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Phottix Odin: controlo por rádio para o seu flash!
- Publicado em Terça, 13 Dezembro 2011 11:31
Apresentado como exemplo da nova geração de disparadores via rádio para flash, o Phottix Odin excede as expectativas criadas, oferecendo oportunidades únicas de controlo criativo da luz aos fotógrafos.Eis o essencial do sistema.
A generalidade dos fotógrafos usando sistemas de controlo via rádio continuam a usar sistemas como o Phottix Atlas, que eu próprio uso, como forma de solucionar as limitações da comunicação por infravermelhos que é regra nos sistemas proprietários das marcas.
Existem duas limitações evidentes nos sistemas via rádio disponíveis e mais populares: o limite do sincronismo do flash com a câmara, que se fica no valor "normal", na esfera dos 1/250 e a necessidade de trabalhar com o flash em manual. É evidente que existem sistemas que vão além disso e que permitem fazer TTL, mas custam mais do que muitos querem - podem - pagar e não estão isentos de alguns problemas, como sucede com os PocketWizard para Canon, em que as frequências criam interferências.
Ao avançar com o projecto de um sistema de controlo via rádio capaz de resolver todas essas questões a Phottix sabia ter pela frente uma tarefa complicada. Pelo caminho ficou a ideia de produção do sistema para Nikon, pelo menos por ora, mas o sistema Phottix Odin para Canon é uma realidade. Apresentado inicialmente sob o nome Helios, o disparador via rádio da Phottix ganhou o nome do deus do panteão nórdico na fase final. Ora se Odin é o deus principal naquela mitologia, talvez o sistema da Phottix queira colocar-se em igual posição no que respeita a iluminação por flash.
Um primeiro contacto com o Odin durante os últimos quatro dias permite-me dizer que provavelmente é mesmo de um lugar de destaque que estamos a falar quando se refere o Phottix Odin. As experiências levadas a cabo demosntram que este sistema não tem igual, mesmo sem pensarmos no preço que é bem mais aliciante do que o de sistemas do mesmo tipo. E aparentemente sem qualquer problema de funcionamento.
Aconselho o leitor a passar uma vista de olhos pela informação disponível no website da Phottix se pretende os números e a ficha técnica. Aqui prefiro passar em revista as minhas experiências com o sistema, e as consideraçõas que fui tecendo ao longo de alguns dias de uso. Existem efectivamente novidades, mesmo em relação ao que já escrevi antes aqui, e são boas notícias que interessarão a muitos.
O quadro que apresento junto evidencia, para quem o saiba ler, as múltiplas opções de controlo que a unidade Odin TCU (Trigger Control Unit) permite. De TTL a manual, com sincronismo a alta velocidade (1/8000 na minha EOS 50D), segunda cortina, etc, tudo pode ser feito a partir daquela "consola" de controlo das unidades de flash em uso. Basta ter os correspondentes receptores associados a cada flash e tudo funciona sobre rodas.
Fiz uma sequência de uma vintena de imagens com diferentes definições, usando o meu Homer barrigudo. Só mostro uma imagem, como referência, mas foi com base na série que foram realizadas as fotos ilustrativas das opções. Para o resto usei outras imagens que sugerem o tipo de utilizações que dou aos flashes e onde a necessidade de sistemas de controlo remoto são regra.
Estou familiarizado com o uso do sistema Phottix Atlas, de que publiquei diversos exemplos aqui na FD, por isso calculo que o Odin vá funcionar da mesma forma em longas distâncias, algo que enho de confirmar em fotografia em exteriores, um desdtes dias. Mas aqui debrucei-me sobretudo sobre outros aspectos, porventura mais importantes, para a escrita deste artigo.
A confirmação de que podia usar sincronismo de alta velocidade, que abre uma série de opções de trabalho, é um bom sinal na descoberta do Odin. Funciona perfeitamente. De seguida, e como este sistema existe para Canon - por ora só mesmo para Canon - e diz-se compatível com todos os flashes, quis entar a sorte com um velho Speedlite 430 EZ que ainda uso, em modo manual (claro!) com os disparadores Atlas. É evidente que não há milagres e a nota da Phottix de que o Odin se dá com os flashes das DSLR é o sinal. O Odin não consegue controlar o zoom do flash ou sequer a potência, algo que não me surpreende dado que o 430 EZ é uma velharia. Mas mesmo se tenho de ir até ao flash para ajustar essas coisas, o Odin faz algo que é agradável: consegue acordar remotamente o flash quando ele entra em hibernação, o que é importante dado que o 430 EZ se remete para esse estado muito rapidamente e não existe forma de o programar poara não o fazer. Portanto, o Odin poupa-me alguns passos depois de ter tudo ajustado e no lugar. Ah e o 430 EZ até funciona em high speed sync!
A melhor das surpresas é que, afinal, com o Phottix Odin, o meu flash Speedlite 420 EX, de que aqui falei recentemente apontando-o como uma má escolha para sistemas de rádio manual, como o Atlas, ganha nova inteligência com recurso ao Odin. Efectivamente, embora funcione com o Speedlite 580 EX II em modo E-TTL, o 420 EX não funciona em modo manual e não permite o ajuste manual do zoom. Porém, ligado ao Odin não só permite ajustar o zoom da cabeça como deixa que o controle em modo manual a partir de 1/1 para baixo. Além de funcionar em modo TTL com controlo da relação de potência entrte os grupos A e B. Isto significa que quem tem um 420 EX que não sabe como há-de usar com sistemas de rádio mais simples pode elevar o flash à condições de unidade - ainda - mais inteligente se adquirir um sistema Odin para o controlar.
Efectivamente, mesmo quem só tem um 420 EX pode descobrir novas formas de o controlar, que nem com o 580 EX II ou o ST-E2 são possíveis, com este acessório da Phottix. Por agora não existe nada melhor no mercado e com igual relação qualidade/preço.
O controlo do Odin é de uma simplicidade estarrecedora, sobretudo quando se está habituado a usar unidades de flash. A unidade de controlo funciona como um ST-E2 ou um flash quando é colocada na sapata no topo da câmara, mas é mais fácil de programar e oferece mais opções. A interface do TCU é lógica e nem sequer é necessário usar o manual para entender como funciona. A leitura do manual é essencial para firmar na consciência que se deve desligar sempre os elementos deste conjunto - flashes, câmara e Odin - quando se trocam coisas, para evitar problemas e para se entender que o Odin "aprende" com o disparo inicial as condições em cada momento, mas é dispensável para o funcionamento normal.
Depois desta experiência posso escrever que o Odin é o melhor sistema disponível no momento e concordar com a Phottix quando diz que o Odin nos liberta de sistemas proprietários de controlo de flash. Quero continuar a explorar as possibilidades mas para já descobri coisas que não podia fazer com os meus flashes Canon dentro do próprio sistema Canon.
A Phottix diz ainda que este sistema vai fazer com que os fotógrafos deixem de usar o modo manual tantas vezes mas disso não tenho tanta certeza. De facto sinto que este sistema torna ainda mais divertido usar o manual. Sinto-me como um titereiro a controlar tudo da sombra...
Uma critica feita ao Odin é a falta de uma luz auxiliar de focagem. No meu caso não lhe senti a falta e desde que os flashes não estejam escondidos dentro de softboxes ou atrás de difusores e apontem na direcção do motivo, o problema pode estar resolvido... desde que se active nos flashes, antes de os integrar no sistema, esse auxiliar de foco. Mas por norma, mesmo com pouca luz, não costumo ter problemas a focar.
Uma nota final: todos os que têm escrito sobre o sistema são unânimes em afirmar que a exposição em modo TTL é a melhor alguma vez vista em sistemas deste tipo. Assino por baixo e acrescento que além disso este sistema é o mais "amigo do utilizador" em que peguei nos últimos tempos. E os resultados também são... amigos do utilizador.
O meu conselho? Compre o kit composto pela unidade TCU e um receptor. Com esse conjunto pode começar a fazer coisas interessantes. Este é o melhor investimento se quer mesmo usar o seu flash para mais do que iluminar o escuro. Ah e se precisar de algumas explicações, eu tenho um workshop de flash que pode ser dado a nível pessoal. E em que se tiver Canon pode sempre experimentar estes acessórios - e outros - de iluminação.









































































