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Canon Speedlite 430 EX II: o melhor flash
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- Publicado em 07-12-2011
Apesar de parecerem iguais, as três unidades de flash Canon deste comparativo são diferentes. Representam três gerações e em teste revela-se que a evolução é, também, uma boa razão para comprar um flash novo. Mas nem sempre pela ordem que a evolução cronológica sugere.
Se, como muitas pessoas que usam câmaras Canon há algum tempo, possui um flash Speedlite 420 EX, já deve ter entendido que a unidade, lançada há alguns anos, é tudo menos uma boa escolha nesta altura. Não me vou debruçar aqui sobre a potência deste flash em comparação com os outros dois referidos neste artigo, o 430 EZ e o novo 430 EX II. Efectivamente, em termos de potência estamos a falar de unidades muito semelhantes, em que o número de referência indica, por norma, o número guia (42).
O Speedlite 420 EX representou, na altura do lançamento, a oferta mais indicada para amadores avançados que não pretendiam gastar dinheiro nas unidades "profissionais" da Canon. Funcionando com o sistema de E-TTL da marca era uma solução prática, acessível e portátil, arrumando-se em qualquer lado. É-o ainda hoje, mas sofre de dois problemas: não dispõe de opção de compensação da exposição e não oferece modo manual. A falta de LCD sugere isso mesmo. De facto tanto o velho 430 EZ como o actual 430 EX II possuem LCD.
A falta do modo FEC ( Flash Exposure Compensation) no 420 EX era um problema parcial, porque muitas das câmaras reflex da Canon dispunham de forma de controlar o flash, mas no caso de um dos aparelhos mais populares da Canon, a EOS 300D, o casamento com este flash era uma infeliz escolha: a câmara não permitia controlar a exposição do flash. Era um tudo ou nada, quero dizer ou use usava o E-TTL e confiava na inteligência do dito ou não havia nada a fazer. Era impossível ajustar parâmetros da exposição.
É evidente que para muitos, na altura, isso nem seria importante. Os profissionais compravam unidades mais sofisticadas, o 550EX e o 580 EX, que ofereciam todas as funções, e o flash, para os amadores, era sobretudo usado para iluminar quando a luz faltava. É estranho, contudo, que a Canon tenha andado de cavalo para burro ao passar da família EZ de Speedlites, do tempo do filme, para a gama EX que haveria de associar-se ao digital.
Efectivamente, o meu velho Speedlite 430 EZ - na foto "amarrado" com fita adesiva para se manter inteiro - já oferecia compensação da exposição, numa faixa de +/- 2EV, mesmo se era uma unidade de TTL à moda antiga, com limitação de sincronismo a 1/250 ou o que a câmara desse e nada das opções de High-Speed Synch. E dispunha de um modo manual que permite ajustar a potência até 1/32, através de um painel de controlo - LCD - que desapareceu totalmente no 420EX, num sinal evidente de que a Canon fez este flash para uma geração... "E-TTL dependente". E claro que não é "slave" de coisa alguma, pelo menos a forma que actualmente entendemos essa ligação entre flashes da Canon.
Actualmente, com a redescoberta de todas as potencialidades do flash - se o tema lhe interessa dou workshops que tornam fácil usar o flash, do integrado a externos - uma unidade como o 420 EX é uma má aquisição. E é isso que me levou a decidir escrever este artigo. Algumas pessoas têm-me perguntado se é uma boa escolha comprar um 420 EX em segunda mão. Não, não é, lamento. Sobretudo se existe interesse em explorar criativamente o uso da luz de flash.
Independentemente do que a Canon venha a lançar no futuro - e fala-se de unidades com comunicação via rádio integrada, por exemplo - o Speedlite 430 EX II é a melhor aquisição que alguém pode fazer neste momento, porque é, efectivamente, um flash que emula a generalidade das funções do 580 EX II - excepto o controlo de outras unidades - num pacote mais pequeno e perfeitamente lógico para a generalidade dos utilizadores e utilizações.
Associado a um flash como o 580 EX II, o 420 EX permite alguma forma de controlo da exposição, mas unicamente em E-TTL, outra limitação que desaconselha a sua compra. É evidente que para quem só usa o flash quando a luz falta, pode ser suficiente, mas quem pretende explroar vias criativas e usar, por exemplo, sistemas de disparo remotos via rádio, como os da Phottix, marca que aconselho pela excelente relação qualidade preço, vai descobrir que se optou pelo 420 EX entrou num beco sem saída. De facto, como os sistemas actuailmente disponíveis, Atlas e Strato, funcionam em manual, o 420 EX acaba por disparar sempre com a potência máxima, incontrolável. É para esquecer...
Nesse campo o "velho" Speedlite 430EZ acaba por funcionar melhor, sendo essa a razão porque o recuperei da prateleira onde o arrumara por não "falar" com as actuais câmaras. Se tem um e pretende usar sistemas da Phottix, limpe-o bem e use-o. Mas se o que pretende é um flash barato para usar em modo manual, existem soluções independentes que deve espreitar. Afinal, o 430 EZ é uma velharia que eu só mantenho em uso porque se dá perfeitamente bem com os meus disparadores via rádio da Phottix.
O flash 430 EX II é, portanto, a melhor escolha do momento, sobretudo se não necessita da potência de uma unidade maior. Associado a uma câmara da moderna geração, a EOS 7D, a EOS 60D ou a EOS 600D, pode ser controlado, sem fios, a partir da câmara, graças à inclusão pela Canon, finalmente, de um sistema de controlo remoto como o ST-E2 nos seus aparelhos fotográficos. Essa comunicação por infravermelhos é já um passo no sentido da liberdade criativa, porque permite ao fotógrafo posicionar o flash num ponto longe da câmara, para criar luz mais interessante. Temos, portanto, que o 430 EX II pode ser usado na câmara, também com um cabo de extensão - a Phottix tem um excelente cabo alternativo ao da Canon - que dá alguma liberdade e por vezes é a melhor solução no momento, e, quando se necessita de maios opções, associado a um sistema de disparo via rádio da Phottix.
Adquirir o Speedite 430 EX II é, de facto, uma espécie de 3-em-1. O flash serve para todos os fins tal como é apresentado e ganha sofisticação extra quando associado a um sistema de disparo como o Phottix Atlas ou Strato. Ou, para os mais ambiciosos, o novo sistema Odin. Isso justifica a minha ideia de que esta é a melhor escolha se pretende comprar um flash. Em vez de correr a comprar a unidade mais cara da Canon, para controlar flashes externos, invista no Speedlite 430 EX II e com o dinheiro restante aposte num Phottix Atlas ou o Strato. Terá, com um único ponto de luz, todas as condições para fazer melhor fotografia. Com flash.








































































