Prática
Pincéis em Lightroom 2
- Publicado em Quinta, 02 Abril 2009 18:19
Por mais que eu use o Photoshop, e dou-lhe uso intenso por estes dias, o Lightroom 2 tornou-se na ferramenta preferida de retoque. Eis um exemplo justificativo da escolha. Que serve para mostrar o processo de tratamento não destrutivo de fotografias.
O painel de ferramentas de retoque do Lightroom 2 tornou-se na sedução maior do programa e numa razão para desertar o Photoshop CS4, mesmo para funções que antes fazia ali, pela necessidade de criar camadas de ajuste das imagens. É verdade que volto ao Photoshop parta algumas coisas que sinto conseguir resolver ali – fruto do hábito, talvez – e para coisas que são próprias do CS4, como as funcionalidades de criação de colagens de várias imagens e de HDR.
Mas o Lightroom 2 tornou-se, até no que respeita o uso de tratamento localizado, na ferramenta de eleição, fruto dos pincéis de retoque que a Adobe criou no programa, encimando a barra do lado direito, do módulo Develop. É de facto um truque de magia que não me canso de admirar, e que me faz perder horas por vezes experimentando, extasiado com as funcionalidades presentes e que no Photoshop me obrigam, ainda, a um percurso menos intuitivo.
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A área de retoque tem mais funções, como o clone/heal herdado da versão anterior, e um novo filtro graduado que cumpre bem as funções de gradação de densidades em imagens com céu e terra. Mas os pincéis, que permitem gerir contraste, saturação, detalhe, luminosidade e mais são uma ferramenta que uma vez usada nos amarra ao programa para todo o sempre. Recordo-me de experimentar o Lightzone quando saiu, e de referir que o que o programa tinha era exactamente o que faltava no Lightroom. Ora bem, apesar de não experimentar o LZ há algum tempo, estou contente com a implementação de algo semelhante que a Adobe fez no Lightroom 2.
Com a função de retoque eu posso, ser ter de recorrer a camadas, gerir áreas distintas da imagem, escurecendo, aclarando, puxar pela nitides de pontos específicos, saturar, modificar contraste, até modificar a exposição. A facilidade com que tudo isso é feito, numa interface directa, em bom português (bem, em inglês para mim) deixa muito para trás até mesmo o CS4 agora com a nova interface simplificada, que é um passo adiante e de facto uma mudança fulcral na filosofia do “velho” programa da Adobe. Mas é o Lightroom que marca o caminho e será por esta via que veremos o Photoshop seguir.
Com o Lightroom 2 a Adobe conseguiu o feito de dispensar a geração de um TIFF para o ajuste, porque tudo é feito em cima do ficheiro Raw, e guardado como metadados até que se decide criar um ficheiro final. Mas o original intocável e sempre aberto para ajuste mantém-se no LR2. Que, para esta versão, e com esta funcionalidade, oferece um sistema automático de máscara que protege as zonas envolventes da que estamos a tratar. Brilhante.
Um exemplo do que é tratar áreas rapidamente no LR2? A foto do velho aparelho de rádio foi obtida nas instalações de uma escola, durante a produção de imagens para um trabalho. Com o flash Speelite 580 EX II apontado para o tecto branco conseguiu-se rapidamente uma imagem bem exposta do aparelho. Somente o reflexo do fotógrafo no vidro do painel frontal maculava a foto.
Uma vez aberta a imagem no Lightroom 2 escolheu-se o pincel de retoque (dimensão do mesmo seleccionada rodando a roda de topo do rato) e “pintou-se” a área do vidro após selecção de um valor negativo de exposição, que permitiu escurecer a área sem afectar de forma significativa as letras das estações, que se destacam (ver imagem final) no painel. É como seleccionar uma cor de fundo e pintar com essa cor, deixando intocada a cor em primeiro plano. Simples. Um dos segredos do Lightroom 2 que aplicado em variado tipo de situações acelera de forma significativa o fluxo de trabalho.
Experimente fazer download da versão de teste do programa e deixe-se maravilhar com as possibilidades, que abrme uma nova dimensão, mais criativa, ao tratamento de imagens. Algo que digo e repito desde que o primeiro Lightroom, ainda em fase beta, me chegou às mãos. O programa mudou a minha relação com a cãmara escura. Perdão, clara...
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