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Flash via rádio: Canon reincide
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- Publicado em 17-01-2012
A Canon continua apostada em usar rádio nos seus flashes, e as patentes que vão surgindo sugerem que isso pode estar mais próximo de suceder do que alguns pensam.
A apresentação de uma nova patente da Canon na esfera dos flashes controlados via rádio é um sinal evidente de que a marca prepara algo, sobretudo quando se pensa numa próxima substituição do seu topo de gama, o Speedlite 580 EX II.
Mas olhando para as imagens do documento da patente a ideia que fica é que essa mudança pode começar por baixo, no segmento mais popular, onde será, provavelmente, mais fácil experimentar, sem problemas de compatibilidade, um novo sistema. De facto, ao avançar com um sistema deste tipo a Canon tem de pensar na compatibilidade entre novo e velho, e isso pode obstar a que os profissionais troquem de um momento para o outro toda a sua iluminação, em que alguns investiram muito dinheiro.
Convencer os amadores, de que muitos estão agora a descobrir as vantagens do flash e do flash usado fora da máquina, a investirem em pequenas unidades em conjunto com as suas novas câmaras pode ser um bom passo para depois chegar aos profissionais. A Canon já tem ensaiado tecnologias em aparelhos de entrada que depois leva para os modelos mais acima na gama, pelo qe nada disto é novidade.
O sistema apresentado na patente 2012-2984 disponível para consulta na Japan’s Industrial Property Digital Library e referido numa página da web onde este tipo de patentes é publicado é um sinal de que esse pode ser o caminho. A descodificação do documento no tradutor do Google não é muito elucidativa, deixando a ideia de que se trata de um conjunto de câmara e flash que comunicam via rádio, dispensando até a existência de uma sapata de flash no topo do pentaprisma, o que deixaria espaço livre para outras coisas... como um microfone para gravação de som, por exemplo... ou um simples sistema de disparo remoto.
O texto parece indicar que se trata de comunicação via rádio a curta distância e gerida de modo a emparelhar flash e câmara para que diferentes fotógrafos possam trabalhar no mesmo loal sem dispararem os flashes uns dos outros. É algo que já se usa em sistemas via rádio, com canais, resta saber se a Canon empregará o mesmo método no seu sistema.
O que quer que seja, os diagramas continuam a surgir, numa sugestão evidente de que sistemas como o Odin da Phottix, que permite total controlo de flashes do sistema Canon (e dentro de algum tempo Nikon) em TTL ou Manual veio acelerar o passo aos fabricantes de câmaras, que não querem perder o controlo da emissão de luz das suas unidades de flash. Aliás, se a Canon criar um novo sistema de flash via rádio, a compatibilidade com as unidades antigas pode, eventual e desejavelmente, ser feita através de módulos acopláveis aos flashes, como a Phottix faz com o Odin.
A introdução de um sistema de comando de flashes externos na EOS 7D, que iniciou, mesmo que usando impulsos de luz, uma técnica que faltava no reportório da Canon há muito, e que outros fabricantes já haviam aplicado, parece, afinal, ter sido não um destino mas um apeadeiro de um percurso que a marca quer levar mais longe, avançando para uma forma de controlo que elimina de uma vez por todas as limitações dos sistemas convencionais em que os flashes têm de ver-se entre si ou ver a unidade de comando.
A unidade Speedlite 270EX, a mais pequena da família Canon, podia bem ser a base de um sistema deste tipo, se bem que, se funcionar em pleno, o sistema rapidamente atraia a atenção de amadores que exigem mais potência e versatilidade. Mas efectivamente mesmo um pequeno flash deste tipo controlado por rádio pode fazer maravilhas pela fotografia de cada um. A capacidade de o colocar onde se pretende - montado, por exemplo, num grampo NastyClamp de que já falei aqui, ou num JustinClamp da Manfrotto, ambos acessórios que uso, elimina os problemas da distância e da potência em muitos casos. E com um sistema via rádio para controlar a luz, o limite é quase só a imaginação de cada um.
Se considerarmos que o uso criativo do flash sofreu nos últimos anos uma rápida evolução - o meu workshop de flash, que pretende levar as pessoas a deixarem de recear o flash, aprendendo através de alguns truques simples a usá-lo muitas mais vezes é disso exemplo - é natural que as marcas se interessem pelo desenvolvimento de tecnologias cada vez mais capazes. Afinal, passámos de uma situação em que todos queriam luz natural para um plano em que os fotógrafos amadores querem um, dois três ou mais flashes. Há uma oportunidade de negócio que não pode ser perdida. E sem fios, por rádio, é ainda melhor!








































































