O Photoshop faz 20 anos. Foi a 19 de Fevereiro de 1990 que a versão 1.0 chegou à rua. Hoje tem “filhos” que nas versões actuais e próximas prometem espantar-nos ainda mais. A produção de livros fotográficos directamente a partir das ferramentas Adobe está mais fácil. Saiba já de seguida como.
Enquanto a referência incontornável da indústria continua a tornar-se mais apta em cada nova edição, a versão doméstica Elements e a “câmara clara” Lightroom exploram fronteiras que nos darão, em breve, mais opções. Que por sua vez irão também surgir no Photoshop, é fácil de prever. Uma boa nota sobre o que o futuro nos reserva. Mas antes vamos a um pouco de história. Subindo a corrente do tempo até 1987, quando Thomas Knoll desenvolveu um programa chamado Display, aplicação simples capaz de mostrar imagens em tons de cinzento num monitor a preto e branco. Dali, com a colaboração do irmão, John Knoll, partiram para adicionar mais capacidades ao programa, de modo a tornar possível processar ficheiros de imagem.
O programa chamou a atenção da indústria e em 1988 a Adobe decidiu licenciar o software, chamando-lhe Photoshop, e lançando a primeira versão no mercado em 1990.
“Há vinte anos atrás a Adobe calculou que venderia 500 unidades do programa por mês” recorda Thomas Knoll, co-autor do Photoshop. “Acho que podemos dizer que batemos todas as previsões! É impressionante pensar que milhões de pessoas usam o programa actualmente. Sabíamos que era uma tecnologia inovadora mas nunca antecipámos que impacto iria ter nas imagens que nos rodeiam. A capacidade de colocar alguém em qualquer ponto de uma imagem foi somente o princípio da magia do Photoshop.”
Ao longo de duas décadas o Photoshop evoluiu significativamente de um simples programa de apresentação de imagens para uma aplicação extremamente popular com mais de 10 milhões de utilizadores ao redor do mundo. Com cada nova edição a Adobe introduziu inovações tecnológicas que desafiam os limites do possível.
As camadas (layers) introduzidas com o Photoshop 3.0, permitiram aos designers a criação de complexas composições de uma forma nunca sonhada anteriormente. A Healing Brush (pincel de retoque), funcionalidade introduzida com o Photoshop 7.0 permitiu como que por magia o retoque de imagem para remoção de rugas, defeitos, pequenos pontos, mantendo a iluminação e textura.
Ferramentas e funcionalidades como crop, eraser, blur, dodge e burn tornaram-se parte do vernáculo criativo internacional. Algumas delas herdadas dos processos analógicos da câmara escura consolidam a ideia de que o Photoshop é uma extensão moderna da bancada de tinas e ampliador, mesmo se as possibilidades criativas são bem mais amplas. E estendem-se em cada nova edição do programa.
O Photoshop cresce suportado pela comunidade de beta testers, com participantes activos que ajudaram a moldar o desenvolvimento do produto ao longo de anos, algo que a Adobe estendeu numa fase mais avançada do produto, e nas últimas edições, ao público interessado, como forma de envolver a comunidade na construção de um produto cuja magia reverte para todos, ao permitir fazer mais e melhor mais depressa.
Usando todos os recursos da web ao seu alcance para chegar junto dos utilizadores, a Adobe tem contado, também, com evangelistas que correm o mundo atraindo utilizadores do Photoshop para a comunidade.
Para celebrar estes 20 anos uma imensa comunidade ao redor do mundo vai estar ligada, quer através de redes sociais (bah...) quer através de webcast ou acções ao vivo. Uma maratona de 20 horas com 15 gurus de Photoshop na Alemanha, concursos de criação de imagens em Photoshop em França e na Índia e, claro, múltiplos eventos nos Estados Unidos, casa do programa.
Um programa especial da Adobe TV vai mostrar a equipa original do Photoshop reunida, pela primeira vez em 18 anos, para recordar o trabalho inicial e demonstrar como funcionava o Photoshop 1.0 num Macintosh reconstruído.
“Ao longo de 20 anos o Photoshop interpretou diversos papéis – deu às pessoas criativas a liberdade para conceberem impressionantes imagens que têm impacto na nossa cultura visual e desafia o olhar com a sua capacidade para modificar fotografias” afirmou Shantanu Narayen, presidente e director executivo da Adobe. “Não é exagero dizer que graças a milhões de utilizadores criativos o Photoshop mudou a forma como o mundo olha para si mesmo.”
O impacto do Photoshop está por todo o lado – cartazes de publicidade, capas de revistas, filmes mais importantes, até o logótipo da chavena de café por que bebe todas as manhãs. Tudo terá sido, provavelmente, tocado pelo software. Mais de 90 por cento dos profissionais criativos usam o Photoshop, que hoje é usado por fotógrafos profissionais, designers gráficos, em publicidade, por arquitectos, engenheiros e mesmo médicos.
Quer seja usado para produzir efeitos especiais em filmes como Avatar ou ajudar a salvar vidas em departamentos como o Centro para Crianças Desaparecidas e Exploradas, ou ainda para desafiar o olhar a determinar o que é real ou falso numa imagem, o Photoshop continua a encontrar novos usos e utilizadores.
É tudo isto que se celebra por estes dias, numa altura em que o recentemente lançado Adobe Photoshop Elements leva mais longe a proposta inicial da Adobe de produção de livros a partir da interface do programa. A versão Elements 8.0 coloca ao alcance de qualquer um a possibilidade de produzir livros, gravados em .pdf, para impressão doméstica ou envio para uma gráfica com capacidades de offset digital.
Também o Lightroom 3.0 explora de forma mais intensa essa capacidade, partindo do esboço já presente e utilizável do Lightroom 2 (já aqui referido). No LR 3.0 a Adobe parece ter considerado a impressão de livros como uma função “normal” e é possível espalhar diferentes fotos pelos diversos contentores (ajustáveis pelo utilizador), algo que na versão LR 2.0 só se consegue modificando os ficheiros por detrás da interface do programa.
Consolidada a função de produção de livros – mesmo que não de todo evidente no LR3, pelo menos na fase beta em que se encontra - nas ferramentas saídas do Photoshop original, talvez seja chegada a altura de a Adobe incorporar essa mesma funcionalidade no Photoshop. Com o crescimento da impressão de fotos através de serviços de offset digital, esta pode ser a próxima funcionalidade do Photoshop na edição que está em desenvolvimento. Faz todo o sentido. Porque apesar de existir no Photoshop um Print Package que permite a impressão de fotos em páginas, o sistema não é tão flexível como no Elements ou no Lightroom 3. Experimente-os descarregando versões de teste da Adobe e verá como tenho razão.
Os links abaixo podem dar-lhe mais informação sobre os 20 anos do Photoshop
www.photoshopuser.com/photoshop20th
http://tv.adobe.com/go/photoshop-20th-anniversary
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