Prática
A importância da abertura para VER melhor
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- Publicado em 29-04-2011
O exercício final de uma das aulas do meu curso de fotografia em quatro lições tem sempre por alvo o "meu amigo" modelo, sempre prestável para os alunos treinarem algo que acho essencial no catálogo de um qualquer fotógrafo: a escolha de uma boa abertura.
As fotos dizem tudo, acho eu. É sempre com este modelo paciente q.b. para todos os exercícios que desafio os partiipantes nesta aula específica, em que só falamos de diafragmas e o que fazer com eles. É verdade, após um diaporama introdutório e uma explicação da teoria essencial (uma abertura é um buraco por onde a luz entra e blablabla...) passamos quatro horas a fotografar, só pensando em aberturas. Para mim a abertura é efectivamente uma "abertura" para uma outra forma de VER,
Eu sei - e todos sabem, espero -, que a abertura funciona com a velocidade para controlar a luz que entra, e que a abertura também afecta a profundidade de campo. Sim. Mas o que me interessa é a capacidade que esse mecanismo tem de nos deixar VER para lá do que os olhos vêem.
Efectivamente, o que mais me interessa é saber o que é que o controlo da abertura pode fazer pela fotografia. Pode torná-la distinta da realidade. De facto, nós não conseguimos ver como a câmara vê. De alguma forma vemos melhor, porque nos adaptamos às situações (mais luz, menos luz. etc) mas a câmara permite-nos VER de uma forma que o olho humano não consegue e é isso, muitas vezes, que torna a fotografia tão apelativa. Saber controlar a abertura para criar esses efeitos é a chave para fazer fotografias diferentes. E tudo isso não requer conhecimentos especiais, somente a capacidade para entender a mecânica e a partir daí usá-la para criar visões novas, conjugando a posição dos diferentes elementos no espaço enquadrado.
É aí que reside o segredo do uso dos diafragmas. É isso que tento explicar nesta lição prática do "curso" de fotografia contempaltiva concebido para resolver as questões essenciais da fotografia das pessoas que querem da fotografia um hobby ou refúgio do quotidano. E após algumas horas de treino intenso das mais variadas situações, eis que os meus alunos podem usar o modelo da foto, sempre numa pose que ajuda a jogar com essa capacidade única da fotografia de nos dar imagens que os olhos não VÊEM. Mas que podemos imaginar estarem lá se conhecermos as técnicas que levam à sua execução. É desse VER que falo.
Olhe para as fotos, estude-as, imagine como foram feitas. Pegue na sua câmara e vá fazer algo idêntico. Fotografe!











































































