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Phottix Strato II Multi Phottix HS Speed Mount Combo Phottix FTx3 Flash Bar

Software

Livros fotográficos para fotógrafos a sério

A oferta de produção de livros com software grátis online continua em crescendo, mas isso não significa que seja a única opção. Ou mesmo a melhor. De facto começam a surgir melhores propostas. E mais baratas. Basta querer aprender a usar novas ferramentas para descobrir essa liberdade.

O mercado da impressão de livros através de programas obtidos gratuitamente a partir da Internet – mas “presos”, depois, a uma empresa que faz a impressão – continua a crescer, com novos nomes no mercado, mas na verdade essa explosão assemelha-se, até certo ponto, ao que sucedeu com os mini-labs de fotografia em Portugal quando Kodak e Fujifilm se disputaram o mercado e venderam a torto e a direito mini-labs mesmo a quem não precisava deles. A partir de determinada altura havia mais oferta do que procura. E a qualidade também havia piorado, fruto do necessário corte de preços, para tornar a impressão concorrencial.

Estamos agora a assistir a esse mesmo padrão, se bem que com contornos diferentes. Aqui muitas vezes é no software que se joga a baixa qualidade e o aventureirismo de quem pensa que pode fazer um produto de jeito e acaba por não entender que não entende o que é fotografia. Refiro isto porque ao longo dos últimos anos tenho acompanhado o desenvolvimento de algum software da área, e assistido às malabarices de quem não sabe bem o que está a fazer e em terra de cegos pensa que é rei por ter olho... mesmo que míope das realidades de um universo como o fotográfico.

Quando digo desenvolvimento devo dizer, por ser mais correcto... desnorte, porque é isso que tem sucedido com o software produzido por uma empresa nortenha que me faz lembrar o recente discurso de Ernâni Lopes no Plano Inclinado de sábado, na televisão, sobre os problemas deste país. Os aventureiros e aldrabões, como sugere Medina Carreira. A sobrevivência medíocre, como sugere um eventual resumo da conversa televisiva naquela noite de sábado. Acho que dei um tempo de espera de dois anos para ver algo de jeito. Esse tempo finou-se e a paciência também.

Os livros que escrevo para suporte dos workshops são feitos com inDesign e Lightroom

Ora é de mediocridade que se trata quando se fala em algum do software usado para produzir livros em Portugal. O exemplo nacional encontra resposta lá por fora também, como seria de esperar com tantos cães ao mesmo osso. Por muito tempo tenho esperado ver algo de inteligente sair de uma proposta nacional em desenvolvimento há um par de anos, para assistir somente a um cumular de disparates que me levou a deixar de usar esse software há meses. Por algum tempo ainda lhe dei o benefício da dúvida. Mas depois de passar dois meses a tentar imprimir um livro sem resultados desisti. Acabou-se.

Para a produção de livros simplérrimos, basbaques, cheios de rocócós e idiotices, o dito software chega, mas se alguém pretender fazer mais do que aquilo e melhor, basta-lhe tão só investir algum tempo a procurar para encontrar programas, até grátis, que fazem melhor. E sem erro. Porque é sobretudo disso que se trata. Este software não funciona bem quando se modificam layouts, se editam páginas em busca da melhor solução estética. Funciona bem se for de, como usa dizer-se, carregar pela boca, mas ressente-se de um uso mais elaborado, e começa a crashar, dar erros, perder o tino, o que desaconselha a sua utilização se pretende realmente fazer os seus livros com paixão e paciência. E afinal, por alguns euros é mesmo possível adquirir produtos que permitem um controlo efectivo das páginas a imprimir e toda uma gestão segura do processo. Porque não basta encher um software rasteiro de clipart e templates esquizofrénicos para fazer disso um software para fotógrafos exigindo alguma qualidade.

Volto a este tema porque ele é capital em termos do futuro que se avizinha. E porque acho que é tempo de nacionalmente se desistir de investir em ilusões e ir directo ao assunto. Ora a melhor forma de contornar a oferta nacional medíocre existente é de produzir os próprios ficheiros no formato .pdf e levá-los a alguma empresa de impressão que funcione com os ditos. Além de se cortar o intermediário, o que pode traduzir-se por uma poupança nos custos, ganha-se um outro nível de  controlo. Reuni em rápida ronda pelo meu computador os sinais disso mesmo, para provar que é possível.

O Zoner Photo Studio oferece layouts simples de páginas

Zoner Photo Studio 12

Com um preço que pode ir de grátis pela versão simpels a 99 euros pela versão profissional, este programa de que já falei permite criar páginas para reunir num livro de fotografia. Não é a proposta mais versátil das apresentadas mas tem a seu favor o facto de ser um dos mais simples e de, além de páginas para livros, permitir fazer calendários e uma série de outras coisas impressas que o tornam muito interessante. Espreite-o.

O Photoscape tem excelentes opções de layouts para usar

Photoscape

Totalmente grátis, este interessante programa permite criar vários tipos de páginas com fotos, apresentando um leque imenso de modelos de páginas que permitem construir variados layouts de livros. Permitindo o tratamento – e efeitos especiais de cada foto no layout, Photoscape é uma ferramenta surpreendente que vale a pena guardar no computador.

 

O Photoshop Elements alia templates variados a clipart para projectos mais familiares

Photoshop Elements 7/8

A versão mais barata do Photoshop – cerca de 100 euros - tem uma área especial para produção de livros, na edição 7, com opção de gravação do layout em .pdf para impressão posterior. Na versão 8 não pude ainda confirmar se esses layouts podem ser guardados ou se estão unicamente associados a empresas de impressão online, mas suponho/espero que se mantenha a mesma ideia da versão 7. Trata-se de um sistema que oferece ao utilizador a possibilidade de criar os seus layouts, com soluções tão simpels quanto se deseje ou a que se podem adicionar gráficos, clipart etc.

No Lightroom 3 é possível usar os layouts ou criar novos com total liberdade

Adobe Lightroom 3

Como tenho vindo a dizer/escrever, a ferramenta de eleição para todo o trabalho de um fotógrafo – quase – vale os 200 euros que custa. E nesta edição permite construir os próprios layouts, com tantas opções que se esquece que não estamos ante o inDesign. É óbvio que não tem a versatilidade daquele programa, que foi criado para fazer isso mesmo, mas é uma excelente opção para fotógrafos que pretendem fazer páginas de um potencial livro. As limitações à inserção de texto no Lightroom podem facilmente ser contornadas com recurso a software alternativo que o complementa. Algo que explico detalhadamente aos participantes nos workshops de Lightroom e abordo nos outros workshops que realizo.

E ainda...

Claro que existem no mercado online boas soluções, com a mais óbvia para fotógrafos em busca de algo nessa esfera a revelar-se através do Blurb, que forçado por tantas alternativas – inteligentes – já permite a total modificação dos layouts e aceita mesmo .pdf saídos do inDesign. Mas se não pretende fazer o seu livro através de um sistema como o da Blurb e prefere usar um sistema nacional, procure uma empresa de impressão que aceite .pdf directos feitos por si. Desde que respeite as dimensões de livros produzidos pela mesma, informação que é fácil de obter por contacto directo, pode desenhar os seus livros sem ter de recorrer a software que, como me sucedeu a mim, perde páginas, tem limitações ao nível de texto e em cada nova edição se torna mais evidente como um beco sem saída. Isto após dois anos de “beta” e sempre sem um fim à vista. Ou esperança de mais do que uma medíocre prestação.

eBooks para descobrir a sua câmara reflex

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