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Software

PhotoTools 2.5, a caixa mágica para fotógrafos

A edição fotográfica de imagens é a vertente mais assustadora e penosa para alguns fotógrafos. E para os libertar de tudo isso que a onOne Software tem o programa PhotoTools 2.5, uma caixa de filtros e efeitos especiais, como que um Lego para fotógrafos.

A mais recente edição do programa da onOne Software é uma dádiva para fotógrafos que preferem passar mais tempo no terreno do que diante do computador. Confesso que já tinha experimentado o programa, mas o deixara de lado, por não ser o tipo de solução que mais uso no tratamento das minhas imagens. Mas um workshop da fotógrafa Laurie Excell sobre fluxos de edição de imagem a que assisti recentemente deixou-me curioso, pela utilização que a fotógrafa de Natureza dá ao PhotoTools 2.5.

De facto Laurie Excell usa mais ferramentas do catálogo da onOne Software, mas da sua apresentação o que retive com mais interesse, pelo menos por ora – eu já conheço o Genuine Fractals desde a sua primeira geração, de facto fui o primeiro a escrever sobre o programa em Portugal quando surgiu, em 1996, ainda sob o selo da Altamira – foi o PhotoTools 2.5, que me pareceu ter mais aplicações do que eu inicialmente pensara. Laurie Excell usa-o para finalizar as suas fotos de Natureza e foi esse aspecto que me interessou muito, pelas revelações que o workshop me trouxe. Por vezes é mesmo necessário parar e ter tempo para ver o que outros estão a fazer para se reavaliar as escolhas que fazemos.

Dito isto, o PhotoTools 2.5 é uma caixa de magia para fotógrafos que permite aplicar através de uma interface simples e na lógica do Lightroom mais de 200 efeitos criados por fotógrafos de casamentos – pois, é nessa área que o programa tem muita aplicação, se bem que afinal sirva para todas as outras – além de filtros graduados, vinhetas e um sistema de máscaras – Masking Bug – que evita as confusões do uso de máscaras no Photoshop, sugerindo quão “ultrapassado” aquele processo está. Não digo que não seja necessário em alguns casos, mas começam a surgir soluções aplicáveis em muitas situações que são bem mais amigas do utilizador. O Masking Bug da onOne é um exemplo disso mesmo!

A capacidade de usar múltiplos efeitos, colocando-os em camadas um sobre o outro, a visualização imediata em ecrã integral, a opção de reordenar a sequência desses efeitos e, no final, de guardar o resultado como um novo efeito que pode ser usado, depois, com um só clique, distribuído a outros utilizadores, fazem do PhotoTools 2.5 uma espécie de Lego para o Photoshop. Com a vantagem de os efeitos poderem ser aplicados directamente a partir do Photoshop, do Lightroom ou Aperture.
O  PhotoTools tem de ser experimentado para se entender a amplitude do que permite fazer. Existe uma versão de teste que pode ser usada por 30 dias e que permite ter uma ideia do potencial do programa e do seu interesse para integração no fluxo de trabalho de cada utilizador. Compatível com a versão de 64bit do Adobe Photoshop CS5, funciona em apralelo com Adobe Lightroom e também Aperture. Experimente-o.

Após as minhas experiências e a visualização de vídeos decidi contactar Dan Harlacher, fotógrafo e o gestor de produto da onOne Software para o PhotoTools 2.5. Alguns dos filtros do programa são dele, e Dan tem mesmo vídeos explicativos das funcionalidades, portanto pareceu-me ser a pessoa ideal para responder a algumas questões. Eis as suas respostas abaixo. Elas permitem traçar o perfil do programa.

A quantidade de presets e efeitos de PhotoTools 2.5 é tão grande que a contagem efectiva está por fazer. Dan Harlacher diz que “existem cerca de 75 presets” mas que no que respeita os efeitos, “são cerca de 284 na versão Professional Edition do programa”. E esse número acaba por crescer com o tempo, por um lado, porque os utilizadores podem criar e dividir entre sim novos truques e, diz Dan Harlacher, porque “em cada nova versão lançada adicionamos mais efeitos e presets”. Escolher de entre os que são propostos quais são adoptados oficialmente é, afirma o fotógrafo, “uma tarefa em que tento ser muito selectivo, porque existem muitos. Escuto o que os clientes nos sugerem e tentamos incluir funcionalidades que eles pedem. Olho também para a cultura popular (filmes, revistas, etc.) em busca de efeitos que as pessoas procuram.”

Uma das coisas que pode deixar baralhado quem procura os diferentes efeitos é a variedade e absoluta anarquia dos nomes aplicados. Não resisti a perguntar a Dan Harlacher como é feita a escolha dos nomes e como é que os classificam em diferentes categorias dado que alguns efeitos mais não são do que uma sucessão de comandos que criam algo novo.

A resposta é simples: “existem de facto alguns nomes muito estranhos. Por vezes é difícil descrever um efeito somente pelo nome. Metade deles podiam ser chamados de “laranja e desfocado” se a nomeação fosse feita literalmente. É a subtileza entre os efeitos que realmente os separa por isso por vezes usamos nomes divertidos de modo a tornar fácil recordar um efeito de que gostamos particularmente.”

Olhando para a interface do programa é difícil não pensar no Adobe Lightroom. Mesmo as ferramentas como os pincéis são semelhantes. Perguntei a Dan Harlacher se essa escolha foi feita por parecer lógica e por o LR se ter tornado no paradigma das aplicações de edição de imagem ou se a onOne Software segue a moda geral... que afinal escolhe tons escuros para a interface?

A resposta do responsável da onOne software é a que eu esperava. Dan diz que “escolhemos um tom de cinza escuro porque achamos que coloca as imagens do utilizador como elemento dominante. Os comandos devem servir o utilizador e não distrair a sua atenção, Acho que o Lightroom faz um excelente trabalho nesse aspecto e tiramos-lhes o chapéu. Dito isto, tentamos que o programa tenha a nossa visão do que uma interface deve ser.”

A quantidade de funções disponíveis em PhotoTools 2.5 tem um problema: é fácil perder horas a experimentar, espantado ante cada novo resultado, e de repente descobrir que se perderam horas a... fazer nada a não ser brincar com efeitos especiais. Já alguém se queixou de, assim, passar mais horas diante do computador do que a fotografar, que era a ideia inicial, perguntei a Dan Harlacher.

A resposta é uma: “é natural que o desafio de aprendizagem de um novo programa tenha esse efeito. É como ter uma nova câmara, por algum tempo é necessário brincar para aprender como funciona e quão diferente é. A longo termo queremos que o nosso software seja uma extensão do processo criativo, Os utilizadores já familiarizados podem previsualizar quando fotografam o que vão obter como resultado quando abrirem as imagens nos seus computadores.

Prós: Quantidade de efeitos, uso em camadas, criação de novos efeitos. integração Photoshop, facilidade de uso

Contra: Nada...

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