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Teste: Panasonic Lumix G Fisheye 8mm f/3.5
- Publicado em Terça, 10 Agosto 2010 17:07
Uma das derradeiras objectivas da Panasonic testadas ainda através da Sonicel, a 8mm olho-de-peixe da gama Lumix é uma aventura fora dos percursos habituais da fotografia. Sinal dos desafios que a marca parece ter-se colocado nesta viagem. Não é uma objectiva para todos, mas quem a souber usar pode descobrir que o mundo afinal é mesmo redondo...
É pouco provável que muitos saibam o que fazer com uma objectiva olho de peixe depois de passado o entusiasmo inicial de distorcer caras de familiares e dar ao mundo uma forma estranha. Saliente-se, portanto, o risco calculado que a Panasonic terá decidido tomar ao fazer uma óptica que não servirá a muitos, mas que aos que a apreciem pode dar uma viagem pelos limites da exploração visual.
Essa opção sugere também que a aposta da Panasonic vai, evidentemente, além do amador que quer subir da compacta para um sistema melhor, o Micro Quatro Terços, mas continuar a fazer instantâneos. Aqui, com a Lumix G Fisheye 8mm f/3.5 a história é outra! Para os amadores avançados com dinheiro extra no bolso e vontade de explorar o MFT (Micro Four Thirds) a ampliação da panóplia de objectivas com soluções como esta parece ser o garante da seriedade da linha.
Um olho de peixe é uma objectiva grande-angular no plano mais extremo dessa cobertura de campo focal. Uma objectiva destas distorce as linhas de uma forma única, sempre que se deixa de alinhar o horizonte com o eixo central da dita. Alinhada, a objectiva apresenta uma representação “quase” normal do mundo, excepto pela grande amplitude focal – neste caso 16mm se comparado com o 35mm que nos serve sempre de referencial – e o que pode ao aspecto de elementos muito próximos da objectiva, mas desvie-se um pouco esse eixo e a curvatura aumenta até ganhar formas que são tudo mesno as que estamos habituados a olhar/ver.
Existem dois tipos de objectivas olho-de-peixe: as que nos dão uma visão circular do objecto fotografado, por isso mesmo designadas circulares, que resultam em fotos circulares que preeenchem somente o centro do fotograma, e as “diagonal fish-eye”, que acabam por ser as mais úteis, por apresentarem um ângulo de visão diagonal de 180 graus e cobrirem a totalidade do fotograma.
A 8mm da Lumix é deste último tipo, o que significa que se podem obter fotos quase normais – como se prova ao longo deste texto – com ela, mas que quando desejado se pode entrar num outro mundo. Pequena, de aspecto robusto, a 8mm da Lumix tem praticamente a dimensão do zoom 14-45mm da marca, com 61mm de comprimento, 165 gramas de peso e capacidade de foco a 10cm. Torcendo até mais não tudo o que fica assim tão perto...
Com um preço – 800 dólares - que não sugere uma compra por impulso, a Lumix G Fisheye 8mm f/3.5 é uma escolha que tem de ser ponderada face à 7- 14mm f/4.0 da marca para o sistema Micro Quatro Terços. Efectivamente, para muitos utilizadores, aquele sistema fará mais sentido – o preço é de cerca de 1140 euros - com a vantagem de oferecer uma variação focal que vai dos 14mm aos 28mm (face ao 35mm de referência). Mas essa é efectivamente uma escolha pessoal que depende do que se pretende obter em termos de resultados, porque os resultados são muito distintos. A cobertura do zoom em termos de ângulo de visão é de somente 114 graus contra os 180 graus da 8mm com que a Lumix acena agora aos fotógrafos.
Em uso a objectiva é simpática se bem que, como já escrevi, limitada. Há efectivamente que aprender a tirar partido das suas especificidades para se conseguir obter fotos “normais”. Claro que se o que se pretende é construir um portfolio exótico, esta pode ser a peça obrigatória no saco. Em termos ópticos é provavelmente um dos melhores acessórios que a marca produziu, numa justificação evidente do custo de aquisição. Saiba quem a adquire saber onde a usar.
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Prós: Qualidade, efeitos possíveis
Contras: Limitação de uso |










































































