Prática
Olympus E-PL1 com "100mm" f/1.8 da Canon
- Publicado em Segunda, 26 Abril 2010 17:17
Colar uma objectiva Canon FD 50mm f/1.8 na frente de uma Olympus E-PL1 abre para um mundo novo de possibilidades. Através do recurso a adaptadores é possível recuperar objectivas antigas e usá-las com os aparelhos do formato Micro Quatro Terços. A ideia não é nova mas agora está na moda. E funciona.
A facilidade com que se adaptam objectivas ao sistema Micro Quatro Terços – ou a vontade que todos têm de o fazer – explicará porque nas últimas semanas se tem andado a carregar uma 100-300 FD da Canon no saco de fotografia, associada quer a uma Lumix G1 quer à Olympus E-PL1. Agora é tempo de “colar” a velha 50mm 1.8 da Canon (sistema FD, manual) na nova MFT da Olympus e descobrir como é fotografar com uma ... 100mm f/1.8.
Os resultados obtidos são os que atraem tanta gente, por estes dias, para o vídeo nestes formatos. A profundidade de campo a aberturas tão reduzidas em termos numéricos (ou tão abertas se quiser o aspecto físico) deixam para lá do campo nítido tudo o resto. É uma vantagem, mas não é só. A outra é que de repente, com um investimento num anel adaptador – estou a testar um da Novoflex cedido para estes testes por J. Valles, Lda, que é o representante da marca em Portugal - se pode tirar da naftalina as objectivas que se pensava terem deixado de ter qualquer uso.
A 50mm f/1.8 da Canon sempre foi uma objectiva fetiche, quer no sistema FD quer agora no EF. Mas enquanto a EF não tem forma de ligar-se ao MFT, existe uma daptador para a baioneta FD da Canon – e para outros fabricantes – pelo que se pode utilizar a objectiva com uma trintena de anos num equipamento novinho em folha e todo cheio de tecnologia.
A focagem é manual e é necessário ajustar bem a objectiva com o adaptador da Novoflex para que os diafragmas fechem e abram. Depois, jogando com isso e com a velocidade na câmara – recordo que isto é uma absoluta viagem ao passado – conseguem-se fazer coisas que com a objectiva “normal” da Olympus E-PL1 estão longe de qualquer horizonte. Em vez de um diafragma de f/5.6 da 14-42mm (que é uma 28-84mm na relação com o 35mm) tem-se uma 100mm f/1.8 muito luminosa que sugere aventuras fora de horas, de que se dará conta por aqui logo que possível.
Os ensaios após a recuperação do baú e respectiva limpeza óptica – salvo algum rendilhado da idade que já marca os elementos ópticos – evidenciam o tipo de resultados que é possível obter e o curto espaço focado a f/1.8, o que é o aspecto mais importante do uso desta objectiva. Com um recorte excelente para uma vulgar objectiva popular – e a óptica por norma vendida com a primeira máquina naqueles tempos em que os zooms eram miragem – esta 50mm alarga de uma forma rápida o parque óptico de qualquer MFT. Se tem em casa alguma objectiva antiga que já arrumou e comprou ou está comprador de uma câmara do sistema Micro Quatro Terços o investimento num anel adaptador da Novoflex é a melhor aquisição que pode fazer por estes dias.











































































