Prática
Faça o seu livro de fotografia no Adobe Lightroom
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- Publicado em 12-01-2010
A produção de livros de fotografia de autor é cada vez mais uma actividade ao alcance do amador. Até o Lightroom vai oferecer na versão 3 mais capacidades de produção de páginas a enviar para impressão. Comece a fazer o seu livro hoje.
A próxima versão do programa Lightroom da Adobe vai melhorar, tudo o sugere, a forma de criação de páginas, aproximando-se das capacidades de produção de software para edição de livros de fotografias, como o Aperture da Apple já faz. Isso significa que estará cada vez mais perto de todos nós a produção de livros em edição limitada. E até de uma forma independente de soluções proprietárias de cada cadeia de impressão.
O Adobe Lightroom 2 já permite desenhar páginas de um álbum fotográfico, mas espera-se que no no Adobe Lightroom 3 se torne possível criar as páginas com maior facilidade, de forma quase automática, e enviá-las depois para a impressão, através da Internet ou gravadas em disco. É uma solução de paginação que agradará a quantos não pretendem usar ferramentas mais complexas como o inDesign – usado em paginação e a referência do mercado na área – ou serviços online ou de software associado à empresa x ou y. Quem pretendia paginar e imprimir em casa as suas pequenas obras também fica com uma nova porta de ingresso no clube de Guttenberg. Até porque existem soluções para uso doméstico que permitem transformar uma série de páginas impressas num álbum fotográfico de capa cartonada, com lombada e tudo.
Apesar de esse nicho poder interessar a alguns, a verdade é que a generalidade das pessoas vão usar serviços como o Blurb, Photobooks ou outros, que oferecem um leque de opções no que respeita a impressão de livros fotográficos. E refiro livros mais do que álbuns como os sugeridos em cadeias como a Snapfish, porque os públicos me parecem distintos: este último está voltado, sobretudo, para o segmento das fotos familiares, de férias, enquanto a Blurb, que é referencial em termos de software de produção de livros, se destina a uma clientela mais... exigente. Não digo necessariamente em termos qualitativos, mas no aspecto da filosofia de produção. Um olhar sobre os respectivos sítios na web não deixa margem para dúvidas. São universos distintos.
Sem sair do território nacional existem também opções a ponderar. A Fotodigital surge associada a uma delas, que procura um equilíbrio entre a vertente mais familiar e a do utilizador que pretende um livro de fotografia mais do que um álbum. De facto, o serviço Snapbook que a Fotodigital oferece aos leitores pretende alargar-se para oferecer ao fotógrafo entusiasta uma opção diferente.
Esta solução de produção de livros fotográficos, é suportada por um software idêntico ao usado pela Dreambooks, cujo serviço já foi aqui apresentado, mas associada a um sistema de impressão em offset digital em vez de papel fotográfico. Apesar da reconhecida qualidade das fotografias coladas em álbum, existem limitações de número de páginas e mesmo de conservação de um livro daquele tipo que não surgem quando se opta pelo offset digital. E a indústria encaminha-se, seguramente, para esta última solução.
A impressão de fotografias encaminha-se, de facto, a passos largos para este tipo de soluções, até porque a implementação física de impressoras industriais para este serviço está em crescendo. Segundo dados de um documento da Xerox, são vendidos actualmente 1.7 mil milhões de unidades no segmento dos livros comuns, o que se traduz por qualquer coisa como 500 mil milhões de páginas offset. É esse segmento que a Xerox pretende tocar, ou colocar empresas em condições de tocar, ao anunciar os equipamentos que permitem, tal como sucede no caso da Snapbook, prover à impressão de pequenas tiragens de livros. É disso de facto que este negócio trata.
Segundo o mesmo documento – que usa dados que são do conhecimento geral – existem ainda duas áreas de exploração para as soluções da empresa: os Livros Profissionais, lidos essencialmente por indivíduos em várias profissões e mercados, incluindo comércio, advocacia e medicina, que podem atingir um elevado preço a retalho e de que são vendidos cerca de 170 milhões de volumes em cada ano; e as tipografias universitárias, que são editores de livros sem fins lucrativos, que imprimem livros com pouca procura mas no entanto intelectualmente significativos. Em 2006 as tipografias universitárias imprimiram e venderam cerca de 25,1 milhões de livros. A Xerox acha que todo esse mercado aguarda por uma oferta de publishing digital de livros e salienta que com a impressão digital, os editores podem imprimir economicamente pequenas tiragens de acordo com as necessidades.
No caso dos livros fotográficos a lógica é a mesma: as pessoas preferem cada vez mais o livro em vez de fotos soltas guardadas em pastas ou gavetas. No caso dos livros da Snapbook a produção faz-se descarregando o software para o computador, usando-o para criar as páginas do livro que se pretende imprimir, e depois fazendo o “upload” das páginas guardadas no disco rígido para o serviço de impressão. É necessário fazer a inscrição no serviço – tudo indicado no software – e depois tomar nota dos dados de pagamento no Multibanco, para efectuar o mesmo e garantir que o processo avança.
É importante salientar este passo porque a Fotodigital constatou que diversos utilizadores simplesmente criaram as páginas do livro/álbum, fechando a aplicação depois, somente com os dados guardados no disco rígido, sem os enviarem para impressão e sem fazerem o registo. É necessário efectuar todo o processo para que o livro com as suas fotos seja produzido e enviado para o autor.
Quer com o Lightroom, para ensaio e impressão doméstica, quer com o software que a Fotodigital disponibiliza através dos links, e que já permite a impressão industrial, o tempo de experimentar reunir as suas fotos em livro chegou. Pegue nas fotos das férias de Natal, da reunião da família se quiser, e experimente. Pode ensaiar toda a paginação do seu livro tanto quanto lhe apetecer, mantendo tudo no seu computador até decidir que pretende ver a obra impressa. Experimente.











































































