Prática
Junte a família digitalmente numa foto à moda antiga
- Detalhes
- Publicado em 29-12-2009
Nestes dias festivos em que a família é reunida recuperam-se, por vezes, as fotos de outros tempos, em reunião de imagens que inúmeras vezes se pretende juntar numa só foto de família. Este ano - ainda vai a tempo - junte algumas imagens da SUA família e faça uma montagem. Saiba aqui como o pode fazer.
A foto que ilustra esta nota prática, e de que se tapou a zona da face das pessoas, para manter o anonimato, foi feita em poucas horas, reunindo imagens soltas, com dimensão das fotos de passe, origem de todas elas. Não sendo a melhor fonte original de qualidade, foi o que havia para realizar esta junção de cabeças muito em voga noutros tempos mas que hoje se perdeu um pouco no receutuário dos fotógrafos. É uma tarefa que o digital torna mais fácil, ao permitir ampliar, retocar e montar uma série de fotos com alguma rapidez face ao que se fazia outrora.
Ainda passei algum tempo a retocar fotos deste tipo nos anos 80 e 90, destruindo originais quando algo corria mal. Agora, é com bem mais à vontade que lanço o pincel por cima de manchas que pretendo limpar. Um simples "undo" recupera-me sem mácula o original. Mas isso foi processo lá mais adiante, porque para começar tive de digitalizar as fotos. Quem diz digitalizar nos dias de hoje diz, como alternativa - o que fiz - fotografar cada uma delas mantendo sensivelmente a mesma dimensão de cada uma no momento do registo.
Uma vez transferidas do cartão de memória para uma pasta no computador, decidi que dada a diversidade de qualidade e cor do leque de sete fotos - umas a cores fortes, outras já de cores sumidas, umas a preto e branco e uma delas em papel texturado... - seria melhor definir um tom uniforme para o conjunto. Optei pelo sepia, que me permitiu criar um dos mais clássicos aspectos deste tipo de montagens fotográficas. Já no computador, usei o Photoshop para definir uma dimensão padrão média para as imagens, ampliando-as todas, através do "resampling", para uma dimensão que me permitiria obter uma foto final no formato A4 com todas as fotografias montadas.
Após a "ampliação" comecei por tratar cada imagem "limpando" manchas, pequenas falhas na superfície fotográfica, riscos, de modo a ter as fotografias tão perfeitas quanto possível. Indeciso entre usar o Photoshop ou o programa PhotoScape para criar as molduras esbatidas em redor, preferi este último, pela rapidez de resultados. Em minutos tinha as sete fotografias com um halo branco que me permitia avançar para o passo seguinte. Gravei-as em modo TIF, para arquivo (são os meus novos originais das fotos de passe). De volta ao Photoshop abri cada TIF num layer (camada) e defini a posição de cada cabeça no conjunto. Depois usei máscaras para apagar de cada camada as zonas brancas que tapavam as por baixo, até encontrar a solução perfeita para todos os elementos. Uma vez ultrapassada essa fase gravei a imagem final, em TIF e em JPEG de média resolução para envio e transporte, não sem antes gravar um .PSD com todas as camadas, para poder reordenar os elementos. De facto acabei por criar mais do que uma foto, com três composições distintas, ao alto e baixo, e com uma linha envolvente, como que moldura.
Imprimi as fotos no formato A4 e em formato 13x18 numa impressora Epson Stylus Photo R360 que tenho usado como apoio de impressão quando necessito de testar algo. Os resultados fizeram sucesso este Natal.
Num dia de Inverno como os que têm estado, arme-se de paciência, pegue em algumas fotos antigas e faça a experiência. Por certo que vai encontrar na família alguém que vai ficar entusiasmado com o resultado de uma destas colagens à moda antiga.











































































