Prática
Vídeo para pobres
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- Publicado em 09-09-2009
Neste tempo de vídeo em todos os aparelhos quem não o tem sente-se marginalizado. Tempo de inventar, usando uma técnica disponível há muito tempo mas agora facilitada graças aos sistemas digitais. Faça... fotografia "time lapse".
O título em inglês fica bem. É como a fotografia "pin-hole". Ninguém diz estenopeica. Vamos lá então à fotografia time lapse. Que sugere uma série de fotogramas registados com intervalo de tempo entre si. Mas isso é que todos fazem, já ouvi alguém dizer. Sim, mas aqui a ideia é escolher um motivo (há quem diga escolher um sujeito, traduzindo do inglês sem entender que subject é motivo, tema e não sujeito) e manter a câmara apontada nessa direcção enquanto se fazem sucessivos disparos, a intervalos que podem ser deifnidos pelo utilizador mas que visam registar a mesma imagem com todos os detalhes de movimento havido durante o tempo de registo.
Lembram-se dos desenhos feitos na margem da página de um caderno ou livro que depopis se folheia rapidamente, de modo a criar a animação? Sim, que fazíamos na escola, e que afinal é a técnica da animação usada pelos estúdios. Pois aqui sucede exactamente o mesmo, mas com fotografias. A técnica sempre existiu, mas a Informática veio permitir fazer melhor, ao transferir para o ecrã essa animação. Há quem faça, actualmente impressão de livros desse tipo (flipbooks?) mas onde mais vezes vamos ver esta técnica aplicada é no ecrã de computadores. A fotografia digital casa-se com o GIF animado para produzir o efeito. Também é possível juntar as imagens num editor de vídeo e produzir o efeito, mas o processo mais acessível é de acto a criação de um GIF animado, para o que existem diversos programas.
A pequena animação publicada com este texto faz parte das lições dos meus passeios ao fundodomar, e serve de base para deixar às pessoas este desafio: experimentem criar as vossas próprias animações com qualquer tema ao vosso alcance: a rua onde vivem, o céu ao longo do dia, a evolução de uma flor num vaso ao longo do dia. Para conseguir realizar isso é necessário colocar a câmara num tripé e definir um intervalo de tempo entre cada disparo - se o aparelho não dispõe dessa função é, em alguns casos, possível adquirir um acessório que permite definir os intervalos, caso contrário terá de o fazer manualmente... e cuidado com a vibração e movimento da câmara.
O processo é relativamente simples mas os resultados podem ser interessantes. A experiência do processo ajudará a entender rapidamente o que funciona e não funciona, a cadência de disparo necessária para diferentes processos, etc. E claro que depois se podem quebrar as regras, como sucede com esta animação que vos deixo, que foi criada com o aparelho na mão, o fotógrafo em cima de uma rocha, até a água da maré enchente chegar tão perto que foi necessário fugir. Vai contra as regras que indiquei acima, mas é um registo que nos dá uma outra visão do potencial dos "mergulhos" na beira de água. A série de iamgens deste diaporama foi também tratado para se parecer com o filme Velvia e como se feito em HDR, daí o seu aspecto etéreo.











































































