Software
Adobe Photoshop CS5 HDR Pro até funciona!
- Publicado em quarta, 30 junho 2010 19:28
Duas horas para desinstalar a beta e instalar a versão final do CS5 e eis-me a poder experimentar o High Dynamic Range que na beta não queria funcionar. Este funciona. Primeiras impressões de uma ferramenta que ao surgir integrada no Photoshop (Elements também) vai fazer com que mais gente queira experimentar.
Com o Photomatix como referência do mercado quando se trata de HDR, a notícia de que a Adobe pretendia melhorar as funções de HDR no seu programa Photoshop fez erguer clamores de defensores e atacantes. Os fiéis, os que querem crer e os outros, que pagam para ver.
Fico-me por estes últimos. Tenho usado o HDR do CS4 (existe desde o CS2), que alguns defendem como mais realista do que a opção do Photomatix, e se assino por baixo que sim também entendo que para muitos aquilo não é HDR. Para muitos, na verdade, HDR são fotos com cores tão irreais que por vezes nem parecem fotos. No Photoshop CS4 isso não era possível. Agora, no CS5, é!
De facto, se alguma coisa de bom se descobre logo no arranque da utilização do HDR Pro do CS5 é a interface, que abre para bem mais opções numa sugestão evidente do potencial da função. Com 13 "presets" presentes, que são ponto de partida para múltiplas experimentações, o HDR Pro vai da procura realista de uma imagem combinada a partir de várias exposições até ao modo surreal, sem esquecer várias nuances de cor, contraste, saturação e mesmo preto e branco. É escolher a que se pretende usar como linha de partida e depois mover cursores até atingir o resultado.
Vantagens evidentes? Um “deghosting” que parece funcionar, e a ausência de ruído nas imagens finais. Outra? O facto de fazer parte do Photoshop CS5, o que pode significar que mais pessoas vão experimentar com HDR. Aliás, esta passagem da Adobe do HDR para o HDR Pro é a resposta à noção pela empresa de que mais pessoas querem experimentar. Pois até se os aparelhos fotográficos já fazem – alguns – HDR.
Existem no mercado diversas ferramentas com capacidade HDR, grátis ou pagas. Algumas pecam por ser tão esotéricas na utilização que só mesmo um santo as aceita usar para lá do tempo de teste. Outras... existem. Todas, mesmo que se não queira, vão acabar por ter de ser confrontadas com a existência da função no Photoshop. Porque o HDR não surge isolado e está presente no Photoshop Elements 8, o que traz para o nível doméstico as capacidades agora em ensaio no CS5.
Esta inclusão no CS5 é uma vantagem. E pode significar que alguns podem deixar de usar o Photomatix porque preferem manter todo o fluxo de trabalho no Photoshop. Mas não é seguro que assim seja, ou que tenha sido isso que a Adobe tenha pretendido fazer. Parecem continuar a existir diferenças, até ao nível de interface, entre programas, e por certo haverá quem prefira continuar a usar ou escolha o Photomatix como a sua ferramenta de HDR. O importante é que agora ela está presente no Photoshop com funcionalidades que a tornam mais apelativa e interessante para uma crescente camada de utilizadores.
É evidente que a função exige algum tempo de experimentação para se entender como funciona e dominar a obtenção de resultados. Não é fácil, e para os mais apressados pode mesmo ser desesperante. Para esses, contudo, a Adobe criou o HDR Toning, que permite fazer com uma só foto uma espécie de HDR (que os puristas e seus seguidores abominam... mas que para muitos utilizadores será a receita certa).
Uma ferramenta que pode bem ser entendida como não essencial na panóplia da edição de imagens, o HDR Pro só vai poder melhorar a partir de agora. E revelar-se mais potente à medida que novos utilizadores descubram ajustes adequados para os diferentes cursores de edição, dividindo essa experiência com outros utilizadores. Agora, realmente, só falta que a Adobe transfira esta opção para o Lightroom, onde pode bem tornar-se ainda mais “necessária” a muitos autores.









































































