Prática
Digiscoping em movimento
- Publicado em Segunda, 05 Outubro 2009 13:10
O meu artigo sobre o telescópio da Pentax usado em fotografia de aves levou um dos mais populares utilizadores nacionais do sistema, Faísca, a salientar que apesar de ser difícil é possível fotografar aves em voo com um destes equipamentos. A série de imagens que tem publicado demonstra isso mesmo.
Fotografar aves em movimento com um sistema de digiscoping é praticamente impossível. Quando escrevi o artigo sobre este tema baseei-me no consenso geral de que o método não é o mais aconselhado, pelas limitações que coloca. Mas com alguma prática do sistema, que se obtém dedicando muitas horas à sua descoberta, torna-se mais fácil fotografar motivos estáticos ou em movimento. Foi isso mesmo que o autor quis salientar, enviando-me links para uma série de imagens da sua colecção. E explicando como obteve cada uma das fotos. Ora vamos a isto. Abra o link para a foto em questão e leia aqui o comentário feito à mesma.
Falcão peregrino a voar
Foto conseguida com o telescópio no tripé e utilizei um aparelho de pontaria de uma arma de pressão ar. Depois é só seguir a ave e disparar no momento certo. Sei que estou no corredor que o falcão utiliza para a sua passagem por isso consigo escolher qual a melhor hora para ter a luz favorável.
f/12, 1/100 , ISO 200
http://www.flickr.com/photos/faisca/523733720/in/set-72157600006625745/
Gansos bravos a voar e sem tripé
Foco conseguida com o telescópio apenas apoiado no capot do jeep tendo com base um saco de grão, Não foi utilizado qualquer aparelho de pontaria.
Foto de grande dificuldade por não se ter muito tempo para procurar e focar.
f/12, 1/800, ISO 400
http://www.flickr.com/photos/faisca/2255069986/in/set-72157600003002422/
Libelinha a voar sem tripé
Foto realizada apenas com o telescópio apoiado da janela do carro com o saco do grão, não foi utilizado qualquer aparelho de pontaria.
Foi necessário compreender o trajecto que a libélula fazia enquanto andava a patrulhar.
f/12, 1/400, ISO 200
http://www.flickr.com/photos/faisca/1269600283/in/set-72157620811189993/
Gaivina preta a voar sem tripé
Foto realizada apenas com o telescópio apoiado da janela do carro com o saco do grão, não foi utilizado qualquer aparelho de pontaria.
Foi necessário compreender o trajecto que a gaivina fazia enquanto andava a alimentar-se.
f/12, 1/500, ISO 400
http://www.flickr.com/photos/faisca/2472502697/in/set-72157605190039766/
Ganso Patolas a voar
Foto conseguida com o telescópio no tripé e utilizei um aparelho de pontaria de uma arma de pressão ar depois é só seguir a ave e disparar no momento certo.
f/12, 1/400, ISO 400
http://www.flickr.com/photos/faisca/1525840403/in/set-72157600002819776/
Coruja das torres à noite
A iluminação feita com os farois do Jeep
f/12, ISO 400
http://www.flickr.com/photos/faisca/1581386460/
Referindo-se aos métodos que usa, Faísca diz que "nunca contabilizei as fotos erradas, raramente utilizo mais que um disparo gosto mais de fazer 'um tiro um morto' por isso erro pouco. Com a vida selvagem não temos muitas margens para errar".
Indica que "quando estou a utilizar uma câmara com um factor 1.6x fico com 1.600 mm. As fotos são sempre tiradas em RAW com prioridade à abertura (o adaptador fotográfico da Zeiss que utilizo faz f/12) Por norma utilizo a câmara sempre em 200 ISO para ganhar mais velocidade, depois durante a secção só tenho que ir ajustando os ISO e os EV. Sempre que chego a um local faço uma primeira foto para ver se está tudo certo. O aparelho de pontaria é sem dúvida uma mais valia quando se fotografa aves em voo, procurar no céu sem nuvens uma ave não é tarefa fácil sem ele."
Se quer saber mais sobre os segredos das fotografias referidas, visite a ObservaNatura, feira de observação de aves que se realiza a 17 e 18 de Outubro, em Setúbal. E participe no mini-curso de digiscoping ministrado pelo fotógrafo.











































































