais presentes em muitos pacotes de software liquidavam, aí provavelmente com mais certeza, marcas como a Cokin.
Apesar desse cenário e de um período de tempo em que os filtros, expecto para aplicações profissionais, pareciam esquecidos, assistu-se a uma recuperação continuada de alguns, como os de densidade neutra e graduados, que permitiam e permitem fazer coisas que dificilmente se conseguem obter no computador. Efectivamente, fotografar o movimento numa queda de água com uma longa exposição é, por exemplo, algo que não se pensa reproduzir no computador. Ou pessoas movendo-se numa praça ou rua durante uma exposição de segundos.
Mas os filtros coloridos pareciam fora deste jogo. Até que a descoberta do uso do flash por cada vez mais fotógrafos (em mantenho um workshop de flash que pode ser dado a nível pessoal) tornou cada vez mais interessante o uso de filtros. Filtros coloridos, que permitem mudar fundos sem muito trabalho ou investimento, filtros que permitem equilibrar cores em busca de fidelidade ou, noutro extremo, mudar realidades.
É assim que os fotógrafos estão a descobrir a aventura de usar filtros, brincando com flashes transformados em sóis portáteis, e no arco-íris de uma caixa de filtros. Por isso mesmo a ExpoImaging criou um arco-íris portátil.
Devo confessar que demorei algum tempo a escrever este teste porque, tal como uma criança que quer brincar com um brinquedo novo mas tem pena de estragar a bonita embalagem onde o receber, também eu fiquei a cismar, ante a embalagem de filtros que a ExpoImaging me enviou, muito pouco interessado em desfazer tão imaculada apresentação. De facto o que impressiona logo que se abre as bolsas destes acessórios é a arrumação metódica do conjunto. É como que uma delicada peça de origami que sabemos não conseguir devolver ao formato original depois de a abrirmos.
Portanto, passei alguns dias a olhar para as duas bolsas almofadadas sem saber bem o que fazer. Espreitei para o interior, admirei a organização dos separadores das diferentes classes de filtros ou gelatinas, peguei num ou dois filtros, para confirmar que tinham toda a informação escrita na superfície. De facto os Rogue Gels têm todos a indicação do nome do fabricante das gelatinas, a britânica LEE Filters, assim como o valor em f/stop que absorvem e, sempre que apropriado, a indicação da temperatura na escala de cor Kelvin e o ícone correspondente no equilíbrio de brancos da câmara. Analisei tudo e arrumei os filtros no lugar, como soldados na formatura, e fiquei a pensar se realmente teria coragem de começar a dobrar e vincar aqueles pedaços de gelatina.
Finalmente decidi-me e agora tenho filtros que mostram sinais de uso, mas estou contente por o ter feito. Uma coisa é usar pedaços de plástico colorido para modificar as cores, a outra usar filtros que têm o nome LEE Filters gravado neles. A empresa britânica famosa pela qualidade dos seus filtros, usados por profissionais, assina estas gelatinas, numa nova área de negócio em que parece estar presente agora: produzir filtros para empresas como a ExpoImaging. É disso que se trata quando falamos em Rogue Gels: filtros LEE usados em conjunto com os acessórios cocnebidos pela ExpoImaging para a sua linha de produtos Rogue.
A ExpoImaging criou dois conjuntos, o Universal Lighting Filter Kit e o Lighting Filter Kit for Rogue Grid. O primeiro é para usar na cabeça de flashes de diferentes marcas, através de uma elástico que premite uma fácil adaptação das gelatinas. O segundo é para usar com os acessórios Rogue Grid, que permitem criar efeitos de luz, com pequenos flashes, como os presentes em cabeças de iluminação para estúdio.
Ambos os conjuntos oferecem uma selecção de 20 filtros cores dinâmicas e para correcção que ajudam a criar diferentes efeitos em fotografia. Cada conjunto inclui 14 gelatinas de efeitos de cor, cinco de correcção e um de difusão. Uma colecção de vermelhos, amarelos, azuis e verdes para dar força a imagens e criar atmosferas ou simples filtros de correcção, para equilibrar as cores entre o flash e a luz ambiente, estão ao alcance dos utilizadores.
Não me vou debruçar sobre a forma de utilização destas gelatinas, as fototgrafias publicadas sugerem algum do potencial, de retratos quase tradicionais a efeitos onde a imaginação fica à rédea solta. Mudar as cores do fundo rapidamente sem ter de trocar de fundo, modificar a luz que banha o primeiro plano num simples gesto, são opções permitidas por estas gelatinas. E ninguém se pdoe queixar de ficar arruiando para as comprar: o conjunto universal custa 29.95 dólares enquanto o para o Rogue Grid somente 27.95 dólares. De facto o preço é tão acessível que me pergunto se não devo comprar dois conjuntos só para ter, imaculados, na embalagem original. Uma espécie de "pode ver mas não pode tocar".








































































