Prática
Fotocópias na câmara
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- Publicado em 07-07-2009
Precisa de uma fotocópia de um documento rapidamente e não quer sair de casa? Se tem uma câmara digital um computador e uma impressora tem a fotocópia pronta em minutos. Basta um pouco de jeito e passará a ter até mais do que uma fotocópia. Saiba como lendo o resto.
Quantas vezes não necessitou de tirar uma fotocópia de um documento e teve de sair de casa ppropositadamente para a obter? Muitas? Também eu, até que comecei a usar máquinas digitais. Desde então raramente tiro fotocópias de documentos, a não ser que não possa recorrer ao meu sistema doméstico. Pode ser mais caro, mas permite-me ter uma resposta a qualquer hora do dia ou noite, e tem a vantagem de me permitir ter também um ficheiro digital do documento, algo importante nos dias de hoje.
Não sabe como? O meu filho também não, até eu o desafiar para fazer "fotocópias" domésticas dos documentos que tinha de entregar para a matrícula no 11º ano. Ele já me viu fazer isto várias vezes mas nunca ligou ao processo, até que hoje decidi mostrar-lhe como o fazer. E foi ele que fotografou, enquanto eu o fotografava para escrever este artigo.
Os documentos são os habituais frente e verso do bilhete de identidade , do cartão de contribuinte (pois, ele também já tem um) e outros. Para este exemplo usámos estes dois, que acabaram por ficar juntos na mesma folha, e num ficheiro que ele agora pode guardar no seu disco rígido, para usar sempre que necessite de enviar por correio electrónico um documento.
Para fotografar documentos as modernas câmaras digitais são excelentes. Alguns dos modelos recentes de compactas até já possuem um modo específico de fotografia de documentos (e texto), que torna o processo mais fácil para os que estão menos à vontade com esta forma de fotografia. De facto, as caracterísrticas das compactas de hoje são providenciais para resolver uma série de problemas do quotidiano em que por vezes nem pensamos.
No nosso caso, como não existem compactas aqui por casa de modo permanente, usámos uma reflex EOS 50D para fotografar, com uma objectiva 17-40mm, que permite enquadrar de variada forma o documento. Mas qualquer objectiva, até mesmo a normal 50mm de antanho, serve, bastando para isso mover o suporte onde o documento se encontra para uma posição que permita focar o conjunto (no caso de páginas A4 integrais, como o "cartão" da Segurança Social provisório que o meu filho tem... há anos).
Procure uma janela com boa luz (se for à noite use um candeeiro com boa luz e procure na máquina o equilíbrio de brancos correcto para obter os melhores resultados... por norma o aparelho tentará dar o seu melhor, e pode sempre reajustar a tonalidade no computador), use um papel branco como base, alinhe a máquina com o documento, de modo a ter tudo focado (confirme o foco) e dispare duas ou três vezes. Amplie a imagem no visor e verifique se tem o que pretende.
No nosso caso usámos um cartão cinzento para medir a luz (defeito de fazer isto várias vezes e ter a mania de puxar do cartão que faz parte do estúdio doméstico de fotografia "tabletop"), expondo em manual, de modo a manter a leitura registada sobre o cartão cinzento. Mas isto não é absolutamente necessário.
Uma vez feito o registo passe a imagem para o computador e use um programa de edição de imagem (usamos o Photoshop CS4 mas qualquer outro dará para esta operação) para ajustar a exposição, reenquadrar a imagem do documento e, se for caso disso, montar frente e verso do bilhete de identidade (por exemplo) numa só página. Suponho que saiba fazer isso. Depois basta gravar um ficheiro com tudo, de modo a ter sempre acessível no computador este "original" que pdoe usar para novas impressões ou apra enviar pela Internet. Se tiver a mania da perfeição pdoe gravar um ficheiro .PSD ou .TIFF de maior qualidade que funcionará como matriz e depois criar um ficheiro JPEG comprimido para usar nos envios. As pessoas agradecerão um ficheiro leve.
O que acabou de fazer não é mais, afinal, do que digitalizar um documento (como faria com um scanner ou digitalizador) só que usando o sensor da máquina. De facto, esta técnica pode ser aplicada a múltiplas coisas, como calcula, de documentos até fotografias antigas que pretende recuperar e de que perdeu o negativo. Partimos da necessidade de uma fotocópia para descobrir uma ferramenta de trabalho e até uma outra forma de ocupar o tempo. Fotografando e recuperando fotografias antigas. Mas isso fica para outra altura. Para já guarde esta dica... E diga a outros que todos, os que têm uma câmara fotográfica digital e acesso a um computador e impressora, têm ao mesmo tempo um "scanner" e uma fotocopiadora em casa. E não, não se trata de um multi-funções. Se bem que pareça...











































































