Prática
Quando é que a edição em Photoshop é excessiva?
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- Publicado em 09-11-2010
Quando é que o uso de Photoshop na edição fotográfica se pode tornar exagerado? Existem múltiplas "regras", sugestões e "religiões" em relação a este tema, mas poucas são tão reveladoras como um documento em pdf que o leitor pode obter na web. É, claro, uma leitura longa e que deve ser tomada com... um sorriso.
Os limites à edição com Photoshop são algo que preocupa todas as pessoas. O exagero na edição de algumas fotos que diariamente nos são colocadas diante dos olhos, através de diferentes meios, veio criar uma noção da necessidade de definição de regras. A pergunta do que é uma imagem real e quanto ela pode ser ainda considerada real após a edição no computador, continua a ser tema recorrente de pessoas com que falo, e surge amiúde nos participantes dos meus workshops.
Curiosamente as pessoas têm uma noção de que o que capturam na câmara é a realidade, esquecendo-se de que a partir do momento em que definiram o enquadramento, a foto já é uma visão alternativa, a sua, da realidade. Ficam depois preocupadas com o limite que devem dar a uma possível edição, receando perder a verdade.
O que lhes digo e é a minha filosofia é que as fotos podem ser mais ou menos editadas consoante o destino que terão. Enquanto em trabalho jornalístico se devem excluir alterações além dos ajustes essenciais de cor, brilho, exposição e algum reenquadramento face ao espaço final da imagem (será um crime organizar com desenvolvimento vertical uma foto que foi tirada horizontalmente? Eis uma pergunta interessante para deixar no ar...), numa foto editorial para ilustrar, por exemplo, o ambiente mágico de um determinado monumento, isso pode ser esquecido.
Os limites devem ser impostos por cada um com base nesses distintos destinos das fotos. É uma regra por que me pauto e se pessoalmente não sou apologista das fotos criadas em computador - o pdf de que falo refere esses aspectos de forma humorística... - nada me impede de, como sucede com a minha série "planetas", de que uso aqui uma imagem de trabalho, partir da realidade para construir algo que suporta a mensagem que pretendo passar. Afinal, quando estamos a colocar uma série de filtros diante da objectiva para obter determinado efeito estamos a mentir... E mente igualmente quem salienta o branco dos olhos nas figuras humanas em fotos a preto-e-branco. Mas essa intensidade que o contraste cria ajuda a transmitir uma mensagem.
Mas divago. Volte-se portanto ao tema desta nota, que serve para divulgar o pdf sobre quando podemos ter entrado no uso abusivo do Photoshop. Siga o link e a partir dali obtenha o documento. Depois divirta-se, leia.o, guarde-o e... volte ao Photoshop com uma redefinição das regras que por certo o ajudará a ver mais claramente que o programa é um valioso auxiliar e que os exageros a existirem se devem a uma elemento só: o utilizador.











































































